09/12/10

estava eu a passar os olhos pela caderneta de cromos, do nuno markl, e dei por mim a relembrar a minha passagem pela tele-escola.
parece-me que hoje em dia não passa pela cabeça de muita gente que, a uma hora certa, a professora que nos acompanhava na sala ligasse a televisão e 20 crianças ficassem atentas a ver outra professora a explicar como fazer equações ou uma trança de 5 pontas.
ainda menos que, quando ninguém se lembrava de ligar a televisão, tínhamos de fazer as fichas com um ar de tentativa-e-erro perfeitamente triste.
ou ainda que durante metade do ano lectivo tive aulas de música e na outra metade aulas de educação física* .

e no dia em que o gervásio resolveu fugir da escola pela janela da casa de banho não houve quem nos acalmasse e ensinasse alguma coisa**.

com um 1º ano do ciclo tão animado*** e com um acompanhamento tão oscilante, às vezes tenho dúvidas sobre como consegui entrar para a faculdade.



*o que, provavelmente, explica a minha falta de jeito para as duas disciplinas.
**podem descansar, ele foi apanhado já na estação de santa apolónia.
*** num colégio, no belo bairro dos olivais, pelo que presumo que o gervásio tenha apanhado o autocarro 81 da carris até santa apolónia.

1 comentário:

Examinador universitário disse...

A cronista entrou para a faculdade porque conseguiu separar o lixo mais depressa do que o Gervásio. Era o exame que se fazia na altura :p