18/12/17

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e não é que me chegou um panda? quase com tamanho de gente, e tudo!
ao que interessa: já o comecei a industriar sobre as coisas sérias da vida.

14/12/17

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artur tem uma enorme capacidade para criar extraordinários arquétipos de amores perfeitos, inversamente proporcional à sua habilidade para a concretizar relações com quem saiba reciprocar os seus sentimentos e deixar-se cair na rotina de quem-estende-a-roupa-lavada-a-não-a-arruma-nas-gavetas.
prefere continuar a queixar-se que ninguém o acompanha nos seus sonhos de encantar, ao invés de perceber que também existe encanto no modo como se encaram as minudências práticas da vida a dois.

12/12/17

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sobrevivi ao almoço de natal do serviço sem abusar das entradas (excesso de queijo faz mal à pele), nem das sobremesas (a única que apresentava algum chocolate - que não me prejudica a pele, lamentavelmente - era um tronco de natal), e com uma vela de brinde.
num ano em que imperou a troca de canecas (eu própria contribuí com uma bem catita), podia ter sido pior.

10/12/17

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a pessoa que grita segredos aos ventos de uma tempestade é a mesma que os escreve na areia em tardes soalheiras. é quem sabe que as palavras têm consequências que nem todos conseguem suportar, que estão melhor sendo levadas pelos ares ou na breve lisura do areal.
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geralmente acontece que o tipo de segredo é diferente: o que se escreve, as mais das vezes, não se verbaliza.

08/12/17

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e quando eu julgava que tinha os presentes de natal despachados, reencontrei uma lista atempadamente feita e apercebi-me que ainda tenho de enfrentar multidões furiosas nas lojas... posto isto, começou a minha busca no google com as brilhantes palavras chave «presentes natal 2017».
é oficial: fui atacada pela falta de imaginação natalícia.

07/12/17

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na minha imaginação, as naves espaciais deviam ser assim:




















simples, como uma manta a cruzar as águas.

06/12/17

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há fases mágicas em modo gerúndio. são aquelas em que a pessoa vai pensando, vai indo, vai fazendo... no fundo vai valorizando as pequenas coisas da vida em vez de as fazer bruscamente.
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isto em relação ao que é mesmo importante, obviamente, as coisas chatas não devem ser proteladas e raramente apetece apreciá-las.