vou a banhos...
um bom ano para todas as pessoas de bem que são simpáticas o suficiente para passarem por aqui... e para os amiguinhos... e para as famílias... e para todos, que estou contra discriminações.
o mundo é redondo e nunca acaba. 80 dias não são suficientes para o contornar, em menos de um fósforo já nos deu ele a volta.
28/12/06
27/12/06
atendendo:
à época do ano...
à boa vontade reinante...
à esperança no novo ano que está mesmo aí à porta...
aparece mais uma notícia (pouco) entusiasmante:
Portugal é exemplo negativo para os futuros membros da Zona Euro
afinal, parece que portugal é "exemplo", ainda que negativo.
à época do ano...
à boa vontade reinante...
à esperança no novo ano que está mesmo aí à porta...
aparece mais uma notícia (pouco) entusiasmante:
Portugal é exemplo negativo para os futuros membros da Zona Euro
afinal, parece que portugal é "exemplo", ainda que negativo.
26/12/06
8ª versão da morte de j.*
o natal de j. foi calmo, frio, em família, na aldeia à beira de abrantes.
dia 25 guardou todos os seus presentes (cheques-oferta, meias, camisolas, um casacão, os dvds dos filmes alien - com direito à caixa com a cabeça do bicho e tudo) na bagageira e dirigiu-se de volta a lisboa, só os dois livros de auto-ajuda, ficaram distraidamente em casa da avó, achou que deviam servir de bom treino de leitura para os primos franceses quando viessem passar férias de verão.
pelo caminho apanhou alguns sustos com o trânsito, cruzou-se com uns condutores demasiado lentos, outros demasiado apressados, uns acidentes desagradáveis que conseguiu evitar (um mesmo em cima da hora), por sorte, o tempo estava seco e não havia nenhum animal perdido na auto-estrada, pelo que, apesar de cansado, chegou bem disposto a casa.
aliás, o dia estava a correr-lhe bem e até conseguiu um lugar para estacionar mesmo em frente à porta do prédio onde morava. só se atrapalhou um bocado à procura da chave da porta, porque já tinha pegado nos sacos da roupa, mais nos dos presentes, nesta altura, de repente, deu um passo ao lado e reparou que pisou uma poça de água (porque é que não tinha calçado uns sapatos com sola de borracha? este fim de dia estava a ficar azarado), desequilibrou-se, deixou cair o saco onde tinha os dvds, rogou uma praga em voz baixa, apoiou-se na parede mesmo antes de reparar que estava um cabo eléctrico com os fios à vista, sentiu um choque eléctrico e pensou que estava transformado numa árvore de natal iluminada.
a vizinha do 6º-C, ia tendo uma coisinha má quando encontrou o corpo mas, enquanto estava a ligar para o 112, lembrou-se que o apartamento que ele ocupava era maior que o dela, e do mesmo senhorio, agora era uma boa altura para mudar de apartamento, mesmo que a renda fosse um bocadinho mais alta, ia ser aumentada no princípio do ano.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
dia 25 guardou todos os seus presentes (cheques-oferta, meias, camisolas, um casacão, os dvds dos filmes alien - com direito à caixa com a cabeça do bicho e tudo) na bagageira e dirigiu-se de volta a lisboa, só os dois livros de auto-ajuda, ficaram distraidamente em casa da avó, achou que deviam servir de bom treino de leitura para os primos franceses quando viessem passar férias de verão.
pelo caminho apanhou alguns sustos com o trânsito, cruzou-se com uns condutores demasiado lentos, outros demasiado apressados, uns acidentes desagradáveis que conseguiu evitar (um mesmo em cima da hora), por sorte, o tempo estava seco e não havia nenhum animal perdido na auto-estrada, pelo que, apesar de cansado, chegou bem disposto a casa.
