Louçã demitiria João Jardim
também eu tenho os meus pequenos sonhos e aspirações...
para começar, demitiria o próprio louçã da vida pública (já para não falar da vida política) nacional.
depois, proibia a sempre estridente júlia pinheiro de fazer qualquer programa que não fosse mudo.
e, como sou uma rapariga que também deseja o bem da comunidade, queria que todas as falhas na calçada e crateras no asfalto desaparecessem miraculosamente.
3 comentários:
olha, já que estás numa de génio da lâmpada a conceder desejos, se bem que mais virados para a comunidade, que tal se juntarmos aos desparecimentos das falhas da calçada e das crateras, a eliminação das "descargas" feitas pelos animais de estimação em pleno passeio? Também não ficava nada mal para juntares a um eventual manifesto...
é bem pensado...
tenho a propor é que não se limite a proibição aos animais de estimação. nas estradas deste arquipélago, especialmente em dia de mudança de manada de vacas de um pasto para outro, também existem umas "descargas" imensas e altamente mal-cheirosas, das quais não há hipótese de fuga, para os pobres e inocentes utilitários.
Rita,
Começo por dizer que não sei se demitiria João Jardim! E não sei por uma razão muito simples: é que provavelmente ele se recanditaria e, provavelmente, voltaria a ganhar com uma maioria ainda mais escandalosa e, por essa via, ficaria com uma legitimidade democrática ainda maior... Mas o Problema está justamente aí! Criou-se a ilusão de que basta haver eleições para se dizer que se vive em democracia. NÃO! A legitimação democrática do poder está longe de ser a única condição de existência de um sistema é democrático (veja-se o exemplo clássico: Hitler também foi eleito e nem por isso a Alemanha Nazi era uma democracia)! A legitimação democrática do poder é apenas uma entre outras condições (por ventura a primeira das quais, admito!). Há um conjunto de outras coisas tão importantes como esta: o respeito pelos direitos fundamentais, pelos direitos das oposições; a liberdade de imprensa; a liberdade de expressão; a separação de poderes... Sem isto, as escolhas dos eleitores deixam de ser livres e esclarecidas: ficam viciadas à partida e o sistema democrático cai pela base.
E é aí que a porca torce o rabo!!! João Jardim usa a sua inegável legitimidade democrática para fins que não são democráticos de todo em todo... O facto de ele ter sido legitimado por eleições democráticas não faz com que todas as suas decisões sejam democráticas!
O certo é que este Sr. não está acima das regras democráticas! A democracia não é uma coisa abstrata: a democracia é aquilo que as regras constitucionais dizem que ela é! E o PR não pode tolerar pessoas que, tendo sido eleitas, se acham acima das regras da democracia! Sob pena do PR se tornar um fantoche…
José Couto
Enviar um comentário