31/01/07


o meu caminho a corta-mato de hoje, cheio de alternativas... mas todas a irem dar ao mesmo sítio.

30/01/07

12ª versão da morte de j.*

j. estava um bocado decepcionado consigo próprio… tinha concorrido ao “um contra todos”, com a grande fé que ia conseguir chegar à cadeira principal, fazer um brilharete e sair de lá com uns trocos acrescentados, e até já tinha preparado a frase final com que ia brindar o apresentador: “já posso dizer que fui tão feliz num programa de televisão”, e depois fazia o seu mais sedutor para a câmara.
realmente, chegou à cadeira principal, mas falhou logo na 5ª pergunta, sobre geografia de portugal - diga qual a ilha onde fica o concelho de santa cruz das flores: a) ilha das flores; b) ilha da madeira; c) ilha graciosa. achou que ilha das flores era uma resposta demasiado óbvia, mas tinha a ideia que não seria na madeira, não quis comprar a resposta, e apostou na ilha graciosa. afinal, era a resposta óbvia.
no caminho para casa, resolveu parar num café. estava um bocadinho em baixo, e sem saber bem como ia contar à mariana que afinal os seus planos para férias tinham de ser adiados quando, no momento em que ia pagar, reparou que tinha o talão do euromilhões na carteira e lembrou-se de confirmar se lhe teria saído pelo menos dinheiro para pagar a aposta.
de repente, o dono do café ficou muito vermelho e exaltado:
“óh amigo! óh amigo! saiu-lhe aqui um prémio de quase 5000 euros! parabéns!”
foi um alvoroço generalizado no café, j. viu mais pessoas a desejarem-lhe as felicidades do que em toda a sua vida. mas, de repente, num ímpeto para evitar mais um abraço, deu dois passos para trás, não reparou que se estava a pôr no caminho de um jogo de dardos e, lamentavelmente, levou com um dardo certo no olho direito. com a dor e com o susto, nem percebeu como tropeçou no gato do café (que, por acaso, estava bastante assustado com toda a agitação que se estava a viver), nem como acabou por cair em cima da arca dos gelados, com a veia jugular cortada pelos vidros.
o dono do café ainda hesitou um bocado antes de devolver o talão premiado à família de j., mas era um homem honesto e, além disso, conseguiu chegar a acordo para lhe pagarem os estragos: o vidro da arca dos gelados e super-maxi e magnuns (de diferentes qualidades), no valor de 340€, que ficaram incapazes de serem vendidos devido ao banho de sangue que levaram.
por sorte, o gato não teve nenhuma consequência de saúde que precisasse de acompanhamento veterinário.

*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…

29/01/07

diz que Pata sobrevive a bala, geladeira, cirurgia e parada cardíaca.

desta notícia se conclui:
- da grande vontade de viver com que os patos são dotados - detalhe da vida animal nem sempre devidamente focado nos documentários da national geographic e outros canais que tal;
- que os americanos não devem ser grandes admiradores de arroz de pato - senão, não havia vontade de viver que resistisse;
- que a BBC Brasil continua a ser uma fonte sempre garantida de informação emocionante.

28/01/07

no chão do mini-terracinho da minha cozinha está uma moeda de 10 cêntimos. tenho a certeza que não é minha porque, como o tempo tem estado um bocado inconstante, não tenho sido frequentadora assídua do dito mini-terracinho, pelo que permanece a dúvida:

como é que uma moeda de 10 cêntimos consegue chegar a um mini-terracinho no 4º andar?

27/01/07

com as alterações à aparência destas minhas crónicas, distraí-me do meu pinguinho, e o mal-agradecido aproveitou para, à socapa, voltar lá para baixo, para zonas mais frias.
senti-me, pois, obrigada a colocar um anúncio no jornal:

procura-se pinguinho ou pinguinha afável, de esmerada educação para bem receber os visitantes de umas crónicas. dá-se preferência a quem tenha gosto pelo atlântico norte e por ilhas de bruma.

e não é que a primeira resposta que recebo é de uma simpática pinguinha, com umas penas para o rosado, que (qual jogador da bola) se afirma como sendo corisca* de coração desde a sua mais tenra infância?!
respondi logo: está contratada!

* corisco = quem nasce na ilha de s. miguel (isto numa versão mais popular, claro)

26/01/07

hoje foi um dia de experiências:

1º passei em revista várias alternativas para mudar a cara destas crónicas, e acho que me vou deixar ficar com este tom azulado durante uns tempos.
ouvi umas opiniões pertinentes sobre a "verticalidade" que os textos agora apresentam, sobre a dificuldade em separar postagens (acentuada pelo facto de eu não gostar de usar títulos), e sobre a ausência de cor-de-laranja...
desculpem, mas vai ter de ser, ao cabo deste tempo todo, impunha-se uma mudança (não garanto é que seja para durar muito, logo se vê).

