07/12/06

descobertas do mundo dos leilões:
Leiloada múmia egípcia de três mil anos (por 750 mil euros)
Preço recorde por vestido de Audrey Hepburn (por 608 mil euros)

o que me contraria é que na notícia não explica que fim vai ser dado à múmia, já a receita da venda do vestido usado em breakfast at tiffany's destina-se à organização humanitária «cidade da alegria», que se ocupa dos filhos dos leprosos de calcutá e, só por isso, até acho que foi vendido por pouco.

além disso, estas notícias deram-me a boa ideia (especialmente dirigida a quem se esqueceu dos meus anos, e ainda vai a tempo de me compensar no natal) de recomendar esta página como simpática para me escolherem alguma oferta:
A Private Collection of G. Argy Rousseau and Rene Lalique Masters of French Design

é só uma ideia... se me quiserem oferecer antes uma t-shirt com macaquins, também podem.

06/12/06

suor e fantasia
(quinteto tati)

6 da tarde e já está sol lá fora.
fico só mais meia hora,
numa pétala de sono insolente.
os teus pés ainda dançam,
vão andando assim tão delicados pelo dia adolescente,
dedo a dedo,
doces.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!
as tuas olheiras de cansaço dão um traço bem preciso ao sorriso que preenche todo o vasto espaço.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!

todo o dia e toda a noite só suor e fantasia,
quem julga que é fácil que experimente levitar sobre o tejo:
a vida é difícil, sempre foi.

meia noite e café da manhã:
esse teu rosto é o meu dilema e despimo-nos à pressa para ir ao cinema.
ai, a graça do amor!
já não vou trabalhar!

todo o dia e toda a noite só suor e fantasia,
quem julga que é fácil que experimente levitar sobre o tejo:
a vida é difícil, sempre foi.

(foi um daqueles dias em que, quando a pessoa dá por si, está a trautear o refrão...)

05/12/06

5ª versão da morte de j.*

j. acordou bem disposto, o que não era muito comum nele, geralmente acordava rabugento, e demorava, pelo menos, meia hora até conseguir articular qualquer palavra, mas era feriado, estava sol e, na véspera, o patrão tinha-lhe dito que lhe ia aumentar o salário no ano seguinte, considerando que já estava em dezembro, esta notícia agradou-lhe bastante.
resolveu ir dar um passeio a pé, aproveitar a cidade quase vazia, tentar encontrar um vendedor de castanhas assadas, gostava imenso e já não comia há tanto tempo…
estava em pleno chiado e, de repente, tocou-lhe o telemóvel, abrandou o passo e sorriu quando viu o nome no visor: ana, a veterinária que ele julgava que o andava a ignorar e que, afinal, tinha estado de urgência na clínica (tinha tido uns partos de cadelas particularmente complicados), mas que já estava descansada, e desafiava-o para ir ao cinema nessa mesma tarde.
não teve tempo sequer para chegar a acordo sobre qual o filme a ver, desequilibrou-se quando levou com uma bola que fugiu ao controlo de um malabarista e caiu mesmo debaixo do eléctrico, que já estava com 20 minutos de atraso.
ana não percebeu o que se tinha passado, porque o telemóvel partiu-se quando caiu ao chão, e acabou por ir ao cinema com uma colega de curso.

* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem...

04/12/06

fui, num instante, comprar caramelos a badajoz, na melhor das companhias.
entre várias constatações essenciais para a continuação da raça humana como a conhecemos, decidimos que os 3 primeiros filmes da guerra das estrelas são os melhores e que, pese embora o novo actor se apresente um bocadinho mais musculado do que o que seria desejável, o novo 007 não está mauzinho de todo.

e agora, back to life as we know it...

28/11/06

4ª versão da morte de j. *

o seu primeiro congresso… e em são tomé e príncipe!
j. tinha visto, havia pouco tempo, um documentário sobre as suas roças e praias paradisíacas, tinha tido uma namorada que tinha lido o "equador" de fio a pavio, e que lhe descrevia, animadíssima, os detalhes da viagem de luís bernardo (pensando nela, que seria feito da angelina? nunca mais tinha sabido dela), e estava, definitivamente, a precisar de apanhar uns raios de sol que lhe tirassem a tez amarelada provocada por demasiadas horas de estudo em cima dos manuais.
era um congresso de reabilitação cardiovascular, não era propriamente a matéria que mais curiosidade lhe provocasse, mas decidiu que ia mesmo assim.
no dia da partida, acordou particularmente bem-disposto, acabou de preparar a mala, fez o check-in com tempo, e até conseguiu um lugar à janela, para poder apreciar melhor a aterragem… nem a segurança do aeroporto, nem as hospedeiras souberam explicar como é que j. caiu entre a escada e o avião, e se esparramou no chão do aeroporto da portela.

ainda por cima, nunca chegou a sair de solo nacional e atrasou a saída do voo em 2 horas.

* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem...

