o diário dos açores de hoje informa que a GNR apreende 27 plantas de cannabis em S. Miguel e Pico, 19 das quais no pico (deve ser para suportarem os rigores da subida ao próprio do pico - como todos sabem, o ponto mais alto de portugal), e 8 em s. miguel (deve ser para melhor contarmos as vacas que nos rodeiam - e estou mesmo a referir-me ao próprio do gado vacum).
por um lado, nem sabia que tínhamos direito a uma gnr tão activa. aliás, nunca se houve falar em gnr nesta ilha, só temos esquadras da psp e, se alguém se cruza com um jipe deles, entra para o capítulo do mito urbano ("pá, tive um primo que se cruzou com um jipe da gnr!", "a sério?!", "juro!", "'tás a gozar! isso só há no continente..."). devem estar bem camuflados a fazer estas investigações.
por outro lado, tive a sorte de não me irem lá a casa, ver a planta que tenho no mini-terracinho. bem sei que a surripiei de casa da senhora minha avó, e que vinha com as melhores referências, mas, desde que veio para o dito mini-terracinho, adquiriu umas características muito estranhas, e não estou lá muito convencida da seriedade da plantinha. definitivamente, não se deu bem com a mudança, e nunca se sabe que transformações ocorrem numa planta contrariada.
definitivamente, vou devolvê-la à primeira dona, e fico à espera que a gnr não tenha agentes infiltrados por entre os 67.986.672 leitores diários destes devaneios, e que não tenha mais um ataque de produtividade, e que não me faça uma rusga - nem à minha casa, nem à de minha avó (até porque, de certeza, que iam deixar as casas desarrumadas e a única coisa comprometedora seriam as 27 qualidades de chá que tenho no armário da cozinha - todas legais).
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