25/03/17

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há coisas curiosas, contava eu ao artur, como algumas pessoas confundem o que não seria confundível como rotularem uma pessoa pela entidade patronal que a acolhe no horário de expediente. 
ele deu-me razão e disse para não me preocupar, lembrou-me que as melhores amizades se avaliam pelas conversas no café e não pelos empregos que as pessoas têm.
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estranhamente aproveitou para ressalvar que não me esquecesse que era muito melhor um café no sheraton do que no café da esquina. 

24/03/17

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a instrutora da sala perguntou-me simpaticamente quanto tempo estava eu a fazer de prancha. por incrível que pareça, a resposta não é simples: de acordo com as instruções do pt, devia estar uns 45 segundos, mas, como eu conto em alemão, parece-me que são, efetivamente, uns 60 segundos.
o tempo passa mais devagar quando a atleta está concentrada a contar em língua estrangeira e o tronco agradece.

23/03/17

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não sei de onde vem a presunção que é necessário um desgosto de amor para a pessoa procurar ocupar todo o seu tempo com atividades diferentes com o objetivo de se alienar dessa terrível contrariedade. parece-me que basta haver um enorme cansaço com a rotina e vontade de desenvolver diferentes áreas da vida.
é uma espécie de exploração do conceito dandy nos tempos contemporâneos. afigura-se-me.

22/03/17

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estou a apostar comigo mesma que, daqui por duas semanas, não conseguirei decifrar estes bonitos extraordinários apontamentos.
 
 
 
e, sim, eu aprendi a escrever num caderno de duas linhas...
também aprendi a tabuada pelo livro do ratinho, área em que, por sorte, tive mais sucesso que na de escriba. 

21/03/17

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andei pela grande rede e descobri um curso assaz interessante para frequentar. confirmei que o horário é pós-laboral (com aulas a acabar pelas 22.20, a não ser, é claro, quando os professores se entusiasmam tanto que continuam a falar para lá do horário), convenci-me de que era capaz de enfrentar esta adversidade, efetuei o pagamento (chorei para dentro...) e agora desloco-me duas vezes por semana até um grande antro do saber.
mesmo assim, quando falta um professor de um módulo eu fico toda contente com a falsa sensação de descanso inesperado. 
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a criança que há em mim só acalma quando eu penso que paguei pela aula desaparecida e que será reposta num dia não programado. 

20/03/17

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hoje é 20 de março:
para o primeiro dia da primavera tenho a dizer que a coisa não esteve negativa: a temperatura baixou em relação a ontem, mas a ausência de chuva compensou.
para o dia da felicidade a coisa também não correu mal: não me faltou trabalho, cantei em italiano (embora ainda longe do imaginado por mozart, mas já esteve mais longe) e gastei as poucas energias que me sobravam no ginásio.
ainda tive direito a uma situação equiparada a milagre e dei umas gargalhadas.
não foi nada mau. mesmo.