2º fui, finalmente, ao mcdonald's de ponta delgada... aquilo já inaugurou há 26 dias, e eu não comia um daqueles hambúrgueres há uns 4 anos (e se estou a exagerar é por defeito), portanto achei que estava na altura de ir ver o que por lá se passa.
a curiosidade foi satisfeita, e quem viu um mcdonald's viu todos.
os preços estão bem mais caros do que me lembrava (e neste raciocínio confesso que quase tenho de fazer conversão de escudos para euros).
e a dúvida final: numa ilha onde há carne de vaca tão boa, porque é que vão comer aqueles hambúrgueres de faz de conta, em pão de faz de conta?

25/01/07

Look at you now, you've disenchanted,
can't believe how things can change.
Take a little out of life and things get strange.
And now you find the wishes you were granted,
things you thought were in your hands,
have slipped away.
How much can you withstand?

The wasted time, the money spent,
a sign that reads 'For Sale or Rent'.
And everything is at a standstill,
and where's someone who'll be on hand till
you're no longer disenchanted,
thinking everything is wrong?

You know you're not the only one to wait so long.
I wonder, can you try again?
Are you that strong?

disenchanted, Everything But The Girl

disenchanted/desencantado, cá está um conceito do mais perigoso que há...
o que sobra quando se perde o encanto?
pior ainda, e se a pessoa não é capaz de o reencontrar?

24/01/07

anos de esforço, dedicação, noites mal-dormidas, dioptrias acumuladas... e, finalmente, sinto que o reconhecimento está próximo, atentem:

"ah... a senhora sabe, eu até tenho cartões de vários advogados... mas parece que a senhora sabe do que 'tá a falar, acho que pode ficar a defender o meu colega."

23/01/07

11ª versão da morte de j. *

j. estava um bocadinho ansioso, desde o primeiro dia em que tinha começado a dar aulas naquela escola que tinha reparado na mélinha, uma tímida professora de português, com uns encantadores olhos azuis, e, ao cabo de uns meses de conversa de circunstância na sala dos professores (abençoada a problemática turma do 7.º G que tinham em comum), finalmente ela tinha aceite o seu convite para jantar, seguido de uma ida ao cinema – para que não duvidasse das suas melhores intenções, aproveitava o gosto que tinham em comum pelo cinema de ang lee, bem como a sorte de ter descoberto uma reposição de “banquete de casamento”, na sessão da meia noite, para dar tempo para uma boa conversa durante o jantar.
tinha preparado uma ementa simples, mas toda elaborada por ele: queijinhos recheados, um arroz de pato de se lhe tirar o chapéu, e uns morangos gratinados para sobremesa… o vinho também estava escolhido a rigor… tudo parecia bem encaminhado quando começou a preparar os queijinhos e acho que, se calhar, os pimentos do recheio seriam um bocadinho pesados para o jantar, e nada seria mais desagradável que ver a mélinha com um ar esverdeado, em plena paragem de digestão.
ainda tinha algum tempo, por isso achou melhor ir num instante ao supermercado ver se encontrava os ingredientes para fazer umas tostas de pêra e queijo.
enquanto estava na secção da frutaria à procura das pêras williams, passou, de repente uma criança a fugir da mãe, deu um encontrão contra o expositor das laranjas e derramou-as todas no chão, por sorte, j. estava atento, não escorregou em nenhuma delas, e ainda foi a tempo de apanhar a criança pelo braço e de a entregar à mãe que se desfez em desculpas.
já de saída, ao passar pelo corredor dos produtos de limpeza, também por sorte, reparou que o chão estava sujo com um líquido que se tinha derramado, e pensou que a ida ao supermercado estava a transformar-se numa corrida de obstáculos.
só não reparou, ao chegar à caixa para pagar as compras, que a senhora que estava à sua frente e que tinha acabado de comprar uma faca de trinchar, tinha tirado o invólucro protector e estava a explicar, efusivamente, à menina da caixa a boa qualidade da faca e como era aguçado o seu gume, nem teve tempo para se desviar quando a senhora se virou, de repente, e, inadvertidamente, lhe espetou a faca no abdómen, causando-lhe danos internos irreversíveis (nem sobreviveu à chegada da ambulância).

desde que descobriu o que se passou, no dia seguinte, a mélinha nunca mais aceitou convites de colegas para jantar, e reduziu a conversa com os professores de filosofia ao mínimo imprescindível.

