no mesmo dia em que as televisões noticiam que o governo teve uma bela ideia de desburocratizar e "internetizar" umas centenas de serviços públicos (novidade que me parece muito útil), passei 30 minutos a falar com uma senhora simpática, de bom trato, nada burra, que nasceu no mesmo ano que eu (1976), que só frequentou a 1ª classe, e, portanto, só sabe desenhar o próprio nome.
quer-me cá parecer que nem deve saber bem o que é a internet, e que as notícias de hoje não lhe dizem muito.
lamentavelmente, esta situação não é exclusiva de s. miguel.
e, também lamentavelmente, estas novas medidas devem passar ao largo de uma percentagem considerável da população portuguesa, que vai continuar a passar longas horas nas repartições, onde os funcionários públicos vão ter de tratar de todos os detalhes das suas vidas.
posto isto, gostava de ver uma grande acção mediática sobre novas medidas para a alfabetização de adultos.
não ia resolver os problemas do país mas, já seria uma pequena ajuda.
1 comentário:
O que me continua a parecer grave, demasiado grave, é que insistimos em não atribuir as utensílagens mínimas aos miúdos que frequentam as escolas deste país. Não é admissível a actual taxa de abandono escolar, e o fraquíssimo conhecimento teórico e prático quando se dá entrada no mercado de trabalho, e refiro-me a todos os níveis de escolaridade, incluindo o universitário.
Posto isto, concordo com a ideia de realizar campanhas de alfabetização para adultos, não percebo como se permite o abandono escolar, para alguns anos depois se voltar a incentivar a aprendizagem, em exercícios de pura cosmética politica.
Isto tudo para concluir que a ideia do governo é boa mas, para alguns portugueses, infelizmente não é aplicável à maioria.
São estes momentos que revelam as assimetrias do país em que vivemos.
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