16/11/18

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croutons são aquela coisa essencial para se ter na despensa, para aqueles dias em que a pessoa se esquece de acrescentar sal à sopa.
partir torradas aos pedacinhos também é uma alternativa, mas só para quem não é preguiçoso na cozinha.

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e já consegui ouvir esta canção ao vivo por duas vezes.
ainda hei-de conseguir a terceira vez e hei-de continuar a deliciar-me com cada instante.

15/11/18

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tia: e novidades?
rita: hoje vou a um concerto.
tia: amanhã não trabalhas?
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podia querer saber qual o artista, mas não, o que se sobrepõe é a minha fama de ter dificuldades em acordar... sou uma incompreendida.

14/11/18

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as jovens empregadas da loja de roupa perguntavam-se animadamente se a palavra seria «parteleira» ou «prateleira», estavam genuinamente confundidas com a ordem dos fatores.
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o governo que não se debruce sobre o estado da educação, que não vale a pena...

12/11/18

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artur tem uma teoria contra segundas oportunidades, algo estranho que passa por confiar nos seus instintos e nas redes do destino que o levaram à primeira decisão que deve ser mantida, pela coerência do todo que o rodeia.
quando lhe pedi para concretizar esta ideia, limitou-se a afirmar que não era a santa casa da misericórdia. nem percebo como é que continuamos amigos.


09/11/18

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artur comentava que uma das ironias da vida é que um burro com arreios de ouro nunca passa disso mesmo. o problema é que a sociedade parece que já não distingue nem enfeites, nem animais e, para alguém criado nas cidades, um burro, uma mula ou um cavalo manco vão dar ao mesmo, e a variação pelos berloques de pechisbeque não é de monta, se os berloques brilharem mesmo muito.
já lhe disse que se devia mudar para o campo, mas respondeu-me que quem nasceu para as avenidas novas, nunca se dará bem para a largueza dos horizontes do interior do país. cada vez o percebo menos.

07/11/18

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a pessoa espera pela consulta, mas o chão reflete diferentes tons da esperança de que, lá fora, o céu esteja azul: