11/03/16

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à propos do dia da mulher, cansa-me um bocado ouvir senhores armados em espertos, muito convencidos do seu grau de civilização, a lamuriarem-se por não haver um dia do homem, especialmente quando acontecem situações como:
- no metro, os lugares sentados estavam todos ocupados, quando entra uma miúda com uns 20 anos mal medidos e um bebé ao colo.
- eu estava sentada num lugar não reservado, a ler um livro, e ouço uma voz num tom prático e óbvio: «é melhor alguém dar-lhe o lugar», reparei na miúda em pé e em situação perigosa, levantei-me e disse-lhe que se sentasse.
- a ocupar os lugares reservados estava outra miúda com uma criança ao colo (a do tom prático e óbvio), uma senhora de cabelo demasiado escuro para as rugas que apresentava e dois latagões, entre 25 e 35 anos, a brincar com os respetivos telemóveis.
- lamentei imenso não ter visto atempadamente as bestas dos dois latagões, para poder acrescentar «sente-se aqui, que aqueles senhores nos lugares reservados devem estar demasiado cansados às 9 da manhã para cederem o lugar».
- dei por mim a pensar que, certamente, acham que é uma situação equiparável equilibrar um bebé ao colo e um telemóvel esperto, portanto, estava justificado o facto de não se levantarem dos seus lugares reservados.


ora bem, depois deste exemplo muito simplista, opino  do meu canto que, efetivamente, faz falta o dia da mulher, já que ainda há muito caminho para percorrer sobre o papel das pessoas na sociedade.

também faz uma falta enorme o dia da educação social, o dia da cortesia e o dia da literacia relativamente aos avisos públicos. assim de repente.

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