28/03/20

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esta coisa do isolamento social está a ter consequências graves na minha vida: sou obrigada a cozinhar...


20/03/20

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dediquei-me ao comércio on-line:
- já encomendei roupa de deporto (na esperança de retomar o ginásio num futuro não muito distante);
- e já encomendei policiais nórdicos (são sempre fonte de boas ideias).

19/03/20

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agora que já estava a pontos de ir correr para a rua (já que o ginásio está fechado, e mesmo antes de ter fechado já eu tinha deixado de lá ir por conta da cautela e dos caldos de galinha) parece que não me vão deixar. bolas.

(aditamento: por enquanto, pode. mas o tempo virou e está de chuva... só contrariedades)

18/03/20

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sempre gostava que me dissessem da vantagem de usar máscaras no queixo, é que não saía de casa desde 2.ª e hoje cruzei-me com umas 3 pessoas a passearem máscaras como um acessório super-moderno.
e depois voltei para casa, com legumes e mais trabalho para despachar.

17/03/20

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teletrabalho e o exercício de autocontrole para não atacar o frigorífico furiosamente.

13/03/20

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fui buscar o termómetro que comprei quando foi do surto da gripe a.
a boa notícia é que não o usei durante anos e parece que a pilha ainda está boa.
a má notícia é que não sei se, por não o ter usado durante tantos anos, estará muito fiável.

12/03/20

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à pala do vírus vim no metro à conversa com a ana e com a helena. há anos que viajo nos mesmos horários que estas mulheres, mas nada como uma tragédia à escala mundial para nos por a conversar como se fossemos velhas amigas.

05/03/20

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não deixa de ser curioso como um ensaio de som consegue ser mais entusiasmante do que o próprio concerto. há um encanto especial nos últimos instantes de descoordenação coletiva/busca da harmonia coletiva.

04/03/20

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já vamos em março. sinto-me ligeiramente idosa, com o tempo a escorrer-me por estre os dedos, a querer fazer cada vez mais coisas e a passar parte do dia em modo zombie, de tão cansada.
além disso, ganhei um renovado entusiasmo pela leitura, destafeita perguntem a sarah gross. ando a fazer um esforço para ler devagar e não saltar partes.

28/02/20

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eu levava um saco da mercearia açoriana e o moço oriental levava um saco do supermercado japonês.
não sei se ele também levava uma surpresa para fazer um mimo a quem precisa, mas espero que sim.

24/02/20

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tenho andado a pensar que, se pudesse falar comigo quando tinha 20 anos, dizia para não me levar tanto a sério. e que a idade traz cenas boas: estou muito mais gira e divertida. 
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também dizia para começar a fazer pilates mais cedo, faz muito bem. 

21/02/20

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num daqueles momentos em que se faz silêncio num sítio barulhento, dei por mim a ouvir alguém a dizer isto na mesa ao lado:

«às vezes, no amor é preciso saudades.»

obviamente, presumi que o vinho da casa estava com efeitos secundários tramados.

19/02/20

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durante todo o hoário de expediente causa-me cá uma urticária ver aquele cavalete sozinho... abandonado... sem suportar qualquer tipo de obra maravilhosa...
e depois olho para as pilhas de burocracia que me rodeiam, limpo a lagrimita imaginária, e deito dedos ao teclado.
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que remédio...

11/02/20

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já me calhou a primeira azelhice do ano...
e cá fica o que registo do culpado e da vítima (devidamente acudida):


10/02/20

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lento regresso à normalidade: fui à biblioteca pública e requisitei três livros.
um bocado ao calhas.
a ver se nenhum deles me causa enjoo nas viagens de metro.

07/02/20

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gosto de pensar que há uma diferença entre perseguir sonhos inalcançáveis e aproveitar as oportunidades que a vida nos dá, mesmo aquelas que dão mesmo muito trabalho e que pareçam impossíveis.
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rita, em modo contemplativo.

05/02/20

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as pessoas compram casacos de inverno. faz sentido.
os casacos de inverno, muitas vezes, têm umas rachas que permitem andar melhor, ou sentar sem deformar o casaco. faz sentido.
as lojas, para que os casacos fiquem com a forma correta, deixam umas linhas em formato de cruz, muitas vezes as linhas até têm uma cor mais forte, para se distinguir. faz sentido.
as pessoas dão bom dinheiro por casacos de inverno e, quando chegam a casa, não tiram as linhas que só desfeam os casacos. não faz sentido.