aliás, o dia estava a correr-lhe bem e até conseguiu um lugar para estacionar mesmo em frente à porta do prédio onde morava. só se atrapalhou um bocado à procura da chave da porta, porque já tinha pegado nos sacos da roupa, mais nos dos presentes, nesta altura, de repente, deu um passo ao lado e reparou que pisou uma poça de água (porque é que não tinha calçado uns sapatos com sola de borracha? este fim de dia estava a ficar azarado), desequilibrou-se, deixou cair o saco onde tinha os dvds, rogou uma praga em voz baixa, apoiou-se na parede mesmo antes de reparar que estava um cabo eléctrico com os fios à vista, sentiu um choque eléctrico e pensou que estava transformado numa árvore de natal iluminada.
a vizinha do 6º-C, ia tendo uma coisinha má quando encontrou o corpo mas, enquanto estava a ligar para o 112, lembrou-se que o apartamento que ele ocupava era maior que o dela, e do mesmo senhorio, agora era uma boa altura para mudar de apartamento, mesmo que a renda fosse um bocadinho mais alta, ia ser aumentada no princípio do ano.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
25/12/06
ensinamento culinário deste natal: na confecção da galantine de frutas* aconselha-se vivamente o reforço do cálice de vinho de porto e, em compensação, o uso de sumo de apenas 1 laranja, em vez de se usar o sumo de 2.
garante-se o ânimo das tias e avós que têm sempre cuidado para não abusar do álcool.
*sobremesa que, na minha casa, é feita com bolacha maria esmigalhada, manteiga, cerejas e abóbora cristalizadas, nozes, pinhões, sultanas, amêndoas, sumo de laranja e vinho do porto.
como é bom de ver, aceitam-se receitas para a troca.
garante-se o ânimo das tias e avós que têm sempre cuidado para não abusar do álcool.
*sobremesa que, na minha casa, é feita com bolacha maria esmigalhada, manteiga, cerejas e abóbora cristalizadas, nozes, pinhões, sultanas, amêndoas, sumo de laranja e vinho do porto.
como é bom de ver, aceitam-se receitas para a troca.
ensinamento culinário deste natal: na confecção da galantine de frutas* aconselha-se vivamente o reforço do cálice de vinho de porto e, em compensação, o uso de sumo de apenas 1 laranja, em vez de se usar o sumo de 2.
garante-se o ânimo das tias e avós que têm sempre cuidado para não abusar do álcool.
*sobremesa que, na minha casa, é feita com bolacha maria esmigalhada, manteiga, cerejas e abóbora cristalizadas, nozes, pinhões, sultanas, amêndoas, sumo de laranja e vinho do porto.
se souberem de mais variantes, aceitam-se receitas para a troca.
garante-se o ânimo das tias e avós que têm sempre cuidado para não abusar do álcool.
*sobremesa que, na minha casa, é feita com bolacha maria esmigalhada, manteiga, cerejas e abóbora cristalizadas, nozes, pinhões, sultanas, amêndoas, sumo de laranja e vinho do porto.
se souberem de mais variantes, aceitam-se receitas para a troca.
23/12/06
22/12/06
constato que ando a ser pouco imaginativa nos presentes de natal quando, ao entrar pela 4ª vez na The Body Shop, as funcionárias já me cumprimentam com um à-vontade e entusiasmo fora do normal...
ao menos hoje os presentes ficaram todinhos despachados, e desejei, pela última vez, espero, bom natal às ditas funcionárias.
agora já me posso dedidar à doçaria (para o jantar de festa) com a consciência descansada.
ao menos hoje os presentes ficaram todinhos despachados, e desejei, pela última vez, espero, bom natal às ditas funcionárias.
agora já me posso dedidar à doçaria (para o jantar de festa) com a consciência descansada.
20/12/06
estava a fazer uma lista mental das coisas que me contrariam quando conduzo, que passo a partilhar:
- irrita-me quando há reentrância no passeio para os carros estacionarem e, mesmo assim, os condutores optam por estacionar nessa direcção, mas na faixa de rodagem (invalidando um lugar perfeitamente simpático e impedindo a circulação dos restantes);
- implico com os condutores que gostam de fazer as rotundas todinhas pela faixa de fora (deve ser para resguardar o asfalto das faixas de dentro);
- não acho nada civilizado os condutores que não se desviam das poças de água e que molham as pessoas propositadamente;
- e, acima de tudo, acho muito antipático quando vou a cantar a plenos pulmões a acompanhar a música da rádio, e olham para mim como se fosse maluquinha... há quem cante no duche, eu canto no carro, parece-me que se fizesse as coisas acima descritas, seria bem pior.
- irrita-me quando há reentrância no passeio para os carros estacionarem e, mesmo assim, os condutores optam por estacionar nessa direcção, mas na faixa de rodagem (invalidando um lugar perfeitamente simpático e impedindo a circulação dos restantes);
- implico com os condutores que gostam de fazer as rotundas todinhas pela faixa de fora (deve ser para resguardar o asfalto das faixas de dentro);
- não acho nada civilizado os condutores que não se desviam das poças de água e que molham as pessoas propositadamente;
- e, acima de tudo, acho muito antipático quando vou a cantar a plenos pulmões a acompanhar a música da rádio, e olham para mim como se fosse maluquinha... há quem cante no duche, eu canto no carro, parece-me que se fizesse as coisas acima descritas, seria bem pior.
19/12/06
7ª versão da morte de j.*
j. estava ligeiramente apreensivo, era a noite do jantar de natal da empresa onde trabalhava desde março, portanto, era o primeiro jantar de natal a que ia na companhia dos restantes funcionários e, ao longo desses meses, já se tinha apercebido de algumas intrigas e inimizades entre os funcionários que procurava evitar.
nesse ano, ainda por cima, o chefe tinha-se esmerado nos preparativos, fez reservas num restaurante acabado de inaugurar, que ficava num 16º andar e que tinha uma vista soberba sobre o tejo e a margem sul… à última da hora não conseguiu arranjar nenhum argumento que pudesse justificar a sua ausência, e lá foi.
no decurso do jantar provou-se, mais uma vez, que o vinho (tinto ou branco, havia para os dois gostos) é o melhor meio de garantir amizades, de tornar as pessoas mais agradáveis e até mais atractivas, aliás, a solange (secretária do chefe) estava particularmente engraçada, era capaz de jurar que até tinha trocado a cor do cabelo, tinha um brilho acobreado diferente que lhe dava muita graça.
deu por si entusiasmado, a pensar que este jantar se estava a revelar uma belíssima ideia quando, de repente, os restantes convivas começaram a cantar “e se o j. quer ser cá da malta, tem de tomar o copo todo até ao fim, até ao fim…”, teve uma lembrança terrível do primeiro jantar de caloiro a que tinha ido (a pior carraspana da sua vida), levantou-se de supetão, desequilibrou-se, deu dois passos atrás, tentou equilibrar-se, mas a janela estava entreaberta e caiu do 16º andar, em cima do audi tt do chefe que tinha tido imensa sorte a parar o carro mesmo em frente ao restaurante.
a partir desse fatídico natal, nunca mais aquela empresa organizou jantares de natal.
* eu posso ser contra a pena de morte, mas o acidentes acontecem…
nesse ano, ainda por cima, o chefe tinha-se esmerado nos preparativos, fez reservas num restaurante acabado de inaugurar, que ficava num 16º andar e que tinha uma vista soberba sobre o tejo e a margem sul… à última da hora não conseguiu arranjar nenhum argumento que pudesse justificar a sua ausência, e lá foi.
no decurso do jantar provou-se, mais uma vez, que o vinho (tinto ou branco, havia para os dois gostos) é o melhor meio de garantir amizades, de tornar as pessoas mais agradáveis e até mais atractivas, aliás, a solange (secretária do chefe) estava particularmente engraçada, era capaz de jurar que até tinha trocado a cor do cabelo, tinha um brilho acobreado diferente que lhe dava muita graça.
deu por si entusiasmado, a pensar que este jantar se estava a revelar uma belíssima ideia quando, de repente, os restantes convivas começaram a cantar “e se o j. quer ser cá da malta, tem de tomar o copo todo até ao fim, até ao fim…”, teve uma lembrança terrível do primeiro jantar de caloiro a que tinha ido (a pior carraspana da sua vida), levantou-se de supetão, desequilibrou-se, deu dois passos atrás, tentou equilibrar-se, mas a janela estava entreaberta e caiu do 16º andar, em cima do audi tt do chefe que tinha tido imensa sorte a parar o carro mesmo em frente ao restaurante.
a partir desse fatídico natal, nunca mais aquela empresa organizou jantares de natal.
* eu posso ser contra a pena de morte, mas o acidentes acontecem…
18/12/06
sobre a decisão de o rivoli ser gerido pelo sr. la féria nos próximos anos (que parece ainda não ser definitiva, embora provavelmente seja), no telejornal da sic, um popular disse: "a cultura não é para dar lucro".
a jornalista em voz-off diz que, no porto, não querem uma cultura que seja comercial.
e eu digo:
1º:
a) porque é que a cultura não há-de ter algum lucro?
b) um espectáculo conseguir pagar-se - sala, salários, luz, figurinos... - é motivo de vergonha?
2º:
a) eu, francamente, acho que as produções do sr. lá féria não são más de todo, embora um bocadinho popularuchas;
b) durante décadas este foi o país da revista à portuguesa e toda a gente ia assistir (e havia aplausos, coisa que me escapa totalmente, mas nunca me viram a fazer mais comentários depreciativos), parece que agora é que estão na fase de exigir espectáculos para a elite cultural, mas pagos por todos (porque parece que não se pagam a si próprios porque "a cultura não é para dar lucro").
3º:
a) eu gosto de produções experimentais, mas é com conta peso e medida, lá de volta e meia, não é por mim que estes espectáculos estariam sempre cheios;
b) fui a um único espectáculo no politiema (my fair lady), e achei um espectáculo bonito (a parte pior era a sala a abarrotar de pessoas que insistiam em falar para o lado, lá está, a parte que dá lucro).
4º:
estes adeptos da cultura haviam de ter a oferta cultural que ponta delgada tem, para verem o que é bom para a tosse (bem sei que, para estes senhores, a importância cultural entre o porto e esta humilde cidade no meio do atlântico plantada não deve ser comparável... mas hoje estou opinativa).
mesmo assim, ponta delgada está bem melhor que aqui há uns anos, temos estas duas salas (embora com poucos espectáculos, mas isso é detalhe): Coliseu Micaelense e Teatro Micaelense, 6 salas de cinema, e umas 4 galerias de arte (que me lembre).
a jornalista em voz-off diz que, no porto, não querem uma cultura que seja comercial.
e eu digo:
1º:
a) porque é que a cultura não há-de ter algum lucro?
b) um espectáculo conseguir pagar-se - sala, salários, luz, figurinos... - é motivo de vergonha?
2º:
a) eu, francamente, acho que as produções do sr. lá féria não são más de todo, embora um bocadinho popularuchas;
b) durante décadas este foi o país da revista à portuguesa e toda a gente ia assistir (e havia aplausos, coisa que me escapa totalmente, mas nunca me viram a fazer mais comentários depreciativos), parece que agora é que estão na fase de exigir espectáculos para a elite cultural, mas pagos por todos (porque parece que não se pagam a si próprios porque "a cultura não é para dar lucro").
