menina da loja de meias: olá! está à procura de algo em especial?
(entusiasmo excessivo que resolvi contrariar delicadamente.)
rita: obrigada, mas estou só a dar uma vista de olhos.
(menina não percebeu a minha saída airosa.)
menina da loja de meias: ah! mas vamos lá a escolher uma coisa gira. veja lá, não gosta das minhas meias?!
(fiquei assustada com umas meias que nunca na minha vidinha calçaria tinham demasiados efeitos estranhos. não consegui manter a delicadeza.)
rita: não!
(menina tem breve momento de olhos arregalados, compõe-se, fica com um sorriso de tristeza e, pânico dos pânicos, agarra-se ao meu braço.)
menina da loja de meias: é a primeira pessoa que me diz isso...
(ahhh!!!! o que fui fazer? traumatizar uma menina da loja de meias não estava nos meus planos para hoje. mas as meias, na minha opinião, eram mesmo feias.)
rita: sabe, é que trabalho num ambiente bastante sério, as suas meias combinam muito bem consigo, mas para mim não serviam...
(menina mais recomposta.)
menina da loja de meias: pois, no outro dia tinha estas outras meias calçadas [e aponta para umas muito mais normais] e a minha mãe também me disse que eram horríveis.
(faço um sorriso amarelo, agradeço a atenção, mas ainda está calor para estas meias. fiz a nota mental de não voltar àquela loja.)
2 comentários:
Apetece dizer duas palavras a esse tipo de vendedoras:
cha - ta
e conseguir fugir a toda a velocidade é essencial!
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