27/11/06

ia começar a semana a fazer uma piada fácil sobre uma eventual disputa entre o grupo desportivo os minhocas (ilha das flores) e o grupo desportivo dos biscoitos (ilha terceira), mas depois lembrei-me que também existe o clube desportivo rabo de peixe (ilha de s. miguel), e achei por bem meter a viola no saco, e não me meter com estes clubes, que até têm bastante mérito.

pergunto-me, no entanto, se o fenómeno toponímico e dos nomes dados à agremiações* desportivas neste arquipélago está devidamente estudado... valia a pena.

*bonita palavra, acho que ainda não a tinha usado por aqui.

26/11/06

há que saber interpretar sinais:
quando é mais fácil ir procurar um requerimento de apoio judiciário na página da Segurança Social do que na pasta dos meus documentos (onde eu tenho quase a certeza que o tinha guardado), é altura para rever a (des)organização dos documentos guardados no meu computador e tentar dar-lhe um jeito.

23/11/06

há umas novidades que, simplesmente, não são novidades, por exemplo: Cantinas não passam no exame.
ora, algures na minha longínqua adolescência, lembro-me bem, a cantina da escola onde estudei chegou a ser fechada uma semana inteirinha por falta de condições.
escusado será dizer que eu comia lá antes de ter sido fechada, passei uma semana a comer no bar, voltei a comer na cantina quando reabriu e, francamente, não dei por diferença nenhuma da qualidade.
acho que só por sorte não apanhei nenhuma coisinha má e, pelos vistos, assim continuam as escolas.

22/11/06

fui, mais uma vez, à biblioteca pública de ponta delgada em busca do que não se encontra em mais nenhum sítio (a colecção completa do diário da república desde que começou a ser publicado, no caso, um jornal de 92), mesmo perto da hora do fecho - às 19 horas, este conceito de horário alargado é uma enorme vantagem - os funcionários continuavam bem dispostos e simpáticos!

e, enquanto estive à espera que a senhora que me atendeu encontrasse o jornal de que precisava, reparei que ela estava a ler um livro de receitas, aberto na página em que explicavam a fazer gomos de laranja em calda, aproveitei para ver que são precisas 9 laranjas grandes, 1/2 kg de açucar e um copo de água.
confesso que, como não havia chocolate na lista, não tentei ler como se manipulam estes ingredientes para chegar ao resultado final (que, de acordo com a fotografia, até nem tinha mau aspecto), o pecado da gula é muito limitativo das receitas de sobremesas que se aprendem...
encontrei o despacho de que precisava, agradeci aos senhores e desejei-lhes boa tarde, ao passar pela cafetaria, comprei um snickers. mais uma vez, a gula levou a melhor.

21/11/06

3ª versão da morte de j.*

pela primeira vez nos 4 anos em que j. trabalhou para a empresa do tio alves, a venda de guarda-chuvas fluorescentes aumentou de modo considerável, e tornaram-se responsáveis por 1/5 dos lucros no final do ano.
o tio alves até aquela altura não tinha gostado muito de ter família a trabalhar na sua empresa, mas tinha sido um pedido desesperado da sua irmã mais nova que não tinha podido recusar. apesar disso, era um homem justo, chamou o j. à sua sala, e ofereceu-lhe um cheque com uma bonificação extra, e desejou que, no próximo ano, j. tivesse ainda mais sucesso, quem sabe se não chegaria a sócio, se trabalhasse com afinco suficiente?
já estava mesmo no fim do dia de trabalho, j. só teve tempo de agradecer comovido, e saiu a correr para marcar mesa no restaurante da moda, não podia perder esta oportunidade de celebrar com a sua marlene.
e que bem estava a correr a refeição, finalmente podia comprovar que o xl era um restaurante e pêras, a sua marlene estava encantadora com um discreto vestido preto, e ele olhava-a em silêncio e pensava se seria esta uma boa altura para a pedir em casamento.
- então querido, vais deixar arrefecer a tua lasanha à bolonhesa… és mesmo tonto, quem é que se lembra de pedir lasanha num restaurante destes…
j. sorriu e experimentou uma garfada. de repente, o restaurante todo só ouvia os gritos de marlene a perguntar quais os ingredientes da lasanha, para saber qual das alergias alimentares de j. tinha dado origem a esta aflição, mas já era tarde demais, j. só teve tempo de levar a mão ao bolso, e agarrar o cheque do tio alves, que não tinha tido tempo para depositar.

* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem...

20/11/06

mais uma notícia interessante, daquelas que aumentam a cultura geral dos leitores: Camundongos vão testar comida dos Jogos de Pequim.

depois de uma busca rápida na grande rede, descobri que os camundongos são uns ratinhos de laboratório (aqui há mais informação sobre os ditos: COBEA - Animais de Laboratório), e não acho nada simpático que os chineses os usem para experimentar a comida dos atletas.
outra ideia chinesa mesmo no fim da notícia também me parece um bocado estranha: "cães e gatos de rua vão ser recolhidos e artilharia será usada para dispersar nuvens, garantindo um céu azul durante a duração do evento, diz o correspondente da BBC em Pequim, Quentin Sommerville."
nem quero imaginar o que vão fazer aos bichos (embora também calcule que os podem querer usar para mais experiências de laboratório) e vão ter bom tempo, nem que seja à força...
acho que estão a levar isto dos jogos olímpicos demasiado a sério.

