há três tipos de pessoas que me contrariam:
- as que gostam de atirar baldes de água gelada na direcção dos sonhos impossíveis alheios. eu sei que dificilmente vou ter uma casa com vista sobre o tejo e ainda mais dificilmente vou tirar um ano para dar uma volta ao mundo, dispenso ser informada dos motivos práticos que obstam a que estes sonhos se venham a realizar. eu tenho consciência da minha realidade, mas ainda não me cobraram nada por sonhar com coisas fantásticas.
- as que não têm brio profissional. independentemente da área de trabalho. bem sei que muitas vezes não há reconhecimento do mérito, nem palmadinhas nas costas e que, por vezes, os chefes nem devem atentar no que é feito, mas eu gosto de saber que fiz tudo direitinho. é picuinhice minha.
- as que não toleram ser interrompidas nos seus discursos e que, quando o são, recomeçam desde o princípio, sem ter em conta o que foi dito pela outra parte.
a ordem destes factores é arbitrária.
eu acho que hoje estou imbuída de jeremiada aguda.
2 comentários:
... Ou seja, o que é mesmo bonito é interromper alguém que discursa atirando-lhe para cima um balde de água gelada, com enorme garbo e pontaria e, caso ele recomece sem dizer "estou cheio de frio, porra!" atirar-lhe outro.
Para quem não sabe, chama-se a isto "dialogar".
sim, é um cenário absolutamente lógico e plausível.
e entretanto lembrei-me de mais uma coisa, um dos intervenientes tem de assinar o nome com o título académico, ex: "eng. jacinto silva" ou "dr. arq. hermengardo silva", isso também é irritante.
Enviar um comentário