antes, andar de metro era razoavelmente descansado.
havia conversas ao longe, música incompreensível vinda de walkmans (e dos seus sucedâneos mais modernos), o barulho das bengalas dos pedintes cegos a baterem contra as cadeiras, o ruído do próprio comboio a deslocar-se, as misteriosas paragens entre estações, durante as quais as pessoas olhavam constrangidamente em redor... enfim, uma pessoa sabia que ia passar por uns momentos de alguma claustrofobia, mas que chegaria com alguma rapidez ao seu destino e sem ter grandes interacções com o próximo*.
hoje, fui desde a estação dos olivais até à alameda (perto de 10 minutos, mas posso confirmar amanhã) a ouvir uma miúda descrever, a alguém do outro lado do telemóvel, como o seu namorado ficava ciumento da boa relação que ela tinha com o professor diogo.
desde já afirmo que, se tivesse no lugar do namorado, também não estaria muito feliz com a situação, aparentemente, até houve saídas e tosgas.
*para um destes dias: as interacções em autocarros da carris, ou como fugir de velhotas que nos querem apresentar os netos.
2 comentários:
Se tivesses decidido enveredar pelos caminhos da magistratura no Ministério Público, estaria o Professor Diogo, neste momento, a ser alvo de uma afincada investigação criminal. Beijo saudoso
lá está... consoante as escolhas profissionais e a pessoa tem diferentes reacções perante a mesma situação.
foste um querido em passar por este cantinho, beijinho para ti também :)
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