05/03/17

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estava eu no primeiro dia do meu cursinho de sábado, trailailai, a amargar o horário matutino, trailailai, a tentar concentrar-me em matérias diferentes do costume, cheiinhas de palavras bonitas em inglês (apesar de haver palavras equivalentes em português, o seu uso nunca é tão chique), trailailai, eis senão quando, vindo do nada, sinto-me no meio de uma celeuma: o herói das meninas que estava na última fila começa a criticar a minha entidade patronal, sem grande fundamento ainda por cima.
vejamos, eu tenho uma lista de queixas mais ou menos justificadas a propósito da dita entidade, no entanto, cumpre uma função importante na sociedade e é um pedaço difícil extingui-la, muito menos com argumentos ao nível do pior café da mais antipática aldeia deste país. além do mais, cria-se uma relação quase familiar com quem nos paga o ordenado, do género «ninguém fala mal dos meus irmãos à minha frente. só eu. e em ocasiões perfeitamente justificadas».
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levantei a voz, defendi a minha entidade e fiz amigos para o resto da vida. ou até ao final curso. trailailai.

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