*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…

22/01/07

descobri hoje que 20 minutos de passadeira é quanto basta para assistir a um episódio inteiro da série Will & Grace.
por sorte, fiquei numa passadeira com televisão, pelo que até consegui ler as legendas.
lamentavelmente, enquanto estive nos restantes aparelhos com televisão não passou nada que mereça relato.

20/01/07

atenção!
atenção!
resolvam os vossos problemas!
nossos problemas?
sim! todos os vossos problemas!
mesmo saúde?
sim!
amor?
sim!
e se o marido ou mulher saiu de casa?
também!
mas como? e por quem?
com o prof. bambo! o grande e competente vidente em portugal!

assim vai a tsf-açores, à quinta à tarde, com repetição ao sábado de manhã.

19/01/07

desabafo de sexta-feira:

Sangue, sangue, sangue...

Chatterton suicidou
Kurt Cobain suicidou
Getúlio Vargas suicidou
Nietzsche Enlouqueceu
E eu não vou nada bem
Não vou nada bem

Chatterton suicidou
Cléopatra suicidou
Isocrátes suicidou
Goya enlouqueceu
E eu não vou nada bem
Não vou nada bem...
Não vou nada bem...

Chatterton suicidou
Marco Antonio suicidou
Cleópatra (foda-se) suicidou
Schumann enlouqueceu
E eu (Puta que pariu!)
Não vou nada bem
Não vou nada bem

Suicidou...

Todo mundo que vocês estão pensando aí...
Tiro no pé (suicidou) deram tiro no pé

Não vou nada bem...
Puta que pariu!!!!!

Chatterton
Ana Carolina e Seu Jorge

18/01/07

hoje estava parada num semáforo quando, de repente, me senti num regresso ao passado: à minha frente tinha um umm alter (esse clássico do todo terreno, e não era da gnr) e a rádio passava o grande david bowie, com o seu absolute beginners.

entretanto, o sinal ficou verde mesmo na altura certa para eu acordar deste disparate do fim dos anos 80 e trocar a estação do rádio, enquanto o umm virou à direita, e eu segui em frente.
foi a minha sorte, senão, acho que me iam voltar as crises todas da adolescência naquele instante.

17/01/07

aqui há uns anos emprestaram-me um livro que era "levezinho" e "simpático", que o leria num serão e ficava despachado.
confirmou-se esta recomendação, mas, do livro, ficou-me gravada esta máxima:

"convém é não confundir género humano com manuel germano"

no "casos do beco das sardinheiras", de Mário de Carvalho.
livro de que não sou feliz proprietária, apesar de já ter comprado uns 4, que ofereci a amigos.

16/01/07

10ª versão da morte de j.*

j. estava muito confiante com o seu novo emprego de agente imobiliário, sentia que esta era a sua verdadeira vocação. embora todos os seus empregos tivessem sido na área das vendas (com uma curta passagem pela loja de ferragens do avô – que agora era uma cabeleireiro com spa que certamente faria o senhor andar às voltas na sua urna, mas que pagava uma belíssima renda –, uns anos passados na fnac, e, uma passagem por uma perfumaria onde conseguiu vendas nunca vistas na área da cosmética masculina), quando começou a formação desta grande imobiliária percebeu que era a área de trabalho (e as comissões) para que estava verdadeiramente talhado.
apesar do seu optimismo, a sua primeira saída para avaliação de uma casa sozinho não correu tão bem como esperava. estava a tirar notas sobre o estado da casa de banho (tinha uns azulejos que precisavam mesmo de ser pintados antes da primeira visita) quando começou a ouvir uns gritos nas traseiras da casa, olhou pela janela e apanhou um susto enorme: era uma discussão entre vizinhos, e tinha quase a certeza de que tinham sido atiradas pedras.
achou por bem sair dali rapidamente, por um lado, temia pela sua integridade física, por outro, teve a sensação que aquele espectáculo não era único, o que iria dificultar grandemente a apresentação da casa a eventuais interessados... o melhor era pedir conselho ao chefe. desculpou-se pela saída apressada, que contactaria os senhores ainda naquela tarde e pôs-se a caminho de volta para o escritório.
na 2ª circular foi ultrapassado por um porsche cayman, distraiu-se a pensar que não se importava nada de ser apanhado em excesso de velocidade ao volante de um carro daqueles, sorriu enquanto estabeleceu como objectivo de vida a compra de um porsche (o modelo havia de ser o melhor da época), nem reparou que um camião de carga tinha tido de se desviar, repentinamente, para a sua faixa, e não deixou qualquer marca de travagem do seu ford fiesta (que ficou completamente desfeito) no asfalto.
os bombeiros que foram ao local há bastante tempo que não tinham tanto trabalho a desencarcerar um cadáver e, ainda por cima, tiveram de chamar um autotanque para limpar os restos das galinhas (a carga do camião) que ficaram espalhados pela estrada.

ao condutor do camião, além do susto, restou a esperança que o seguro de j. estivesse ordem, alguém ia ter de pagar todos aqueles danos.

