artur gostava muito de ir a concertos em igrejas. por um lado, sentia que a música lhe elevava o espírito (o que sempre lhe compensava a curta altura), por outro lado, tinha a certeza que o desconforto dos bancos e as correntes de ar que sofria haviam de contribuir para o desconto dos seus pecados.
podia não ser praticante de nenhuma religião, mas achava que se devia agir sempre à cautela.
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