23/08/16

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existem as pessoas que gostam de tirar fotografias aos pratos de comida antes de esta ser degustada, numa demonstração prática de que os olhos também comem (presumo).

e existem pessoas como eu (espero que tenha companhia...) que comem primeiro e depois tiram fotografias aos despojos:
 

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é o que sobra de uma quiche com salada e chá verde a acompanhar a leitura.

22/08/16

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- rita! - diz uma colega com quem não me cruzava desde a primeira quinzena de julho - cortaste o cabelo!
- foram só as pontas e ainda em julho, quando estive de férias. a franja é que levou um corte maior.
- pois, foi o que me chamou a atenção. está... diferente...

e eu que saí de casa convencida de que ostentava uma franja tão jeitosa... afinal é só diferente.
o que também não é mau de todo.

20/08/16

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estava eu acabada de escolher tostas e a caminho do corredor do requeijão, eis senão quando cruzei-me com um homem que gritava a plenos pulmões:
- és chiba! e vou dizer aos meus amigos todos para não vender droga ao pé de ti, que és chiba!
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confirmei que a frase não me era dirigida e pensei que a compra de mercearias nunca foi tão emocionante.

19/08/16

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na função pública* os técnicos superiores são uma enorme massa de licenciados e, como tal, aprecio particularmente os que acrescentam ao próprio nome: «dr.», «eng.», «arq.» ou «enf.». antes ou depois do nome (há para todos os gostos) permite uma certa distinção.
calculo sempre que o curso lhes custou mais do que o meu percurso académico, que assino sobre a categoria profissional apenas o nome com que fui registada.
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perante a vã glória do título académico, cada vez mais prefiro falar com pessoas que mantêm nomes sem acrescentos.



* e no resto do país também, mas é tópico que fica para outra oportunidade.

18/08/16

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um subfactor de avaliação das propostas apresentadas no âmbito de uma empreitada é «meios afetos».
eu leio sempre «mais afetos» e imagino uma obra com alegres convívios, em ambiente kitsch de all you need is love:




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como é difícil trabalhar em agosto...

17/08/16

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aproveitei um ligeiro achaque para recomeçar a ler, pela terceira vez, o livro 2666, de roberto bolaño.
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da primeira vez que comecei, esgotou-se o tempo de requisição da biblioteca, fui penalizada e depois meteram-se outras leituras pelo meio.
da segunda vez, já tinha comprado o livro, mas mudei de casa e outros valores se levantaram.
agora tenho pela frente 1032 páginas e a esperança de conseguir chegar ao final do romance (vá, tenho umas 950 páginas, que o achaque sempre rendeu um bocado).