como isto do calor de agosto sobe à cabeça das pessoas, lembrei-me de uma senhora que nunca falava com ninguém frente-a-frente, escolhia sempre o lado-a-lado. assim, para melhor avaliar as expressões faciais do interlocutor, usava um pequeno espelho que tinha herdado de sua avó, da altura em que ela o usava na malinha para, durante o dia, ir compondo o pó de arroz.
desde criança preferia o reflexo das pessoas a ter de as encarar com as suas pequenas e irritantes imperfeições, além disso, achava que ainda havia restinhos de pó de arroz no espelho que tornavam toda a sua existência mais agradável.
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