3º:
a) eu gosto de produções experimentais, mas é com conta peso e medida, lá de volta e meia, não é por mim que estes espectáculos estariam sempre cheios;
b) fui a um único espectáculo no politiema (my fair lady), e achei um espectáculo bonito (a parte pior era a sala a abarrotar de pessoas que insistiam em falar para o lado, lá está, a parte que dá lucro).
4º:
estes adeptos da cultura haviam de ter a oferta cultural que ponta delgada tem, para verem o que é bom para a tosse (bem sei que, para estes senhores, a importância cultural entre o porto e esta humilde cidade no meio do atlântico plantada não deve ser comparável... mas hoje estou opinativa).
mesmo assim, ponta delgada está bem melhor que aqui há uns anos, temos estas duas salas (embora com poucos espectáculos, mas isso é detalhe): Coliseu Micaelense e Teatro Micaelense, 6 salas de cinema, e umas 4 galerias de arte (que me lembre).
16/12/06
15/12/06
abateu-se um mau tempo nesta ilha (e nas restantes do arquipélago, ao que me parece).
esta tarde, contei 12 guarda-chuvas estragados em caixotes de lixo e deixados no passseio, perdi a conta ao número de pessoas com quem me cruzei e que se renderam aos fortes argumentos do vento e acabaram por levar o guarda-chuva fechado na mão, apanhando chuva com toda a dignidade.
eu acabei por achar melhor nem levar o guarda-chuva, enterrei o chapéu impermeável na cabeça e enfrentei o vento e a chuva. consequência directa, ou não, acho que estou com um princípio de constipação.
esta tarde, contei 12 guarda-chuvas estragados em caixotes de lixo e deixados no passseio, perdi a conta ao número de pessoas com quem me cruzei e que se renderam aos fortes argumentos do vento e acabaram por levar o guarda-chuva fechado na mão, apanhando chuva com toda a dignidade.
eu acabei por achar melhor nem levar o guarda-chuva, enterrei o chapéu impermeável na cabeça e enfrentei o vento e a chuva. consequência directa, ou não, acho que estou com um princípio de constipação.
14/12/06
eu conhecia o clássico que são aquelas senhoras que usam tantas jóias e brilhos que mais parecem árvores de natal... hoje, vi essa ideia a ser levada a um extremo: cruzei-me com uma senhora que, não só estava cheia de bugigangas douradas, como, na gola da sua camisola de gola alta preta, tinha um alfinete que era uma árvore de natal cheia de vidrinhos brilhantes!
achei muito divertido e adequado à época.
achei muito divertido e adequado à época.
13/12/06
a evolução da ciência permite coisas extraordinárias: Espanhola é primeira a receber duas mãos, depois de (segundo a notícia) ter vivido os últimos 28 dos seus 47 anos sem mãos, recebeu um transplante de ambas as mãos.
o sorriso da senhora, na fotografia dessa notícia do diário de notícias, é lindo.
o sorriso da senhora, na fotografia dessa notícia do diário de notícias, é lindo.
12/12/06
6ª versão da morte de j. *
j. andava desanimado, estava cansado do burburinho, da excitação natalícia em lisboa… portanto, decidiu fazer um fim-de-semana diferente de toda a gente, completamente contra a maré: foi para faro. caramba, o algarve não havia de ser só para férias de verão! mal por mal, também devia ter comércio para tentar despachar as poucas ofertas de natal que era obrigado a fazer, e sempre variava na paisagem.
quando lá chegou ficou bastante satisfeito, havia um movimento diferente e muita animação de rua divertida, incluindo neve na baixa de faro todos os dias, entre as 16 e as 18 horas. estava mesmo convencido que ia voltar para lisboa com muito melhor disposição, e uma nova vontade de enfrentar as festas mas, de repente, ouviu o grito: Menino Jesus foi «raptado» do presépio!
a princípio não percebeu o que se estava a passar, no entanto, quando se virou na direcção do grito, viu um vulto a correr na sua direcção carregando um objecto estranho. ainda tentou desviar-se, mas a neve artificial dificultou-lhe os movimentos, ele escorregou e acabou com o tronco atravessado por uma árvore de natal que estava a decorar a entrada de uma loja de porcelanas, onde pretendia comprar uma caixa com motivos natalícios para oferecer à sua mãe. os danos internos revelaram-se irreversíveis, e os externos também, já que foi bem atravessado pela árvore e havia pessoas mais sensíveis a assistir (ainda que involuntariamente) ao episódio.
* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
quando lá chegou ficou bastante satisfeito, havia um movimento diferente e muita animação de rua divertida, incluindo neve na baixa de faro todos os dias, entre as 16 e as 18 horas. estava mesmo convencido que ia voltar para lisboa com muito melhor disposição, e uma nova vontade de enfrentar as festas mas, de repente, ouviu o grito: Menino Jesus foi «raptado» do presépio!
a princípio não percebeu o que se estava a passar, no entanto, quando se virou na direcção do grito, viu um vulto a correr na sua direcção carregando um objecto estranho. ainda tentou desviar-se, mas a neve artificial dificultou-lhe os movimentos, ele escorregou e acabou com o tronco atravessado por uma árvore de natal que estava a decorar a entrada de uma loja de porcelanas, onde pretendia comprar uma caixa com motivos natalícios para oferecer à sua mãe. os danos internos revelaram-se irreversíveis, e os externos também, já que foi bem atravessado pela árvore e havia pessoas mais sensíveis a assistir (ainda que involuntariamente) ao episódio.
* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
11/12/06
andei a informar-me do que se passa no mundo e:
- por um lado, parece que Pirataria na China é "inaceitavelmente alta", dizem EUA... pois sim... haverá pirataria "aceitavelmente alta" ou "inaceitavelmente baixa" ou "medianamente aceitável"? (mas a pirataria não é, à partida, uma coisa má que os governos deveriam combater?! - está, obviamente, a dar-me um ataque de ingenuidade...)
- por outro, Caso Litvinenko supera a ficção, dizem escritores... é bem verdade, eu ainda não me tinha lembrado de matar o j. com uma dose reforçada de uma substância radioactiva (especialmente porque não percebo nada de substância radioactivas e ia ter de fazer uma pesquisa reforçada sobre a matéria), mas, seja como for, agora já vou tarde demais! já morreu o senhor espião russo desse malzinho, o meu j. vai ter de se reduzir a mortes mais prosaicas e, com um bocadinho de sorte, mais sangrentas.
- por um lado, parece que Pirataria na China é "inaceitavelmente alta", dizem EUA... pois sim... haverá pirataria "aceitavelmente alta" ou "inaceitavelmente baixa" ou "medianamente aceitável"? (mas a pirataria não é, à partida, uma coisa má que os governos deveriam combater?! - está, obviamente, a dar-me um ataque de ingenuidade...)
- por outro, Caso Litvinenko supera a ficção, dizem escritores... é bem verdade, eu ainda não me tinha lembrado de matar o j. com uma dose reforçada de uma substância radioactiva (especialmente porque não percebo nada de substância radioactivas e ia ter de fazer uma pesquisa reforçada sobre a matéria), mas, seja como for, agora já vou tarde demais! já morreu o senhor espião russo desse malzinho, o meu j. vai ter de se reduzir a mortes mais prosaicas e, com um bocadinho de sorte, mais sangrentas.
