«Mas para enriquecermos não exploramos o solo riquíssimo que nos legaram, nem o mar riquíssimo que nos rodeia, que é a mais segura riqueza e a mais segura salvação do nosso País, que o encheríamos de oiro e o abarrotaríamos de fartura; exploramo-nos uns aos outros e roubamos uns aos outros, numa febre ganaciosa e num sorriso meio estúpido, sardónico e petulante. E nestas conjecturas deixamos o País congestionado, morrendo de sede quando nos abunda a água, morrendo de fome quando tanto temos que comer, morrendo de cansado, quando tão pouco se produz.»
urbano de mendonça dias, peço a palavra, separata de "a actualidade", 1921
5 comentários:
Hoje não se morre, porque o governo subsidia...
o que não deixa de ser uma morte em vida...
tens a certeza que é de 1921? É que é o que de mais actual e verdadeiro tem sido escrito "nos últimos tempos".
Um visionário, então, digamos!
Já na sua altura estava muito á frente!
É bom uma açoriana, partilhar a sabedoria de um açoriano.
meus caros, quase que diria que este excerto se aplica desde a fundação do país...
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