19/11/06

desde hoje à tarde, foi destacado na minha lista de palavras preferidas o verbo catrapiscar.

eu catrapisco
tu catrapiscas
ele catrapisca
nós catrapiscamos
vós catrapiscais
eles catrapiscam

e todos nós ficamos mais bem dispostos.

16/11/06

e para este meu fim-de-semana, que começa mais cedo, prevê-se uma visita à Igreja de S. Roque e ao Museu Nacional do Traje e da Moda.
vai ser animado, muito animado.
posto isto, até ao meu regresso.

15/11/06

e hoje, dedico-me a títulos simpáticos:
- boas notícias para os residentes no arquipélago dos açores:
Preço das gasolinas baixa dois cêntimos na sexta-feira
- boas notícias para todos os que adoram chocolate:
Saúde: Chocolate preto ajuda a prevenir problemas cardíacos - estudo
- boas notícias para as enfermeiras inglesas admiradoras de george michael:
George Michael fará show só para enfermeiras
- boas notícias para quem tem excesso de fios eléctricos espalhados à volta:
Cabos e tomadas podem virar coisa do passado
- boas notícias para a noiva de tom cruise, katie holmes:
No casamento, Cruise deve prometer panela e gato para noiva

14/11/06

2ª versão da morte de j. *

finalmente j. tinha encontrado a edição perfeita do POC: com capa dura, azul e letras douradas… de luxo.
além disso, o natal estava próximo e já tinham começado a chegar circos à cidade. estava radiante, adorava os palhaços, os trapezistas, os malabaristas… só as feras é que lhe criavam algum receio mas, mesmo assim, não havia ano em que não tivesse ido assistir a, pelo menos, um espectáculo.
de repente, sentiu uma nova força interior e, depois de quase um ano a ganhar coragem para demonstrar o interesse que sentia pela zézinha, sua colega de open space, no escritório de contabilidade onde trabalhava, decidiu convidá-la para o acompanhar à matiné do circo no domingo seguinte.
a zézinha achou a ideia enternecedora, apesar de preferir as feras e de só recentemente ter ultrapassado o seu medo de palhaços (especialmente do palhaço rico), e aceitou prontamente, aliás, já andava há uns tempos com vontade de privar mais perto com j. mas, por um lado, era tímida e, por outro, não queria parecer demasiado atiradiça.
mesmo perto da hora da saída, j. foi chamado ao gabinete do chefe para falarem sobre um cliente que atrasava sistematicamente a entrega dos documentos para o IVA. ao voltar para o open space, para ir buscar o POC (que até já considerava ofertar à zézinha pelo natal), ia distraido a pensar em como a vida lhe estava a correr bem, não viu o fio de um telefone que tinha sido levado de uma secretária para outra, tropeçou e bateu com a cabeça contra a quina da sua própria secretária com tal força que o POC até caiu no chão.
quando o chefe o encontrou já nada havia a fazer, mas resolveu guardar o POC para si, realmente era uma bela edição.

* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem...

13/11/06

por um lado, devemos estar na época de acordar da hibernação, não faz muito sentido, bem sei que devia ser lá mais para o quentinho da primavera, mas acho que podemos culpar as alterações climáticas por estas notícias:
PND prepara eleições
Santana atribui queda do seu Governo a “conjugação de interesses”

por outro lado, os Estados Unidos acreditam que Fidel morre em 2007.
- ora, se em cuba a esperança média de vida é de 77,23 anos (de acordo com a wikipédia, nem sempre muito precisa), e se o senhor fez 80 anos neste mês de agosto (dia 13, para o mais curiosos), estatisticamente falando, não me parece que seja tão garantido como isso a sua morte, ainda está muito perto da média;
- além do mais, cuba é conhecida pelos seus bons serviços médicos;
assim, com base em que adivinhos é que fizeram esta previsão?

não terão os americanos um equivalente ao sábio provérbio "morte desejada, vida acrescentada"? é que, se continuam a agoirar desta maneira, e o senhor fica por cá mais uma década ou duas só para os chatear, ainda dá para mais 1 ou 2 presidentes americanos, nas calmas e a rir de gozo.

11/11/06

dia de s. martinho dá azo a uns poucos provérbios, por exemplo:

Dia de São Martinho, castanhas e vinho.
Dia de São Martinho, comem-se as castanhas e bebe-se o vinho.
Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.
Dia de São Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.
Dia de São Martinho, prova o teu vinho.
Dia de São Martinho, vai à tua adega e prova o teu vinho.

