j. estava radiante, nessa manhã, tinha garantido mais um cliente e, finalmente, todo o seu esforço tinha sido recompensado com o convite feito pelo dr. alves para se tornar associado da sociedade de advogados onde ambos trabalhávamos.
aliás, estava de tal maneira que até me convidou para almoçar: “santos, é naquele restaurantezinho que tem os jaquinzinhos… por minha conta!”, gritou-me enquanto eu tentava falar com um cliente espanhol ao telefone, e lhe fazia sinais para se calar.
pela 1 da tarde, íamos a subir a avenida da república, já perto do cruzamento com a avenida de berna, em direcção ao restaurante, quando toca o meu telefone, abrandei um bocado o passo para ver quem era, atendi e, de repente ouço uma travagem brusca e um barulho de uma pancada seca, quando levantei os olhos, vi um 56 mal parado, as pessoas lá dentro em pânico, e uma perna do j. para cá da roda dianteira direita, quanto ao resto do corpo, já era uma mistura com o autocarro.
dei por mim a pensar no azar do j., nem sequer era um percurso completo, aquele 56 ia só até ao areeiro, não ia para as olaias.
* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem...
5 comentários:
não percebi a sério
não tem mistério nenhum, iniciei uma espécie de folhetim, todas as semanas espero matar o j. de uma maneira diferente e, de preferência, com algum sangue e sofrimento.
mata.
exorciza.
Fico curioso por saber quem será o j.
rui, o j. é alguém que merece tudo o que lhe vai acontecer, confia.
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