15/04/08

artur era um homem pacato, não fumava, não bebia em excesso, evitava discussões a todo o custo, fazia longas caminhadas para se manter em forma, e a sua companhia era apreciada por ser sempre serena e agradável.
quando foi preso por manter uma casa de jogo clandestino, onde todos os dados estavam viciados, a vizinhança foi unânime em declarar que se estava mesmo à espera, um homem não podia ser tão virtuoso, tinha de ter algum grande defeito escondido.

5 comentários:

Maria das Mercês disse...

Gostei muito do mini-conto, Rita. Aertur era de certeza micaelense, com tão boa vizinhança, tão prestimosa nos comentários... Wink, wink!

Everaldo Ygor disse...

Olá...
Um belo e direto micro-conto...
Muito bom...
Abraços
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/

Anónimo disse...

Isto quer dizer que eu também vou preso por algo clandestino?

Espero bem que nao..........

rita disse...

a cronista agradece as palavras amigas (algumas do estrangeiro e tudo), e oferece os seus serviços legais ao amigo eu, em caso de alguma rusga na sua vizinhança.

Andr3 disse...

Isso foi um conto feminista!!:)
Está tudo contra o homem.. eheh
(brincadeira)
Só mmo o publico feminino p n acreditar em valores desses num homem!
Existe.. é capaz!
Mas tá engraçado..pq resumindo, nunca ninguém pode ser tão bom sem ter algo a apontar, certo?? :)
Quem sabe!?