16/02/06

tenho andada distraída dos meus amigos imaginários: o joão - mais o perdiz e a julinha - , o francisco e a ana - e respectivas mães, sendo que já matei o baixote -, e alexis - a rapariga que foi de paris-texas, para paris-frança... portanto, cá vai um acrescento:

joão não gostava de frases feitas. ou, pelo menos, não gostava que se usassem certas frases de uma maneira repetitiva e comum, de modo a tirar-lhes o sentido e a desaproveitar-se a ideia que lhe deu origem.

por isso, volta e meia, quando tinha umas folgas maiores, aproveitava para ir comprar caramelos a badajoz. mesmo depois de ter aberto o el corte inglès em lisboa. dizia que não era a mesma coisa e, além disso, apreciava a viagem.
também tinha a secreta esperança de fazer o grande achado da sua vida perto da fronteira.
o problema, é que não fazia ideia sobre qual seria esse achado.
procurando prever todas as possibilidades, fazia a viagem sempre com muita atenção.

3 comentários:

divagador disse...

a humidade anda com níveis altos, não haja dúvida

César disse...

Esta frase tem cinco palavras - ou sete!

César disse...

Em linguagem "politicamente correcta", eu também não gosto de frases feitas.

PJG