Em dia de São Martinho, semeia os teus alhos e prova o teu vinho.

não percebo é o que está ali a fazer a referência à matança do porco, e não tenho espaço para plantações na minha mini-varanda... na minha ideia, bastam as castanhas (algumas das quais tinham bicho, o que é sempre bom sinal, porque, como se sabe, o bicho escolhe o melhor fruto), e o vinho abafado também não estava nada mau (daqui por umas semanas, mais calminho, ainda estará melhor, já me fiz convidada para mais um almoço).

nesta busca de provérbios, encontrei outros assustadores:
Dia de Santo André, quem não tem porco, mata a mulher.
Em dia de Santo André, quem não tem porco que mate, amarra a mulher pelo pé.
eles a darem-lhe outra vez com o porco, quem diria que até serve para justificar violância conjugal...

10/11/06

ia eu distraidamente pela rua fora, eis senão quando... sou interpelada por um adolescente sorridente (que estava na companhia de outros adolescentes também muito sorridentes, eu é que não tinha reparado):
- ó senhora, não quer comprar uma rifa para ajudar na nossa viagem de finalistas?
- hmmm... e qual é a escola?
- a melhor! antero de quental!
- ahn... eu andei na domingos rebelo...
- e foi muito boa escolha! mas os da domingos rebelo não estão aqui a apanhar chuva como nós, a tentar vender rifas!

como achei que estava bem visto, lá dei 50 cêntimos por uma rifa, e arrisco-me a ganhar um fim-de-semana na residencial goretti que, segundo informações desse finalista, "fica mesmo ali em santa clara, e é muito boa".

09/11/06

Governo diz que adesão à greve foi de 11,74 por cento e, calhando, deve ter sido só por causa das Greves no Metro e na Soflusa atingem 530 mil passageiros, porque estes 11,74 % não conseguiram transportes alternativos para chegarem às respectivas repartições a tempo...

por cá (onde não somos servidos nem pelo metro, nem pela soflusa), e não desmerecendo no direito à greve, os funcionários da secção central do tribunal de ponta delgada devem ter feito mais uns quantos amigos (pelo menos de manhã, altura em que tive de ir ao tribunal), pelo menos as pessoas que deram com o nariz na porta fechada, sem qualquer aviso, e que, enquanto lá estive à espera, foram umas poucas.
e para não sair deste espírito, até o arguido do meu julgamento não apareceu.

08/11/06

Imelda Marcos, a senhora que foi 1ª dama das filipinas, que tinha uma colecção extraordinária de sapatos, que foi mais o seu ferdinand de fugida para passar uma temporada para o hawaii e que voltou para as filipinas para se candidatar em eleições presidenciais, arranjou um novo entretenimento: fazer bugigangas (confirma-se nesta notícia: Imelda Marcos lança grife de moda com coleção de bijuterias), e parece que ainda tem tempo para considerar candidatar-se, de novo, à eleições presidenciais de 2007.
alguém que lhe arranje mais bugigangas, por favor, parece que a senhora ainda tem é muito tempo vago nas suas mãos.

07/11/06

1ª versão da morte de j.*

j. estava radiante, nessa manhã, tinha garantido mais um cliente e, finalmente, todo o seu esforço tinha sido recompensado com o convite feito pelo dr. alves para se tornar associado da sociedade de advogados onde ambos trabalhávamos.
aliás, estava de tal maneira que até me convidou para almoçar: “santos, é naquele restaurantezinho que tem os jaquinzinhos… por minha conta!”, gritou-me enquanto eu tentava falar com um cliente espanhol ao telefone, e lhe fazia sinais para se calar.
pela 1 da tarde, íamos a subir a avenida da república, já perto do cruzamento com a avenida de berna, em direcção ao restaurante, quando toca o meu telefone, abrandei um bocado o passo para ver quem era, atendi e, de repente ouço uma travagem brusca e um barulho de uma pancada seca, quando levantei os olhos, vi um 56 mal parado, as pessoas lá dentro em pânico, e uma perna do j. para cá da roda dianteira direita, quanto ao resto do corpo, já era uma mistura com o autocarro.
dei por mim a pensar no azar do j., nem sequer era um percurso completo, aquele 56 ia só até ao areeiro, não ia para as olaias.


* eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem...

06/11/06

Sentença de morte de Saddam divide países, por exemplo:

por acaso, e ressalvando que o senhor saddam hussein merece ser julgado e condenado por todas as enormidades que lhe são imputadas, preocupa-me que o presidente dos estados unidos ache que condenar uma pessoa à morte é um feito positivo, além disso, também me preocupa dar por mim de acordo com o nosso próprio presidente.

se a primeira preocupação não me espanta (em 38 dos 50 estados dos estados unidos a pena de morte é oficialmente permitida, de acordo com a wikipédia, por isso, é normal que o presidente bush ache que o estado mandar matar pessoas é boa ideia), a segunda é assustadora... eu não estava preparada para isto.

preocupações à parte, nunca percebi o que é que a pena de morte resolve, parece-me uma saída fácil para o criminoso e uma triste consolação para os que ficam. arranjem penas mais criativas, se não acham a cadeia suficiente, no caso da pessoa saddam hussein, talvez o encarceramento em prisão solitária, com uma televisão a passar discursos do senhor bush as 24 horas do dia, agora condená-lo à morte por 5859 crimes diferentes (mais crime, menos crime), e depois ele morrer só uma vez... é que não me consigo convencer da utilidade prática, até para ele que há-de arranjar maneira de se convencer que vai morrer como mártir da perseguição do grande satã.