10/12/06
porque o desporto nacional não é só bola, nem só o livro da sra. d. carolina salgado (cumpre-me sublinhar que, ultimamente, ando com muito melhor feitio nem vou fazer piadas a este extraordinário fenómeno no panorama literário nacional - pelo menos, enquanto não folhear o livro em alguma livraria...), cá ficam boas notícias deste fim-de-semana:
Mónica Rosa: «Estou feliz com a medalha de ouro»
Europeus Crosse: Fernando Silva conquista prata
Natação: dois recordes em Helsínquia
Mónica Rosa: «Estou feliz com a medalha de ouro»
Europeus Crosse: Fernando Silva conquista prata
Natação: dois recordes em Helsínquia
09/12/06
constatação:
basta-me querer distrair o pensamento do que não tem remédio, para me dar o frenesim das arrumações: a casa está toda em ordem, e até a minha secretária se aproxima da arrumação total... tenho de abrandar o ritmo, senão deixo que ter com que me ocupar e volta a fugir o pensamento para o disparate.
basta-me querer distrair o pensamento do que não tem remédio, para me dar o frenesim das arrumações: a casa está toda em ordem, e até a minha secretária se aproxima da arrumação total... tenho de abrandar o ritmo, senão deixo que ter com que me ocupar e volta a fugir o pensamento para o disparate.
08/12/06
esta notícia poderia dar origem a muitas piadas fáceis:
Morre porco que dormia com George Clooney
mas hoje é dia santo...
Morre porco que dormia com George Clooney
mas hoje é dia santo...
07/12/06
descobertas do mundo dos leilões:
Leiloada múmia egípcia de três mil anos (por 750 mil euros)
Preço recorde por vestido de Audrey Hepburn (por 608 mil euros)
o que me contraria é que na notícia não explica que fim vai ser dado à múmia, já a receita da venda do vestido usado em breakfast at tiffany's destina-se à organização humanitária «cidade da alegria», que se ocupa dos filhos dos leprosos de calcutá e, só por isso, até acho que foi vendido por pouco.
além disso, estas notícias deram-me a boa ideia (especialmente dirigida a quem se esqueceu dos meus anos, e ainda vai a tempo de me compensar no natal) de recomendar esta página como simpática para me escolherem alguma oferta:
A Private Collection of G. Argy Rousseau and Rene Lalique Masters of French Design
é só uma ideia... se me quiserem oferecer antes uma t-shirt com macaquins, também podem.
Leiloada múmia egípcia de três mil anos (por 750 mil euros)
Preço recorde por vestido de Audrey Hepburn (por 608 mil euros)
o que me contraria é que na notícia não explica que fim vai ser dado à múmia, já a receita da venda do vestido usado em breakfast at tiffany's destina-se à organização humanitária «cidade da alegria», que se ocupa dos filhos dos leprosos de calcutá e, só por isso, até acho que foi vendido por pouco.
além disso, estas notícias deram-me a boa ideia (especialmente dirigida a quem se esqueceu dos meus anos, e ainda vai a tempo de me compensar no natal) de recomendar esta página como simpática para me escolherem alguma oferta:
A Private Collection of G. Argy Rousseau and Rene Lalique Masters of French Design
é só uma ideia... se me quiserem oferecer antes uma t-shirt com macaquins, também podem.
06/12/06
suor e fantasia
(quinteto tati)
6 da tarde e já está sol lá fora.
fico só mais meia hora,
numa pétala de sono insolente.
os teus pés ainda dançam,
vão andando assim tão delicados pelo dia adolescente,
dedo a dedo,
doces.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!
as tuas olheiras de cansaço dão um traço bem preciso ao sorriso que preenche todo o vasto espaço.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!
todo o dia e toda a noite só suor e fantasia,
quem julga que é fácil que experimente levitar sobre o tejo:
a vida é difícil, sempre foi.
meia noite e café da manhã:
esse teu rosto é o meu dilema e despimo-nos à pressa para ir ao cinema.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!
todo o dia e toda a noite só suor e fantasia,
quem julga que é fácil que experimente levitar sobre o tejo:
a vida é difícil, sempre foi.
(foi um daqueles dias em que, quando a pessoa dá por si, está a trautear o refrão...)
