ia eu, ditosa e bem segura, subindo as escadas do metro, rumo às instalações da entidade que me emprega, toda gira com a minha saia rodada, lenço de seda ao pescoço, sabrinitas nos pés... ops... ouve-se (nesta minha voz, extremamente bem colocada e melodiosa):
- ai, caraças, que perdi uma sabrina!
a coleguinha que ia ao lado começa a rir de mim, a desconhecida que ia do outro lado responde:
- até parece uma cinderela!
...
...
lá me calcei e estuguei o passo, cuidadosamente, rumo ao relógio de ponto.
1 comentário:
Não é tanto a aparência , o que se destaca são as próprias cadeias mentais opressoras
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