04/11/06

hoje, apeteceu-me comer gelado, como é coisa que não tinha em casa, e que demora um bocado para fazer, resolvi ir ao supermercado mais próximo, onde me cruzei com um amigo com quem já não estava há imenso tempo.
ora, em 5 minutos de conversa:
- consegui que ficasse horrorizado porque não sou feliz proprietária de nenhum leitor de dvd's (aliás, a própria da televisão que tenho em casa é emprestada...);
- consegui que ficasse escandalizado porque fui de carro (apesar de o supermercado ficar a 10 minutos da minha casa, já estava de noite, e o gelado ainda derretia todo pelo caminho...);
- fui obrigada a comprar iogurtes e queijo fresco para disfarçar, com algo de remotamente saudável, a caixa enorme de gelado de chocolate (a vergonha pela gula...);
- arranjei companhia para ir ver o filme Marie Antoinette, quando finalmente estrear nesta ilha...

03/11/06

em véspera de fim-de-semana, um elogio às pequenas coisas da vida de miúda:

é muito melhor fazer um vestido na costureira (modelo único e ao meu gosto, daqueles "chiques a valer"), do que comprar feito, ter de mandar acertar para o meu corpo, e ainda cruzar-me com mais modelos iguais na mesma festa.

02/11/06

não é que eu ache má ideia receber correio electrónico do senhor director-geral dos impostos, especialmente porque o senhor se esforça por me mandar informação útil sobre esta coisa dos impostos e da página das finanças (a última é que há uma nova funcionalidade que permite a emissão, consulta e validação de certidões), mas já não gosto que se dirija a mim como sendo "Ex.mo. Senhor".

bem sei que os contribuintes devem ser todos iguais aos olhos do senhor director-geral, mas parece-me que devia ser na questão de rendimentos, ou seja, todas as pessoas dentro de uma categoria de rendimentos devem ser tratadas de igual forma.
definitivamente, não acho nada simpático saber que na direcção-geral das finanças não se dão ao trabalho de distinguir contribuintes-homens de contribuintes-mulheres, e que acham que uma rita merece ser tratada por "senhor"... é que podiam ter arranjado uma fórmula neutra, por exemplo, tratando só a pessoa por "contribuinte", se não querem pôr o mais comprido (mas abrangente) "exmo.(a.) senhor(a)".

01/11/06

pois que o Google Analytics dá muita informação útil sobre as minhas visitas e acusou que, nesta última semana, estes devaneios tiveram mais visitas vindas da ilha terceira que da minha própria ilha, portanto, cá deixo um grande bem-haja para os terceirenses que têm paciência para aqui vir, e para os restantes também, que estou mãos-largas.

e, já agora, cá fica um elogio ao jornal a união (http://www.auniao.com/), tem muito bom ar, não lhe encontrei zonas restritas e, quando não tenho paciência para ver o noticiário da rtpaçores nem para ler o jornal no café (o que acontece com alguma frequência, confesso), costumo ir dar uma passagem de olhos por lá.

31/10/06

à minha volta anda tudo entusiasmadíssimo com o halloween (assim mesmo, em inglês e tudo), e é coisa que me contraria...
pois, se já temos um carnaval, porque não desenvolver antes a tradição do pão por deus, pôr as crianças a pedir doces de porta em porta (mas a horas normais para as próprias crianças e não à noite) e incentivá-las a criar os poeminhas da praxe (não precisam de ser muito elaborados, qualquer criança sabe fazer rimas pobres, mas divertidas), em vez de absorvermos acriticamente a cultura americana?

entretanto, encontrei que, no brasil, o Pão-por-Deus (tal como foi levado pelos emigrantes açorianos - sim, houve um fluxo migratório destas ilhas para o sul do brasil de grande relevo) teve um desenvolvimento engraçado, passaram a ser os namorados a pedir amor - calculo que a esta altura, também seja tradição a cair em desuso, se houver alguém mais informado, faça favor de se acusar.
não deixa de ser uma ideia engraçada, e desde que haja para dar, acho brilhante pedir, não só guloseimas como amor.

