24/08/05

eis senão quando, de repente, descubro um novo país de sonho para fazer o meu estágio: a escócia.
é um 2 em 1 que nunca tinha considerado:
  • por um lado, ponho a render o investimento que os meus paizinhos fizeram em anos de estudos de inglês no instituto de línguas;
  • por outro lado, parece-me que é o único sítio em que posso ter oportunidade de fazer as seguintes alegações finais:

"os meus cumprimentos a este tribunal.

o comportamento da arguida, de facto, integra o crime de rapto de anões de louça dos jardins. foi por ela admitido que tinha consciência que não devia tirar, dos jardins alheios, os anões e restantes enfeites de louça (coelhos, ouriços, pássaros e sapos), no entanto, sempre que passava por estes jardins, sentia os chamamentos dos enfeites, enclausurados em pequenos mundos relvados, gritando por auxílio. sr. dr.... a arguida agiu com a melhor das intenções, procurando libertar os vários enfeites das suas prisões douradas! poder-se-à condenar uma pessoa que apenas tinha em mente um melhor futuro para os enfeites de jardim aprisionados um pouco por todo o território da commonwealth?!

(...) peço a acostumada justiça."

isto é apenas um rascunho, são tópicos que precisam de ser trabalhados e melhorados. naturalmente, preciso de ter conhecimentos mais profundos sobre o próprio do caso, mas, parece-me que qualquer juiz se comoveria com este raciocínio.

isto tudo, porque descobri esta notícia: Polícia acha depósito de anões de jardim roubados na Escócia .

nesta altura, a escócia está no topo da lista, juntamente com a américa latina, como sítios de luxo para fazer o estágio. decisões difíceis com que uma rapariga tem de se confrontar.

4 comentários:

Anónimo disse...

Rita a bastonária!

Anões de louça de jardim livres já!

Tens cada uma...

Eduardo Raposo de Medeiros disse...

Anões de jardim... já fiz um contrato de futuros com anões de jardim de uma cerâmica das Caldas. Eram ajeitadinhos, os raios dos n«bonecos. Tinham uma corda que se puxava e... via-se... puxava-se a cordinha e... aparecia... pois.

Anónimo disse...

Na sequência dos comentários que antecedem, manifesto, desde já (mas é preciso esperar cinco anos, não é?), a minha disponibilidade para ser o segundo subscritor da tua candidatura.
Por outro lado, talvez seja de confirmar se os anões de jardim, encontrados na comprometedora posse da arguida, não seriam dos tais com cordinha.
Pois, se assim for, (a provarem-se os factos de que está indiciada) a arguida teria agido, ante a inércia das autoridades, para salvaguardar bens jurídicos superiores, nomeadamente, o pudor, os bons costumes e a moral pública, o que, seguramente, é causa de justificação ou, pelo menos, de desculpa da alegada conduta.
Mesmo que não se confirme que os ditos anões possuam a referida especificidade, é de ponderar a invocação, em termos putativos, das referidas causas de exclusão.
Abstraindo-me da minha maior propensão para a defesa, acabou de me ocorrer uma dúvida avassaladora: será que a senhora abusava dos anões ?

rita disse...

lamentavelmente, a notícia não especificava se os anões seriam apetrechados com cordinha, ou se a senhora abusava deles. mas, no seguimento da aventura descrita, parecem-me 2 ideias perfeitamente plausíveis.
já estou a imaginar a raptora convencida que estava a salvar os anõezitos deles próprios, e das pessoas que, maldosas, não lhes reconhecem o direito à diferença (ainda que despudorada), e os próprios dos pequeninos, vítimas perfeitas da síndrome de estocolmo... e, mesmo assim, mantém-se a minha vontade de apresentar a melhor defesa, e dar o meu humilde contributo para que se alcance justiça.

esta última frase, é já a preparar a minha futura candidatura a bastonária da ordem. hoje somos 3 (obrigada pelo apoio prestado, ilustres colegas), amanhã, seremos milhares pela minha candidatura!