08/02/06

cá vai o título, e o esboço, do meu primeiro romance (que futuramente será, adaptado - por mim própria - como guião de cinema, para ser produzido na índia, com muita cantoria e dança pelo meio):
Ladrão do cachecol ataca sempre ao fim da tarde

um charmoso jovem da classe alta (embora muito estouvado e com pouca noção da realidade da vida) será forçado, pela mãe (viúva, cruel, e demasiado condicionada pelas convenções sociais vigentes), a sair de casa por se ter apaixonado pela filha da copeira e do jardineiro (simpática e bonita moçoila, a estudar, com grandes sacrifícios para toda a família, para se tornar educadora de infância).
a partir desse momento (e porque a mãe, na sua perfídia vingança, conseguiu manipular todos os seus contactos de modo a que o nosso herói não conseguisse uma colocação vantajosa e desadequada à sua ausência de habilitações literárias), o nosso herói tem de lançar mão a todos os expedientes à mão de semear, com o objectivo de comprar um simpático duplex na zona chique da cidade, para onde se irá mudar no dia do casamento com a sua amada (coincidentemente, o dia da conclusão do seu curso de educadora de infância).
não é de estranhar, portanto, que esporadicamente, quando ia a pé (para poupar na gasolina do seu peugeot 206 descapotável, que o avô lhe tinha oferecido aquando o seu 18º aniversário) do clube de ténis, onde dava as aulas privadas a senhoras de sociedade, até a casa da "secretária/preferida" do avô (que tinha sido despojada de todos os bens que tinha conseguido amealhar no decurso da sua relação com o dito avô, após uma partilha judicial particularmente disputada pelos vários herdeiros), sua mais fiel amiga que lhe preparava, carinhosamente, uma sopita, torradas e chá para o jantar...
como ia dizendo, não é de estranhar que neste percurso, quando ele ia agasalhadito por um simpático cachecol de caxemira azul marinho, assaltasse (educadamente) a loja da bomba de gasolina, para arranjar, mais rapidamente, uns trocos para os alfinetes da sua amada (ou, até, para pagar as fotocópias necessárias para o curso).

ainda é um esboço muito incipiente (embora, modestamente, o considere assaz prometedor), quem quiser uma versão diferente, sempre pode clicar na ligação para o jornal de notícias, e descobrir o que se anda a passar em gaia.

3 comentários:

divagador disse...

ao menos o gajo pediu desculpa uma vez.

Raquel disse...

Como quem divaga pelas margens do Ganges, até sinto o cheiro a àgua doce, laranja, caril, povo q se banha nas águas tépidas, vento quente que nos afaga o rosto.
Parece que descobri!!! numa qualquer vida passada foi na India que vivi.
Curti, não pares por aqui, a malta ainda vai encher as salas de cinema para ver passar o filme.
Jocas

Danny disse...

Desculpa que te diga, mas não é realista. Um gajo a andar com um simpático cachecol de caxemira azul marinho daria demasiado nas vistas e seria logo apanhado, né?!!! Pelo menos se o MP fosse bom, LOL.
Bjs linda (tenho saudades)
Valter