30/10/06

«O romance está morto. A minha mãe também. Homem, 42, herdou todo o dinheiro».

este é o meu anúncio preferido dos citados nesta notícia: Correio sentimental invulgar, e só não respondia porque não indica, realmente, qual o valor da herança... parece-me um detalhe relevante que foi esquecido. por outro lado, a ausência de sogra parece-me uma vantagem que está bem sublinhada. sempre gostava de saber que tipo de respostas mereceu.

29/10/06

sobre o bom atendimento ao público num jornal de s. miguel:

num dos recados que tenho de fazer nesta minha vida, encarregaram-me de arranjar um jornal do ano de 2004.
sabia qual era o dia e mês exacto, pelo que me dirigi alegremente ao dito jornal, entrei na zona de atendimento, onde está uma funcionária que recebe os pagamentos das assinaturas e dos anúncios, bem como os próprios anúncios, desejei boas tardes e esperei, pacatamente, pela minha vez, quando a senhora olhou para mim e me perguntou ao que ia, aconteceu esta sequência de frases:
- boa tarde, eu estava à procura do vosso jornal de dia tal e tal de 2004...
- olhe, nem sei se temos... aliás, só se o tivermos lá para cima no depósito, não sei... e o rapaz acabou de sair.
- então, e se a senhora anotar o dia do jornal de que eu preciso, e depois telefono a saber se conseguiu arranjar um exemplar ou não?
- não ouviu o que eu disse?! é só se tivermos isso no depósito, eu não sei. e o rapaz saiu. não a posso ajudar.
- não me diga que vou ter de ir à biblioteca pública, porque o próprio jornal não tem um exemplar que me disponibilize?
- olhe, na biblioteca é que são capazes de ter isso (e virou-se para o computador e não olhou mais para mim).
- certo... e MUITO OBRIGADA PELA SUA SIMPATIA E DISPONIBILIDADE.

fui à biblioteca pública e arquivo regional de ponta delgada, onde uma funcionária, muito simpática, me descobriu o jornal de que estava à procura, e outro funcionário (também correcto no atendimento) tirou uma fotocópia da página que eu queria. eu paguei 7 cêntimos e desejei muito bom fim-de-semana aos senhores.

é que não faz nenhum sentido a má vontade com que fui atendida no jornal (sendo que não me dei ao trabalho de descrever o tom de voz nem o ar de poucos amigos da senhora, que tenho a certeza que nada fiz para os provocar, e que não me parece nada extraordinário que as pessoas se dirijam lá para pedir jornais antigos), por outro lado, o atendimento na biblioteca pública foi muito bom, além do que, descobri que há lá uma cafetaria com um ar bem simpático, acabei por ter sorte.

27/10/06


outra descoberta que fiz no porto santo: os cães lá não mostram grande respeito pelos sinais de trânsito.

26/10/06


finalmente revelei as fotografias que tirei no porto santo e comprova-se que, no que à paisagem diz respeito, aquela ilha não podia ser mais diferente da minha.
em são miguel, todo o pedacinho de terra é uma boa desculpa para crescer plantinha verde, no porto santo (tirando o campo de golf e um bocadinho da quinta das palmeiras - mini zoo botânico) a paisagem é muito mais árida, no entanto, e honra lhe seja feita, tem uma praia fabulosa - e nem sou mulher de praia, que faria se fosse.
como nunca brindei estas crónicas com as minhas péssimas fotografias, cá fica a minha sombra, contemplando o mar ligeiramente revolto (e, mesmo assim, era o mais límpido que alguma vez apreciei), com demasiado sol e com o melhor bronzeado que alguma vez tive na vida...

25/10/06

isto de entregar o coração nem sempre é fácil...
(a origem está perfeitamente identificada, ali no lado)

24/10/06

Ladrões ajudam a achar tumbas de dentistas dos faraós
cá está um clássico: os ladrões com mais "faro" e meios à sua disposição para chegarem (ou, pelo menos, para tentarem chegar) aos tesouros antes das entidades oficiais.

de acordo com esta notícia, a tumba do dentista-chefe era protegida pela seguinte maldição: "qualquer pessoa que entrar na minha tumba será devorada por um crocodilo e uma cobra".
caros antigos egípcios, bem sei que o senhor em causa era dentista-chefe, e que há que ter respeito pelas hierarquias, mas não bastava a pessoa ser devorada por um só destes animais? ou então, que se especificasse que parte ia ser devorada por qual dos animais (os membros pela cobra, e o tronco pelo crocodilo, por exemplo)?
a não ser que parte da maldição seja a sua própria indefinição, nesse caso, não tenho nada a apontar.

23/10/06

a saga da estagiária não tem fim...

- o senhor vai querer prestar declarações quanto aos factos que eu acabei de lhe ler?
- não senhora, que a minha advogada disse para eu não falar, e eu não quero dizer nada, mas isso tudo que a senhora disse é verdade, mas agora já não é nada importante que eu já me desvorciei, mas eu não quero dizer nada!

e as audiências são públicas, e qualquer um pode assistir a uma sessão destas...
mas a dúvida fica no ar: por que raio é que só me saem duques?!