*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…

15/01/07

ver as páginas brasileiras das agências de notícias contribui, quase sempre, para a melhoria da cultura geral de qualquer um de nós.
andei a recolher exemplos:

Beckham quer ser ator, diz Giorgio Armani
Cientistas criam galinhas que botam ovos 'anti-câncer'
Cientistas tentam criar chiclete contra a obesidade

estou mesmo a ver que o jogador da bola vai ter uma carreira pejadinha de filmes, mas, estranhamente, no que diz respeito a qualidade e a bons resultados, acredito mais nas galinhas "anti-câncer" e no chiclete contra a obesidade...
é a minha fé na ciência, por oposição à minha falta de fé no narcisismo.

14/01/07

Bailarina britânica de extrema direita enfrenta protestos
hmmm...
dúvidas que se me ocorrem:
- se a senhora fosse bancária de extrema direita também enfrentaria protestos?
- e se, sendo bailarina, fosse adepta da extrema esquerda, também se levantariam protestos?
- e o que tem a ver ser bailarina com as convicções políticas?! a pessoa está lá para dançar ou para discursar?!
- já repararam que os bailarinos seguem coreografias, e que, no tempo de serviço enquanto bailarinos, não costumam apresentar manifestos políticos?
- enfim, quer-me parecer que, se a senhora quer ocupar o seu tempo livre com actividades de gosto duvidoso, e enquanto essas actividades não resultarem, só por si, em actos ilegais, a restante população não tem nada a ver com isso.

12/01/07

mudei-me do blogger antigo para o novo blogger, mas ainda não tive tempo para investigar as vantagens deste novo registo.

(pode ser que esta falta de tempo esteja aliada a falta de paciência e a uma nabice crónica para estas coisas dos computadores, mas, por enquanto, são boatos não fundamentados, que vou continuar a negar)

por enquanto, a coisa que mais me salta à vista, é o facto de poder acrescentar um marcador para cada postagem. gosto particularmente dos exemplos de marcadores dados: "patinetes", "férias", "outono".
e o que são "patinetes"? o dicionário da priberam não reconhece "patinete", mas uma busca no google esclarece-me que é a versão brasileira de trotinete.
não costumo falar muito de trotinetes, portanto, não me serve.

aliás, se eu, geralmente, não gosto de dar títulos aos posts (só o j. merece e é porque morre logo a seguir), será que me vai apetecer "marcar" cada postagem?
...
acho que não.

11/01/07

o neo-imperialismo americano finalmente chegou de armas e bagagens a ponta delgada.
não é que, nesta passagem de ano, abriu um mcdonald's em ponta delgada, e as pessoas ficaram tão satisfeitas, que parece que não saem de lá?

todas as pessoas da ilha? todas, todas... não.
parece que um Grupo moradores exige imediata suspensão de actividade de restaurante. o que eu até compreendo, vivi durante anos por cima de um restaurante chinês, e não podia abrir a janela da sala por causa do cheiro - situação que era particularmente dramática no verão - e só quando mudei de casa é que fechou a porcaria do restaurante... portanto, até sou solidária com a parte dos cheiros e da confusão de gentes à porta.

pois que eu ainda não lá fui (também eu cedo ao "poderio do gigante da restauração americano", confesso)... estou à espera que o efeito surpresa passe para ir comer um sunday de chocolate (ou de caramelo, não sei, na altura hei-de decidir, e é porque não gosto muito de hambúrgueres) com a devida calma, mas vou esperar que regularizem os acessos e que acalmem os ânimos dos vizinhos.

