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20/09/17

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- aprecio bastante o fruto do amor... romã... amor...
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- francamente, por vezes acho que as cartas que me mandava no início do nosso namoro, quando fui passar o verão para são martinho do porto e o menino ficou no estoril, deviam ser ditadas pelo seu irmão seminarista... as rimas não tinham esta triste falta de qualidade.
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- foram as cartas que a conquistaram?
- eram escritas pelo seu irmão?

22/08/17

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- que maçada, já viu o que estão a fazer à antiga casa dos pais?
- meu querido, está uma fachada presa por vigas. se quer a minha opinião, até lhe digo que se me afigura uma ode ao casamento deles particularmente adequada.
- minha cara, neste caso não queria de todo a sua opinião.

20/08/17

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- houve aquela festa encantadora, lembra-se, meu amor? estava maravilhosa com o seu vestido azul de seda e o conjunto de pérolas que lhe dei no nosso primeiro aniversário.
- lembro-me com carinho, celebravam-se as bodas de ouro dos seus tios do douro. foi engraçadíssimo, estávamos tão apaixonados que rimos e dançamos a antecipar as nossas bodas de ouro, mas no auge da nossa juventude...
- é bem verdade, meu amor. que boas recordações. diga-me, por que não encontro nenhum registo fotográfico dessa noite?
- éramos tão felizes... acho que ainda não nos tínhamos apercebido da necessidade de gravar esses momentos para a posteridade, meu querido.

15/08/17

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- no início mal podíamos esperar por ir para o fórum, lembra-se? o entusiasmo dialético apoderava-se de nós, éramos a equipa a derrotar e isso, minha querida, nunca aconteceu! acho que nunca verbalizei o orgulho que sinto na nossa dinâmica argumentativa e, em especial, na sua brilhante capacidade para fundamentar as mais extraordinárias relações causais. 
- meu caro, no início, como agora, uma senhora com a motivação certa defende convincentemente uma coisa e o seu contrário para se desembaraçar de situações desagradáveis. só aturava o possidonismo do fórum por saber que teria a recompensa das termas e a certeza de uns momentos de descanso, sem a presença de pedantes. julguei que já se teria apercebido desses factos, não se finja escandalizado. 

13/08/17

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- recorda a nossa primeira casa, meu amor? era modesta, mas por dentro era confortável e acolhedora, numa daquelas ruas encantadoras de alfama. só era desagradável quando falhavam as pilhas do flutuador.
- era a nossa versão de uma cabana à medida do nosso amor, depois o amor cresceu, diminuiu, voltou a crescer, minguou mais um pouco, mas isso agora não interessa... será que ainda existe o flutuador?