atendendo ao triste estado da política nacional e à actividade estranha do psd-açores, acho lindamente que luís filipe menezes tenha aproveitado para passar um fim-de-semana romântico nos açores, é bem melhor namorar que ouvir os discursos de costa neves, e até teve imensa sorte porque, pelo menos em s. miguel, não choveu.
no entanto, a acreditar neste texto do correio da manhã, tenho um reparo picuinhas a fazer em relação a este pedacinho:
“Este acaba por ser um fim-de-semana romântico, pois os Açores é uma terra aprazível a referências românticas”, revelou Luís Filipe Menezes ao nosso jornal.
chateia-me a dificuldade em compreender que os açores não "é uma terra", é um arquipélago com 9 ilhas, em que cada ilha é diferente da outra.
sim, são todas muito bonitas e românticas, mas nunca são "uma terra", o que se compreende graças à interrupção geográfica facilmente perceptível por estarmos a falar de ilhas. aliás, mesmo quando se fala de cada ilha nunca se fala de uma terra só (com a possível excepção do corvo, que só tem um município), há diferenças que são mais acentuadas em meios pequenos, e não convém confundir alhos com bogalhos.
mal comparando, é assim como se eu dissesse que o eixo porto-gaia-gondomar-matosinhos é uma terra simpática, boa para fazer compras, ao que me diriam que eu estava a misturar 4 municípios, ao que eu responderia que isso não é relevante, porque posso fazer compras nos 4.
a diferença é que eu não tenho qualquer responsabilidade política que me faça pensar 2 vezes no que vou dizer, de modo a evitar usar expressões que não têm razão de ser num determinado contexto.
mesmo assim, não foi tão mau como aqueles músicos de bandas do continente que chegam cá e declaram que "é tão bom actuar nesta ilha maravilhosa que é os açores" (palavra que já ouvi isto), mas o senhor sempre tem mais umas responsabilidades que os músicos que andam por aí.
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