19/07/05

suas magestades os reis de espanha vêm de visita a estas humildes ilhas.
é bonito de se ver o burburinho (e o nervoso miudinho) que se instalou nos espíritos açorianos que vão contactar de perto (ou tão perto quanto os seguranças permitirem) com o casal.
ainda mais bonito, são os cuidados especiais que se estão a ter com a aparência da ilha (jardins e edifícios), para não fazermos má figura à frente dos espanhóis em geral (partindo do princípio que esta visita vai ter alguma cobertura por parte dos media espanhóis).
o que é fixe é que, neste caso, quem fica mesmo a ganhar somos nós, os locais, porque ficamos com a ilha com a "cara lavada" durante uns tempos.

de qualquer das maneiras, há uma coisa que eu ainda não consegui descobrir: se os senhores vão ser autorizados a visitar a ilha terceira.
esta dúvida é pertinente porque, se bem me lembro, nas aulas de história do secundário (antes de os manuais terem as brilhantes e deturpadas visões do senhor deputado fernando rosas, e em território insular - não garanto que esta versão estivesse em vigor no resto do território nacional) falava-se que houve umas alturas conturbadas em que os espanhóis dominavam todo o território nacional, menos a terceira, graças à presença de espírito de uma senhora que se lembrou de mandar o gado bravo pastar para a praia, impedindo o desembarque dos espanhóis, lançando, assim, um precedente importante nas relações espanha-terceira (vacas em terra impedindo o desembarque dos porcos marujos espanhóis - porcos, porque todos sabem que, na altura, os barcos não estavam todos equipados com chuveiros, o espaço tinha de ser aproveitado para os barris com citrinos, para evitar o escurbuto).
posto isto, a dúvida: se, aqui há uns séculos, os espanhóis foram mantidos longe da terceira por uma manada de vacas na praia, desta vez o que vão eles fazer?
na próxima semana já devo saber a resposta.

1 comentário:

Anónimo disse...

E depois ainda te atreves a proferir certos comentários sobre os ilustres habitantes da terceira ... esses grandes patriotas e verdadeiro exemplo de luta contra a ocupação espanhola.

Tenho dito,

Paulo Pinto Pereira