- a estridência - aparentemente incontrolável - da júlia pinheiro, calculo que a tvi não tenha aberto vagas para o departamento de comunicação com surdos-mudos, mas, em compensação, inventou mais um reality show constrangedor, daqueles que não lembram ao diabo, cheio de cromos que são os melhores da sua rua, mas que não acrescentam nada;
- o tom de voz pausado, calculado, numa versão polida do psr, em que ninguém votava, mas que descobriu o fórmula "be: lava mais branco" e é, agora, detentor da verdade universal, qual pastor-que-traz-a-verdade-óbvia-aos-fiés-estúpidos-mas-simpáticos-e-que-pagam-o-dízimo-na-versão-de-votos, do deputado/candidato a presidente anacleto louçã;
- o refrão da nova música do pedro abrunhosa (quantas vezes é que ele repete "eu, estou aqui"?, que grande momento de inspiração de quem escreveu o poema...) que passa no anúncio de um banco qualquer;
- o novo reality show de matrafonas da sic
este país (e o seu reflexo na televisão) anda a transformar-se numa coisa esquisita... pelo menos, é a impressão que me dá, que vamos todos, alegremente, numa direcção estranha...
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