faltavam 4 horas para a inauguração do seu centro de jardinagem e estava tudo organizado: no pavilhão as plantas de interiores estavam bem ordenadas, havia uns balões de santos populares entre as árvores no espaço exterior de que ele não gostava muito, mas tinha sido ideia da mãe e não tinha conseguido contrariar, além disso, da empresa de catering tinham ligado a confirmar que iriam começar a preparar as mesas de apoio meia hora antes de os convidados começarem a chegar, que ele não precisava de se preocupar com esses detalhes.
estava muito bem disposto e confiante, já tinha uns projectos de jardins encomendados, achava que tinha feito bem em esperar uns anos entre o fim do curso de arquitectura paisagista e aceitar a oferta do pai de o ajudar a abrir um espaço destes, agora tinha certeza que o ia saber gerir e que o negócio ia ter sucesso.
resolveu que tinha tempo de sobra para ir a casa, tomar um duche demorado e preparar-se para estar no seu melhor na festa de inauguração. àquela hora, não era fácil arranjar estacionamento, e só conseguiu deixar o carro a quase um quarteirão de casa, mesmo assim, nada lhe demovia o bom humor e ia pela rua a assobiar um samba antigo, cuja letra já não se lembrava.
de repente, apercebeu-se dos gritos de uns miúdos da vizinhança que brincavam no passeio, e pensou com era saudável uma sociedade em que os miúdos ainda podem brincar à vontade na rua. não chegou a reparar que estavam a brincar ao robin dos bosques, com paus e ferros, que tinham encontrado num contentor de lixo, a fazerem de espadas, punhais e arcos e flechas improvisados, porque um dos maus, que tinha uma espada de ferro, se desequilibrou na corrida e trespassou-o, causando-lhe morte imediata.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
1 comentário:
hmmmmm os putos de hoje em dia é mais playstation e computador.
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