estava eu parada num semáforo quando, na faixa ao lado, parou um ford fiesta, com uma música alta toda metal, conduzido por um jovem condutor de cabelo comprido e anéis de prata largos em vários dedos das mãos, a marcar o ritmo no volante.
a princípio achei que o carro era da mãezinha do jovem condutor porque, no tablier do dito ford fiesta, havia um cão de brinquedo, tipo dalmata, mas mais gorducho, que abanava a cabecinha.
mas depois achei que era capaz de ser só preconceito meu, apesar de o cão a abanar a cabecinha não combinar com os anéis do jovem, estava ao ritmo da escolha musical.
5 comentários:
Continua a ser preconceito.
Tá mal. Muito mal.
Já não bastava o mau tempo e agora junta-se à intempérie um espírito preconceituoso.
Tá mal, azaradamente mal.
desculpa lá... o meu preconceito não só foi reconhecido, como foi rapidamente ultrapassado (isto tudo passou-se enquanto durava um sinal vermelho), pelo que acho que é perfeitamente desculpável.
e daqui afirmo: a todos o direito de serem jovens metaleiros, com cabelo comprido, vários anéis nos dedos, num ford fiesta cinzento e com um cão tipo dalmata(mas mais gordinho) a abanar a cabeça!!!
Nem sei que diga.
Talvez,
azarito e tá mal.
O que pensara a pinguinha corisca de tudo isto?
A senhora doutora não pode andar por ai a dizer que tem um preconceito e que logo em seguida o ultrapassa. Pobre do cãozinho (um quase dálmata e tudo)...
Mas repare senhora doutora é que o facto de ter sanado este episódio preconceito não significa que amanhã não possa voltar a desenvolver um outro quando vir um "ultra" em carro alterado e cheio de neons com um grande sistema de som capaz de se ouvir em toda a ilha (som em toda a ilha parece-me um bom cenário).
Quando esse momento chegar voltaremos a falar do caso.
Até lá espero que a pinguinha corisca não apresente queixa em nenhuma liga de não sei o quê por maus tratos. Nunca se sabe.
Pois é... azarito.
sou obrigada a intervir:
a rapariga (não lhe dou cunfias de graus académicos) pode ter mau feitio, mas não me maltrata (até hoje pelo menos não...), a não ser pelo gosto discutível por músicas melancólicas, mas essa parte acaba hoje.
e, ainda a semana passada, passeava eu por esta ilha perdida quando me cruzei com uma lambreta com luz de neon por baixo... logo, não duvido que haja sistema de som possível de abarcar a ilha quase toda.
é uma ilha de gente doida. o que explica muita coisa.
Com tão ilustre intervenção desaparecem as minhas, meramente aparentes, interrogações.
Enviar um comentário