manel esperava no jardim zoológico, junto ao elefante. achava um bocado infeliz aquele ritual de se dar a moeda em troca de um toque de sineta, além do que lhe fazia um certo nojo a ideia de tocar na tromba. ainda por cima, o tempo estava de aguaceiros e detestava encontros com desconhecidas, mas tinha perdido uma aposta com um amigo, e esta era a consequência.
maria tinha conseguido estacionar o carro num sítio óptimo (e à primeira, não era sempre que isso acontecia) e estava sossegada a ganhar coragem para sair e ir ter com o tal manel que estava à sua espera na zona do elefante, com um casaco impermeável encarnado. ouviu no rádio que tinha acontecido uma estranha tromba de água na zona de alvalade e que o trânsito estava caótico, e considerou dizer à amiga que a tinha metido naquela alhada que tinha ficado apanhada naquela confusão.
com 15 minutos de atraso em relação à hora combinada, maria dirigiu-se a manel.
anos depois ainda se riam da confusão de trombas do seu primeiro encontro.
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