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06/01/20

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redecorei a minha mesa para este ano vinte vinte: o buda mantém-se (que gosto da sua companhia serena), a agenda tem florzinhas singelas e o fred está pronto para levar com mais umas punhaladas (pobrezinho).


19/11/19

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- desculpa mas a insuficiência de vitamina d não é motivo para reforma antecipada.
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- se fosse, até eu já tinha tentado pedir...

17/09/19

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tenho um colega novo de trabalho. deve ser muito sensível, nunca convivi com um homem que suspirasse tanto.
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o mais normal são longos bocejos, que a vida tem muita solicitação e as 24 horas não dão para trabalhar, divertir, ir ao supermercado e dormir.

09/09/19

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estamos no início de uma nova semana, cheguei fresca e fofa julgando que tinha as obrigações laborais controladas, olhei para a secretária em vi uma nova surpresa com a palavra mágica acrescentada «URGENTE».
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mesmo assim, permaneço bem disposta e esperançosa:


02/08/19

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uma rapariga apanha sustos que nunca imaginaria: como o colega façanhudo começar a engasgar-se em horário de expediente, possivelmente com alguma maçã marota... não, isso foi o que pensei! a pessoa estava a ter um ataque de riso e eu só percebi quando vi que não estava a comer nada.
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mas era cá um engasganço. à séria.

10/07/19

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torci o pé, portanto, convém fazer gelo ou, no meu caso, ervilhas.
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e em chique, já que o supermercado não tinha ervilhas de marca branca e estou com um pacote de ervilhas da iglo no tornozelo direito.

04/06/19

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houve UM aguaceiro hoje. direitinho quando andava a correr de uma obrigação para outra, acabando com os pés encharcados:




 
o que tem como maior vantagem o facto de poder passar o resto da tarde descalça, a ver se a sandalita seca sem que eu apanhe uma constipação no processo...
 

04/05/17

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uma rapariga levanta-se da cadeira (para fazer umas digitalizações, o que agora não vem ao caso) e quando volta, tem uma mosquinha (tereis de me acreditar, a mancha preta é uma mosquinha) a nadar (sim, fez várias piscinas enquanto tirei a fotografia, por isso não consegui focar melhor) na caneca de água, perante o plácido olhar da vaca tonta (bicho que me acompanha há anos, mas não fica menos tonta, nem perde o escarlate do batom).
é isto a minha vida.
 
 
 

02/03/17

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- desculpe que lhe diga, mas está a ser demasiado legalista!
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ora vejamos:
- eu tenho este defeito de ter andando a passear durante 5 aninhos da minha vida numa faculdade de direito;
- deixei de a frequentar por ter concluído com razoável sucesso os referidos estudos;
- desde há uns 12 anos a esta parte, todos os meses é depositada uma patética quantia na minha conta bancária por eu partilhar os meus fabulosos conhecimentos jurídicos com a entidade patronal*;
- a situação em discussão está tipificada na lei e aplica-se sem necessidade de exercícios de criatividade interpretativa;
- se a lei em vigor não dá jeito à minha interlocutora, sempre pode propor uma alteraçãozinha à assembleia da república.
posto isto, vou considerar a indignação da interlocutora um elogio.


*também me podiam pagar para fazer brigadeiros, sempre seria um dia-a-dia mais doce.

23/02/17

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estive tanto tempo com uma chamada em espera, que consegui ouvir a "primavera" de vivaldi inteirinha. e acho que alguns raios de sol do "verão" também.
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tenho a esperança de que fosse uma medida para animar este inverno ameno, e não a consequência do susto que a minha maviosa voz provocou nos diferentes interlocutores, que me puseram em espera para recuperarem o ânimo.

28/11/16

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e chega aquele dia em que uma miúda percebe que está um bocadinho passada e a necessitar de descanso:
eu tinha um dia de férias devidamente marcado e vim trabalhar.
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na semana passada.
e só reparei quando o programinha do computador me avisou.

14/10/16

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- você sabe, dra., o que importa é a humanização dos serviços, pá!

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rita, a contribuir para a humanização dos serviços públicos desde 2004.

12/10/16

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muitas páginas folheamos, em tantos processos me acompanhou, mas agora chegou a hora da velhinha dedeira se reformar.
é momento de respirar fundo e aceitar a inevitabilidade: dedeira morta, dedeira posta!

19/08/16

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na função pública* os técnicos superiores são uma enorme massa de licenciados e, como tal, aprecio particularmente os que acrescentam ao próprio nome: «dr.», «eng.», «arq.» ou «enf.». antes ou depois do nome (há para todos os gostos) permite uma certa distinção.
calculo sempre que o curso lhes custou mais do que o meu percurso académico, que assino sobre a categoria profissional apenas o nome com que fui registada.
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perante a vã glória do título académico, cada vez mais prefiro falar com pessoas que mantêm nomes sem acrescentos.



* e no resto do país também, mas é tópico que fica para outra oportunidade.

18/08/16

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um subfactor de avaliação das propostas apresentadas no âmbito de uma empreitada é «meios afetos».
eu leio sempre «mais afetos» e imagino uma obra com alegres convívios, em ambiente kitsch de all you need is love:




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como é difícil trabalhar em agosto...

11/08/16

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telefonema em horário de expediente sobre assuntos sérios de trabalho e dou por mim a ouvir:
- acredite que tenho uma enorme e admiração por esse organismo. desde o tempo em que estudava no instituto aí perto e íamos comer pizas ao restaurante mesmo ao lado. nunca pensei que teria este tipo de contacto profissional.
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já que nos meus tempos de estudante a zona onde trabalho não me ficava nas rotas e cá cheguei por um turtuoso percurso que nunca me teria passado pela cabeça quando era estudante... suspirei e respondi:
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- que engraçado, dr., são as voltas que a vida dá.

23/06/16

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- sabe os estrangeiros reclamam um bocado com as nossas exigências legais... o nosso código está feito só a pensar na realidade nacional!
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- mas... se ele se aplica exclusivamente ao território português, queria que considerasse que realidade?



posto isto, eu hoje dei por mim numa realidade ainda mais alternativa que o costume...
vamos abolir esta coisa do ordenamento jurídico e acabar com as confusões nos espíritos estrangeiros!
afinal, até parece que só em portugal é que há exigências estranhas*, no resto do mundo vive-se na total anarquia...


* sim, a coisa podia ser mais simples mas, co'a breca, no caso concreto nem era nada de surreal.