22/10/06

o que é fantástico em ter 4 amigas que já casaram (ou estão prestes a casar) este ano?
as descrições do curso de preparação para o matrimónio!

além da troca de experiências fantásticas de vida matrimonial, em que, geralmente, as mulheres sacrificam a sua vida profissional pela familiar* e fazem descrições intímas que fariam corar de vergonha muito boa gente (e que - se a senhora ressuscitasse - mandariam a madre teresa de calcutá direitinha para o céu, outra vez), descobri que há uns que duram o dia inteiro e que até incluem lanches com sandes de carne assada.

é alimento para o espírito (e com espírito, muito dele, que é preciso é a pessoa ir com a disposição adequada, ao que me parece) e para o corpo.
de qualquer das maneiras, ainda bem que não estou candidata a frequentar nenhum destes cursos.

*atenção, eu não sou fanática das mulheres trabalhadoras, e tenho o maior dos respeitos pelas mães que se dedicam inteiramente à casa e à família, mas, durante séculos as mulheres andaram a acompanhar os maridos nas suas carreiras, parece-me de elementar justiça que haja situações em que os maridos acompanhem as mulheres, atendendo ao número de mulheres que andam no ensino superior e que têm cada vez mais e melhores oportunidades de trabalho. a partilha não é só das coisas dele, também é das dela, digo eu.

20/10/06

é véspera de fim-de-semana, e tal...
estava-me a apetecer uma coisinha leve...
mas, de repente, dou de caras com esta notícia:
Apreendidas mais de dez mil cópias de livros em Lisboa, Braga e Covilhã

bem sei que "toda a reprodução desta obra [seja ela qual for], seja por fotocópia ou outro qualquer processo, sem prévia autorização escrita do editor, é ilícita e passível de procedimento judicial contra o infractor" (como se pode ler no início de todos os livros publicados pela livraria almedina), mas também sei que, por exemplo, o manual de direito das obrigações que comprei, com as suas 1060 páginas e capa dura, custou-me (ou melhor dizendo, aos meus pais, que depois, gentilmente, mo ofereceram) 59,85€, já há uns anos atrás.
não desmerecendo no senhor professor almeida costa, nem no valor da sua produção intelectual (muito pelo contrário, daqui a devida vénia), e falando neste manual apenas porque estava aqui mesmo na minha secretária, à mão de semear, serve para exemplificar que os livros técnicos são, de facto, muito caros (e não são só os de direito, acho que os de medicina devem bater todos os outros), e quem noticia a apreensão de tanto milhar de cópia de livros, devia apresentar uma outra notícia sobre porque é que as pessoas fotocopiam os livros.

e, já que isto não é só falar mal, porque não arranjar uma espécie de estatuto de mecenato para as editoras que disponibilizassem manuais a preços mais baixos, por exemplo, para os alunos que têm direito a acção social.
é que, não sei se repararam, mas os livros precisam de ser trabalhados, rabiscados, sublinhados, e não se pode fazer isso nos 2 manuais (de cada) que há nas bibliotecas das faculdades e, realmente, muitos destes livros são investimentos de trabalho que duram uns bons anos, mas quando se é estudante (ou quando se é pai de estudante - ou até de mais que um), é investimento que até dói.

e eu que ia fazer uma piada parva a propósito desta notícia: Suicídio é maior entre mulheres com implantes nos seios (mas quem é que se lembra de fazer estes estudos?!). mais uma oportunidade perdida para falar de banalidades...

19/10/06

e hoje, estimado leitor, vamos a umas dicas para o caso (lagarto, lagarto, lagarto) de se ver envolvido num processo crime:

o advogado poderá dar conselho para não prestar declarações (está previsto na constituição e não pode prejudicar o arguido) ou então para, se escolher prestar declarações, contar a verdade (ou, pelo menos, a sua versão da verdade, sendo de sublinhar que é conveniente contar a mesma verdade do princípio ao fim do processo - coerência... essa virtude tão pouco apreciada nos dias de hoje).
isto não quer dizer que, quando o juiz lhe perguntar qual é a sua profissão vá responder "ladrão", ou a variante "ê... ê roube p'ra pagá droga". gera logo uma predisposição esquisita na sua direcção, e cria uma desconcentração generalizada nos intervenientes (além de estranhas caretas quando se tenta controlar os ataques de riso).

