09/05/07

GNR matou ex-namorada, posto isto, e porque me parece que as pessoas andam mal orientadas, vou começar uma bonita rúbrica, inspirada em outras tantas que pululam por esses meios de comunicação afora:

consultório sentimental da rita

meus amigos, nunca hei-de perceber este tipo de crime.
sim, é mesmo muito chato levar com o belo do par de patins, com o sabes-que-conheci-uma-rapariga-que-é-modelo-e-apesar-de-seres-muito-engraçada-e-simpática-tenho-de-aproveitar-esta-oportunidade, com o adeus-ò-vai-te-embora-que-agora-vou-procurar-outra-mais-parecida-com-a-minha-mãezinha, ou até com um simples ehhh-pá-já-não-‘tou-nada-p’rái-virado… acontece a todos (embora eu espere que não haja uma pessoa que tenha levado com todos estes exemplos, muito menos ao mesmo tempo).
mas, meus caros, não é preciso desatar aos tiros!
existem outras soluções (umas só para meninas, outras unisexo, e confesso que só para meninos não sei) que passo a partilhar:
- apagar o número de telemóvel da pessoa (não sem antes o marcar numa agenda, que nunca se sabe as voltas que a vida dá);
- tirar o e-mail da pessoa da lista dos destinatários frequentes;
- gastar uma fortuna em cosméticos e roupa gira (é uma reafectação do dinheiro que se poupa em chamadas – daí a importância de apagar o número do telefone, para não se cair em tentação – e em ofertas, passa a ser gasto com a pessoa que mais merece, com a vantagem de se aproveitar para renovar a aparência);
- mudar o contacto do/a ex no msn para a última categoria de todas, uma categoria do género: “sem interesse” (acho mesmo de muito mau tom bloquear a pessoa, então se houve acordo de afastamento, nem se corre o risco de ir fazer conversa da treta, e sempre se vai tendo a certeza que a pessoa continua viva, embora mantendo a saudável distância de não se falar com ele/a);
- arranjar uns 2 bons ouvintes de confiança para desabafar e falar mal do ex durante largos minutos, acabada a operação de purga, passa-se à frente e não se volta a falar no assunto, a não ser como private joke passados uns anos: “lembras-te da altura em que andei caídinha pelo qualquer-coisa e em que perdi 4 quilos? bons velhos tempo, foi na mesma altura em que saiu o 1º filme do x-men, ai o wolverine…”
- eventualmente, só mesmo se não se conseguir evitar, pensar em maneiras divertidas de a pessoa morrer (daqui aproveito para afirmar que o meu j. não é especificamente um antigo namorado, quando muito, será uma compilação de várias pessoas desagradáveis com quem sou obrigada a cruzar-me), mas nunca passar à prática porque não vale a pena desgraçar várias vidas só porque um namoro dá para o torto;
- aproveitar para passar a frequentar um ginásio ou aulas de full contact, enfim, qualquer actividade física saudável e legalmente permitida (existem várias) que permita que se gaste energia de uma maneira salutar, sem ficar a remoer em maneiras para prejudicar a outra pessoa.

são só pequenos exemplos, entre muitas outras boas ideias que não envolvem nem tratamentos hospitalares, nem pena de prisão, porque o povo é civilizado e tem de acarinhar sempre a auto-estima.


e para manual de auto-ajuda, por hoje, estamos conversados.

4 comentários:

Danny disse...

Excelentes formas de ultrapassar uma «ex relação» de forma saudável, sem chatear o/a ex, porque o respeito deve manter-se acima de tudo. Mas para isso é preciso que se tenha a cabeça no lugar e não se ande com macaquinhos.
Apetecia-me juntar aqui outras formas, como comer chocolate, ver filmes lamechas, insultar o/a ex quando estamos sozinhos mas essa não é muito saudável.
Vou pensar no assunto.
Bjs enormes

rita disse...

meu querido, respeito pelo outro, por si próprio, e pelos respectivas vontades.
ninguém diz que o fim de uma relação é fácil, mas se as pessoas agirem de modo civilizado, já é meio caminho andado. digo eu.

rita disse...

*pelas respectivas vontades

Rui Silva disse...

Fazer a vida negra aos ex de forma lícita também tem a sua piada :P