10/07/06

Setúbal: Boi abatido a tiros de G3 pela GNR após fuga de matadouro
Talvez consciente de que não sairia com vida do matadouro de Setúbal, um boi de grande porte, com mais de mil quilos, tentou fintar o destino, encetando a fuga das instalações da Sociedade Industrial de Carnes da Arrábida, pela calada da madrugada de ontem. Durante mais de uma hora, conseguiu despistar as autoridades, mas a GNR, chamada a intervir, acabou por dar-lhe um tiro certeiro com uma espingarda automática G3. O animal regressou ao matadouro já sem vida.

dúvidas que se me colocam:
- afinal, o bicho foi abatido a "tiros", ou bastou "um tiro certeiro"?
- quais as reacções da sociedade protectora dos animais? (não acredito que aquela senhora que aparece sempre que se discutem os touros de barrancos não tenha nada a dizer)
- como é que o bicho conseguiu despistar as autoridades durante mais de uma hora? ter-se-à mascarado de político em campanha? vestiu os calções de banho e foi dar um pulinho à costa? esteve a praticar solfejo na praça luísa todi?
- irão ser apuradas responsabilidades por esta fuga? vão "cair cabeças" no matadouro de setúbal?
- aproveitando o estilo da prosa do artigo, que terá a dizer o proprietário do bicho?
- e terá deixado família que o lamente?

já agora, noutro tema, uma coisa que me confundiu: Casa Pia: Outras figuras públicas referenciadas .
é que não percebo como é que, só agora, é que a senhora jornalista que revelou este caso se lembra de vir trazer ao processo mais nomes... mas deve ser defeito meu.

4 comentários:

Midas disse...

Impressionante

Vão rolar cabeças certamente.

No caso Casa Pia, ao contrário do pobre do animal, conseguiram despistar a polícia durante anos. Questões técnicas de eficiência…

As tuas fontes jornalísticas são de facto um estímulo à criatividade.

Danny disse...

Ainda mais nomes?!!!

melena disse...

esse boi tinha mais sorte no cortejo etnográfico da Dona Berta

rita disse...

confesso a origem destes meus posts mais jornalísticos: a pessoa chega a casa vinda do ginásio, onde, entre o remo e as aberturas planas, andou a desenvolver alguns tópicos de escrita criativa, liga o computador e pensa "vou ver umas notícias, para perceber em que pára o mundo", dá de caras com estes títulos, e não há escrita criativa que resista: a realidade ultrapassa a minha imaginação.

e, melena, por falar no cortejo etnográfico da minha presidente de câmara (que o teu é o ponte), reparaste num artigo de opinião de morrer a rir no açoriano oriental de 2ª feira? onde a autora discorria sobre o stress a que os bois são sujeitos nesses cortejos? estava delicioso. muito mau, mesmo.