18/10/06

mandaram-me, por mail, esta página da dove (que, pelos vistos, não faz só cremes e sabonetes), e da sua campanha para a verdadeira beleza: http://www.campaignforrealbeauty.com/.

o que me faz constatar, a propósito da aparência que:
realmente, a percepção actual da beleza parece-me um bocado distorcida;
e que há cada vez mais pessoas (e não são só aspirantes a modelos) com distúrbios alimentares e problemas graves de auto-estima;
e que, uma coisa é tratar da própria saúde, outra é seguir padrões de beleza adulterados por programas de computador;
e que me irritam solenemente aquelas miúdas escanzeladas que se acham modelos de alguma coisa e que dizem que uma maçã e um iogurte (magro) por dia são suficientes;
tal como me irritam as pessoas que não percebem que há beleza na diferença, e nas pequenas imperfeições com que cada um é brindado;
e, já que estou embalada, aqui deixo manifesto que, pese embora o facto de me custar imenso a perdoar a peúga turca branca com as raquetinhas (nem no ginásio, que já se inventaram peúgas turcas de cor, e sem a raquetinha), desde que as pessoas estejam saudáveis, bem consigo próprias e com a vida, respeitem o pudor público, não se metam nos assuntos alheios, nem falem mal de mim pelas costas, por mim, estão à vontade para terem a aparência que quiserem.

1 comentário:

Carolina Almeida disse...

Rita:

Adorei o teu texto.

A nossa verdadeira beleza é, tal como dizes, a nossa singularidade. Conheço muito boa gente que é bem mais bonita com curvas a mais, com umas bochechas mais fofinhas e com a cara bem lavadinha, coisas impensáveis segundo os espartilhos do modelo de beleza actual.