emprestaram-me a capital!, de eça de queirós.
artur, o personagem principal de serviço, por motivos vários, foi obrigado a pedir guarida a umas tias em oliveira de azeméis e houve um amigo que lhe emprestou umas caixas de livros (para lhe animar a estadia na província). cá vão as reacções de uma das tias e da prima, e respectiva resposta:
- Tu vais tresler, menino... Olha não te faça mal!
- Para que servem tantos livros?, perguntou Cristina, que compreendia ainda a posse dum livro, o livro que se relê, que se tem à cabeceira da cama, - mas tantos, com tantos nomes...
- Nem todo o mundo se pode divertir com galinhas! - disse Artur excitado.
Ela calou-se para o não descontentar, mas pareciam-lhe bem mais interessantes os seus pintainhos abrindo o biquinho ao grão - que todos aqueles versos, queixando-se e gemendo.
e o bom da vida, é haver gostos para tudo. ah... pois é.
mas, por enquanto, ainda vou no princípio, tendo em conta o extraordinário espírito do autor, ainda hei-de ter muitos parágrafos preciosos pela frente.
e posto isto, retomo a leitura.
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