descobri, hoje, um momento de erudição na campanha eleitoral para as autárquicas.
não me estou a referir à reportagem da televisão em que o major valentim loureiro se gabava, alegremente, de todas as escolas primárias de gondomar se terem candidatado ao ministério da educação para terem aulinhas de inglês, e terem conseguido, acabando com um bonito "tânque iú", a agradecer as comovidas palmas dos seus eleitores de palmo e meio.
a verdade é que, quando ia de carro, dei por uma estação de rádio (daquelas rádios locais que têm programas de escolha de música em que os ouvintes têm de dizer uma frase chave do género: "ferragens de qualidade, só na loja do trindade"), a transmitir uma simpática música clássica. pouco depois, descobri que era o tempo de antena do pcp.
por um lado, fiquei mais bem impressionada com o pcp, em vez de me massacrarem com palavras de ordem, deram-me música.
por outro lado, deixa-me uma certa pena que se esteja a perder o papel da rádio como meio de comunicação, está, quase, reduzida a passar as músicas das duplas do sertão brasileiro ("valério e vanderlei, em mais este clássico romântico que comove o mais embirrento intelectual de esquerda... especialmente para si... amigo ouvinte").
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