num filme, há uma luta de espadas entre dois amantes (acho eu, não vi o início do filme). não é muito longa, no primeiro ataque sério, o homem deixa cair a espada, renunciando a qualquer defesa, e a mulher mata-o.
como o filme é chinês, a morte demora um bocadinho a chegar, e há tempo para uma breve conversa:
ela: porque não te defendeste?
ele: sempre julguei que ia para casa contigo.
ela: porque não te defendeste? (repetido mais umas duas vezes)
ò minha senhora, eu, aqui, em plena ilha de s. miguel, e mesmo sem ter visto o princípio do filme, tenho a dizer-lhe que há uma verdade comum a quase todas as culturas e latitudes: o amor baixas-nos as defesas e, depois, só se pode contar com a boa vontade do ser amado. a senhora mostrou má vontade e o senhor morreu. o amor é um fenómeno muito ingrato.
e depois desta constatação lamechas, fruto de um fim-de-semana a apanhar demasiado sol na moleirinha, vou descansar. pode ser que isto me passe.
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