(quinteto tati)
6 da tarde e já está sol lá fora.
fico só mais meia hora,
numa pétala de sono insolente.
os teus pés ainda dançam,
vão andando assim tão delicados pelo dia adolescente,
dedo a dedo,
doces.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!
as tuas olheiras de cansaço dão um traço bem preciso ao sorriso que preenche todo o vasto espaço.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!
todo o dia e toda a noite só suor e fantasia,
quem julga que é fácil que experimente levitar sobre o tejo:
a vida é difícil, sempre foi.
meia noite e café da manhã:
esse teu rosto é o meu dilema e despimo-nos à pressa para ir ao cinema.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!
todo o dia e toda a noite só suor e fantasia,
quem julga que é fácil que experimente levitar sobre o tejo:
a vida é difícil, sempre foi.
(foi um daqueles dias em que, quando a pessoa dá por si, está a trautear o refrão...)
05/12/06
5ª versão da morte de j.*
j. acordou bem disposto, o que não era muito comum nele, geralmente acordava rabugento, e demorava, pelo menos, meia hora até conseguir articular qualquer palavra, mas era feriado, estava sol e, na véspera, o patrão tinha-lhe dito que lhe ia aumentar o salário no ano seguinte, considerando que já estava em dezembro, esta notícia agradou-lhe bastante.
resolveu ir dar um passeio a pé, aproveitar a cidade quase vazia, tentar encontrar um vendedor de castanhas assadas, gostava imenso e já não comia há tanto tempo…
estava em pleno chiado e, de repente, tocou-lhe o telemóvel, abrandou o passo e sorriu quando viu o nome no visor: ana, a veterinária que ele julgava que o andava a ignorar e que, afinal, tinha estado de urgência na clínica (tinha tido uns partos de cadelas particularmente complicados), mas que já estava descansada, e desafiava-o para ir ao cinema nessa mesma tarde.
não teve tempo sequer para chegar a acordo sobre qual o filme a ver, desequilibrou-se quando levou com uma bola que fugiu ao controlo de um malabarista e caiu mesmo debaixo do eléctrico, que já estava com 20 minutos de atraso.
ana não percebeu o que se tinha passado, porque o telemóvel partiu-se quando caiu ao chão, e acabou por ir ao cinema com uma colega de curso.
* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem...
resolveu ir dar um passeio a pé, aproveitar a cidade quase vazia, tentar encontrar um vendedor de castanhas assadas, gostava imenso e já não comia há tanto tempo…
estava em pleno chiado e, de repente, tocou-lhe o telemóvel, abrandou o passo e sorriu quando viu o nome no visor: ana, a veterinária que ele julgava que o andava a ignorar e que, afinal, tinha estado de urgência na clínica (tinha tido uns partos de cadelas particularmente complicados), mas que já estava descansada, e desafiava-o para ir ao cinema nessa mesma tarde.
não teve tempo sequer para chegar a acordo sobre qual o filme a ver, desequilibrou-se quando levou com uma bola que fugiu ao controlo de um malabarista e caiu mesmo debaixo do eléctrico, que já estava com 20 minutos de atraso.
ana não percebeu o que se tinha passado, porque o telemóvel partiu-se quando caiu ao chão, e acabou por ir ao cinema com uma colega de curso.
* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem...
04/12/06
fui, num instante, comprar caramelos a badajoz, na melhor das companhias.
entre várias constatações essenciais para a continuação da raça humana como a conhecemos, decidimos que os 3 primeiros filmes da guerra das estrelas são os melhores e que, pese embora o novo actor se apresente um bocadinho mais musculado do que o que seria desejável, o novo 007 não está mauzinho de todo.
e agora, back to life as we know it...
entre várias constatações essenciais para a continuação da raça humana como a conhecemos, decidimos que os 3 primeiros filmes da guerra das estrelas são os melhores e que, pese embora o novo actor se apresente um bocadinho mais musculado do que o que seria desejável, o novo 007 não está mauzinho de todo.
e agora, back to life as we know it...
Subscrever:
Comentários (Atom)