constatação pós-sufrágio
esta coisa das eleições anda cada vez mais parecida com as novelas da tvi: logo a princípio somos brindados com as sondagens que nos ensinam como vai acabar a história mas, mesmo assim, há quem insista em ver se o drama se confirma.
além disso, os actores são quase sempre os mesmos, a banda sonora tens uns momentos bem apanhados, embora no geral seja uma treta, e os efeitos visuais das bandeirinhas precisam de ser melhorados.
apresenta também uns momentos surpreendentes de comédia, este ano foi a aventura dos números de eleitor e o cartão do cidadão*.
* e eu tive o privilégio de ser uma dos milhares que andou à última da hora a tentar perceber qual era a minha mesa de voto. quando cheguei lá mostrei o cartão do cidadão (apesar de ser uma cidadã) e a menina pergunta-me toda impertinente "e qual é o n.º de eleitora?" e eu mostrei-lhe um post-it onde tinha marcado o número que a página do ministério da administração interna me tinha dito. nesse momento, estranhamente, a menina ficou satisfeita e deu-me um dos papelinhos com quadradinhos para preencher.
assim concluí que para exercer o meu direito de cidadão basta um post-it, achei a situação um bocadinho patética, fiz uma cruzinha e fui para casa, que estava frio.
esta coisa das eleições anda cada vez mais parecida com as novelas da tvi: logo a princípio somos brindados com as sondagens que nos ensinam como vai acabar a história mas, mesmo assim, há quem insista em ver se o drama se confirma.
além disso, os actores são quase sempre os mesmos, a banda sonora tens uns momentos bem apanhados, embora no geral seja uma treta, e os efeitos visuais das bandeirinhas precisam de ser melhorados.
apresenta também uns momentos surpreendentes de comédia, este ano foi a aventura dos números de eleitor e o cartão do cidadão*.
* e eu tive o privilégio de ser uma dos milhares que andou à última da hora a tentar perceber qual era a minha mesa de voto. quando cheguei lá mostrei o cartão do cidadão (apesar de ser uma cidadã) e a menina pergunta-me toda impertinente "e qual é o n.º de eleitora?" e eu mostrei-lhe um post-it onde tinha marcado o número que a página do ministério da administração interna me tinha dito. nesse momento, estranhamente, a menina ficou satisfeita e deu-me um dos papelinhos com quadradinhos para preencher.
assim concluí que para exercer o meu direito de cidadão basta um post-it, achei a situação um bocadinho patética, fiz uma cruzinha e fui para casa, que estava frio.
2 comentários:
É a chamada desmaterialização dos documentos, devidamente patrocinada pelas empresas produtoras de post-its.
Faz sentido. O post-it deve ser, neste momento, uma das instituições mundiais com mais credibilidade.
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