05/05/08

fred respirou fundo, enfastiado com a humidade e os insectos que zuniam à sua volta. não conseguia compreender como havia quem apreciasse as zonas tropicais e todos os seus inconvenientes, nem sequer para passar férias. aliás, se não fosse o seu brio profissional e vontade de cumprir todos os contratos com que se comprometia, nunca daria por si à beira desta piscina, cheio de repelente de insectos e protector solar. por sorte, quando chegou o seu alvo, não estava ninguém a prestar atenção. pôde usar a arma com silenciador que tinha escondida no washington post com a máxima discrição e sair rapidamente, sem deixar mais pistas.
gabava-se de não ter motivos pessoais na base dos seus assassinatos, mas este homem que o tinha obrigado a passar dois dias inteiros à beira de uma piscina, estava mesmo a pedir a bala com que foi brindado.

2 comentários:

Anónimo disse...

Nessas tuas histórias quem se parrece boa pessoa depois revela ser psicopata ou algo do genero.

Porque não pode havr uma história com final feliz?

rita disse...

em minha defesa sempre posso dizer que o assassino teve um final feliz...
e que em menos de 200 palavras, uma historinha toda feliz arrisca-se a ser uma terrível pessegada. o que não quer dizer que não experimente, um destes dias.