(e lamento não me lembrar de mais nenhuma frase pomposa para me referir a esta situação, mas o dia já vai longo, mesmo assim consegui umas palavras que me valeriam uns valentes pontos no scrabble)

09/01/07

9ª versão da morte de j.*

ao cabo de uma semana engripado, j. acordou muito bem disposto, vestiu o seu fato preferido, com a gravata azul claro que lhe realçava o tom dos olhos, e preparou a mochila para ir ao ginásio no intervalo para almoço.
era uma coisa que o divertia, ir na rua, todo bem vestido, com a mochila com o equipamento do ginásio às costas. além disso, ainda se lembrava que a sónia, uma das instrutoras, tinha sido particularmente simpática na última vez que lá tinha ido. ele até lhe tinha feito um convite para irem jantar, e ela tinha respondido com um “logo se vê”, j. estava convencido que com uma insistência agradável, era capaz de ter sorte e de ela concordar com o jantar. e depois logo se veria, como ela própria tinha dito…
sentiu-se um bocadinho contrariado quando chegou ao ginásio e percebeu que era o dia de folga de sónia, mesmo assim, fez todos os seus exercícios e adiou a intenção do convite para a próxima oportunidade.
já ia de volta para o escritório, quando passou por um prédio que estava em obras, com uns andaimes, estava a contornar a estrutura, quando, de repente, ouviu “ATEN…”, e levou com um bloco de cimento na cabeça, mesmo com a quina do bloco, que o deixou com a cabeça aberta, no meio das avenidas novas.
no ginásio estranharam que ele nunca mais lá tivesse ido, mas não era o primeiro sócio que pagava um ano inteiro, depois se fartava, sem dar satisfações, e nunca mais lá aparecia, portanto, deixaram por isso mesmo.

*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…

08/01/07

haverá coisa melhor do que a pessoa estar a comer umas simpáticas (e muito doces) tangerinas apanhadas nas árvores de casa dos próprios dos pais, que se sabe que não teve qualquer contacto com químicos?
certamente, mas hoje apetece-me fazer este elogio às coisas simples da vida.

06/01/07

às vezes faço um pequeno jogo: quando chego ao carro, penso numa música que gostava de ouvir, e depois ligo o rádio na esperança que esteja a passar.
nunca aconteceu dar-se a coincidência… mas continuo a tentar, nunca se sabe quando vai resultar.

05/01/07

o público de hoje tinha esta sequência de títulos:

Voos da CIA: testemunhas viram "transferência de pessoas agrilhoadas" nos Açores
A eurodeputada Ana Gomes garante que existem testemunhos visuais da "transferência de pessoas agrilhoadas" e de "coisas estranhas" na Base das Lajes, nos Açores, que parecem confirmar a passagem de voos da CIA pelo arquipélago.
Voos da CIA: Governo reafirma falta de provas de ilegalidade
PCP: declarações de Ana Gomes são “mais uma acha para a fogueira”
CDS-PP recomenda a Ana Gomes “alguma seriedade e honestidade intelectual”

e o açoriano oriental relatou esta reacção do presidente do governo regional: César diz que declarações de Ana Gomes são uma questão de "fé"

as minhas dúvidas são:
- a estadia na indonésia não devia ter tornado a, agora, eurodeputada imune aos efeitos nocivos da humidade nos espíritos mais fantasiosos?
- finalmente a ilha terceira será assumida como um novo entroncamento (com direito aos respectivos fenómenos, e tudo)?

04/01/07

03/01/07

entusiasmada pelo espírito da época, esta tarde tentei fazer uma lista de objectivos para este ano novo:

- continuar a matar o j. todas as semanas - mas só enquanto conseguir arranjar mortes sangrentas e diferentes

(desconcentrei a escolher uma gabardine com 50% de desconto na mango)

- deixar o cabelo crescer, pelo menos o suficiente para fazer um rabo-de-cavalo

(desconcentrei a ouvir a bonita frase-chave "quem casa quer comprar, ao a. machado vai falar", seguida de "era para ouvir o sr. jorge ferreira, aquela que diz que a filha é muito linda, não sei como se chama, e dedicar a canção à minha família, à minha prima sãozinha, à minha vizinha rosárinho, e aos senhores que 'tão aí na rádio")

- tentar não comprar mais livros do que os que consigo realmente ler

(desconcentrei com um telefonema para falar de conversas de miúdas)

- esforçar-me por ser mais paciente no trânsito

(desconcentrei a pensar na passagem de ano)
finalmente, achei que a minha lista estava demasiado tonta, e que estava a sofrer demasiadas interrupções.
além disso, lembrei-me que, até agora, geri bem a minha vida seguindo princípios básicos como tentar divertir-me enquanto faço o que tenho obrigação de fazer, não fazer mal ao próximo, rir mais um bocado nos intervalos seja lá do que for, e tentar não cantar em público...
dei por mim a concluir que não há grande necessidade de listas que só me vão atrapalhar os planos que estão por fazer, vou antes começar mais um ano preparada para as surpresas, venham elas!