20/07/08

conheci um mimo cujo espectáculo era um autêntico mimo.
garantiu-me que a chave para o sucesso na preparação dos seus números era a observação da sua criação de bichos de seda. “tudo faz sentido a partir do momento que se aprende a acompanhar o desenvolvimento de uma minhoca até ser borboleta”, disse-me uma vez, “claro que há que ter consciência que o que importa mesmo é o casulo com a seda. mas não se consegue a seda sem o bicho”.

12 comentários:

Anónimo disse...

Rita, vim aqui parar pelo blogue das artes e o comentário que lá deixei, onde me queixo da falta de rigor. E, «terrível fado», dou de caras com uma falha no próprio sub-título deste blogue: «às vezes me que vencer», em vez de «às vezes me quer vencer».
Um pouco de rigor vai-lhe fazer falta ao longo da vida. Comece já!

rita disse...

realmente estava em falta um "r" no subtítulo (não vi necessidade do hífen, fui confirmar ao dicionário e esta grafia também é aceite) do blog que já foi corrigido. também estranhei a falta de comentário à ausência de maiúsculas, calculo que esteja guardado para uma próxima oportunidade.

agora, confesso que me causa uma certa estranheza que alguém leve esta coisa dos blogs tão a sério que se dê ao trabalho de fazer este género de correcções.
assusta-me, ainda mais, que não me conhecendo de lado nenhum, sem saber da minha preparação académica ou do que faço da vida (basicamente o clássico "de onde venho e para onde vou") tenha a presunção de dar conselhos sobre o pouco ou muito rigor que ponho no que faço. essa parte é, francamente, desagradável.
não é uma questão de não aceitar a crítica (que até agradeço e aceito) é o modo sobranceiro com que as coisas resultam escritas (que não coincidirá, forçosamente, com a intenção com que foi escrito).
pelo que, deixo eu um conselho, a parafraseá-lo, se me permite a liberdade: um pouco de diplomacia e bom senso vai-lhe fazer falta ao longo da vida. comece já!

Andr3 disse...

Bem..por onde começar?
Vejo aqui algumas formas de entendimento, ou interpreto essas frases de varias maneiras..alguma ha-de ter o sentido certo e bLógico!
A chave da preparação dos seus numeros, para ter sucesso terá principio, meio e fim! (?)
..terá sempre que haver um elemento que começe e efectue o numero, para ele existir! (?)
..nenhum espectáculo ficará finalizado sem a interacçao de um "alguém"! (?)
..dê o trabalho que der, o importante é a mensagem e o efeito que o espectaculo tem no publico! (?)

ok..vou deixar de suposições e interpretações senão não haverá comentários para os restantes visitantes, eheh.
Ficam algumas sugestões..e mais havia, obvio! Mas tb axo que é esse o seu objectivo..ver algo de varios ângulos e perspectivas..ou não! :)
Boa semana

rita disse...

andr3, parecem-me todas boas ideias.
ainda posso acrescentar que os bichos-da-seda são bons exemplos para quase tudo ;)
desejos recíprocos de boa semana.

Anónimo disse...

A autora deste blogue devia de ter mais cuidado quando aborda um ser perplexo. Afinal, estamos perante alguém que ordena o mundo em universos assimétricos. Ora vejamos:

Escrever, sei-o agora, é essa liberdade de mentir que o cidadão comum não tem. (link)

Assim, existem os cidadãos comuns, como a autora deste blogue ou este pobre museólogo temporário, e depois existem os perplexos, seres que, do alto do seu pedestal, abóiam* conselhos sobre a correcção ortográfica e outras coisas mais. Enfim, são uma espécie de Professores Bambo da correcção ortográfica.

*Ser perplexo, não me decepcione! Você está a par deste regionalismo, não está?

rita disse...

senhor museólogo, cuidado com os regionalismos...
mas com esse estamos safos, pelo menos o priberam identifica como expressão usada nos açores.
pese embora, como anteriories comentadores já sublinharam, esse dicionário possa não ser particularmente fidedigno, posso garantir que o signifacado apresentado para "aboiar", está correcto - de acordo com a cultura popular micaelense.

Anónimo disse...

Eh, eh, gostei do que li!
Muito bem, Rita, magoada mas correcta.
Sou realmente um chato. Há coisas que me amofinam, com razão. Não tenho é o direito de generalizar.
O que sei da Rita? Que tem metade da minha idade, por isso esta sobranceria paternal.
«um pouco de diplomacia e bom senso vai-lhe fazer falta ao longo da vida. comece já!» - nem mais! Acertou numa «mouche».
Temo é que eu também tenha acertado, devido à reacção.
Se me permite mais um conselho, não ligue tanto aos comentários!

Anónimo disse...

Notícia de última hora:

O Presidente da República acaba de lançar um apelo a perplexo para que não volte a escrever coisa alguma na Internet. Cada palavra sua tem contribuído para aumentar exponencialmente o número de grávidas a solicitar abortos, pois receiam que o seu filho se venha a tornar num perplexo. O Presidente da República alertou hoje, entre a audição de Carlos César e Manuela Ferreira Leite, para a gravidade da situação face à redução da natalidade que se regista no país.

Anónimo disse...

Lá está, o Museólogo temporário não tem já a mesma maturidade que a Rita demonstrou. Será do tipo de arte a que tem estado sujeito?

rita disse...

ponto de ordem nesta caixa de comentário!

a filha de boa gente já se sentiu (não magoada, mas descontente), como tal lavrou fundamentadamente o seu protesto e está feita a festa.

passemos à frente, que haverá muita mais festa brava para nos entretermos ;)

(dou por mim a repetir comentários em diferentes postagens... mas parece-me que faz sentido)
(e nada como um errozito para animar esta caixa de comentários)

Danny disse...

Oh, logo quando havia porrada não vi o «blog». Ups, será que me vão corrigir e dizer que é «blogue»?
A linguagem e a língua são mundos abertos que não se compadecem com espartilhos orto-gramaticais.
Vamos escrever como queremos e se nos criticam é porque nos dão importância.
Bjs

Anónimo disse...

m.t. e danny,
Pelo que percebi, há por aqui pessoas que comunicam, não apenas por blog, mas por espectáculos performativos. Quem comunica a determinados níveis, tem a responsabilidade de um professor - transmitir informação correcta. Fazer o contrário é colaborar na mediocridade que criticamos.
Temos orgulho na nossa rebeldia, mas que isso não nos retire o discernimento.