18/10/06

mandaram-me, por mail, esta página da dove (que, pelos vistos, não faz só cremes e sabonetes), e da sua campanha para a verdadeira beleza: http://www.campaignforrealbeauty.com/.

o que me faz constatar, a propósito da aparência que:
realmente, a percepção actual da beleza parece-me um bocado distorcida;
e que há cada vez mais pessoas (e não são só aspirantes a modelos) com distúrbios alimentares e problemas graves de auto-estima;
e que, uma coisa é tratar da própria saúde, outra é seguir padrões de beleza adulterados por programas de computador;
e que me irritam solenemente aquelas miúdas escanzeladas que se acham modelos de alguma coisa e que dizem que uma maçã e um iogurte (magro) por dia são suficientes;
tal como me irritam as pessoas que não percebem que há beleza na diferença, e nas pequenas imperfeições com que cada um é brindado;
e, já que estou embalada, aqui deixo manifesto que, pese embora o facto de me custar imenso a perdoar a peúga turca branca com as raquetinhas (nem no ginásio, que já se inventaram peúgas turcas de cor, e sem a raquetinha), desde que as pessoas estejam saudáveis, bem consigo próprias e com a vida, respeitem o pudor público, não se metam nos assuntos alheios, nem falem mal de mim pelas costas, por mim, estão à vontade para terem a aparência que quiserem.

17/10/06

geralmente não tenho muita paciência para aqueles mails em cadeia com músicas calmas e textos sobre como havemos de melhorar as nossas vidinhas/as vidinhas dos outros/o mundo em geral, no entanto, existe muito boa gente que parece que gosta dos ditos e que insiste em mandar.
estava eu a passar rapidamente um desses mails (com um título qualquer do género "ponto zen" ou "vida zen"), eis senão quando... leio:

no trânsito, mantenha-se atento e gentil com os outros motoristas. peça e dê passagem. se ficar muito alterado com a espera, tenha no carro um CD de música tranquila e algumas balas. isto baixa a ansiedade e suaviza a raiva e a impaciência.

pela primeira vez, um textinho de auto-ajuda que é mesmo verdadeiro e útil. está bem visto que umas balas, inseridas no revólver indicado, fazem maravilhas com os espertos que gostam de se instalar no meio das faixas, que desconhecem o uso do pisca, ou que gostam de estacionar mesmo no meio das curvas (especialmente se forem em lomba).
acho que vou reencaminhar.

16/10/06

Professores em greve amanhã
cá está uma notícia que há uns 15 anos me teria dado uma alegria imensa.
neste momento, preocupa-me pelo triste estado em que está o mundo onde o meu irmão mais novo se resolveu meter.
e só me resta a (vã) esperança que daqui por uns anos não se repita, a bem dos meus eventuais sobrinhos e filhos.

13/10/06

Ban Ki-moon garante que ONU vai prometer menos e fazer mais
parece-me uma boa notícia, a onu tem uma grande responsabilidade, é bom que use os meios ao seu dispor para tentar melhorar este mundo.

agora, vamos ao que interessa, sou só eu quem lê o nome do novo secretário-geral e se lembra, automaticamente, de Obi-Wan Kenobi, esse grande jedi?

12/10/06

quando a pessoa reconhece que está seriamente atacada por deformação profissional OU o meu mau feitio não dá tréguas OU o que andam a ensinar aos empregados de mesa deste país?

fui almoçar com mais três amigas e, em chegando à altura da sobremesa, o empregado pôs-se a dizer o que havia: "bolo de chocolate, salada de frutas, pudim de abóbora... e também me podem dar uma dentada no dedo", altura em que esticou o dedo mindinho da mão direita na direcção do centro da mesa.

nesse preciso momento só pensava na multa que, certamente, me seria sentenciada por ofensas à integridade física, se lhe desse uma valente dentada ou, melhor ainda, se tivesse seguido os treinos de tai-chi e tivesse aprendido a partir dedos sem grande esforço, mais na indemnização pela humilhação infligida no posto de trabalho...
o empregado nem sabe a sorte que teve por eu não ter seguido a carreira alternativa de professora de história.

11/10/06

descoberta muito interessante sobre como os britânicos andam a encarar os funerais é esta notícia: James Blunt preferido nos funerais, e os restantes 10 favoritos são estes:

1. "Goodbye My Lover", de James Blunt
2. "Angels", de Robbie Williams
3. "I Have Had The Time Of My Life", de Jennifer Warnes e Bill Medley
4. "Wind Beneath My Wings", de Bette Midler
5. "Pie Jesu", Requiem
6. "Candle In The Wind", de Elton John
7. "With Or Without You", dos U2
8. "Tears In Heaven", de Eric Clapton
9. "Every Breath You Take", dos The Police
10. "Unchained Melody", dos Righteous Brothers.

que será que aconteceu às boas e velhas carpideiras?
aos gritos lancinantes de desespero pela morte do ente querido?
como é que agora as pessoas saem dos funerais a trautear música pop?!
o que virá a seguir? funcionários públicos satisfeitos com as opções do governo?

as perguntas ficam no ar...
eu cá, para o meu funeral, preferia uma musiquinha de elevador... a discografia completa de burt bacharach parece-me bem.

10/10/06

ao ler este título: Cavaco destapa véu da Lisboa excluída dos toxicodependentes e prostitutas (também li o resto do artigo, mas foi logo o título que me chamou a atenção) fiz uma associação mental para o conceito de véu de ignorância, de john rawls (e vou fazer o favor de não me alongar em divagações filosóficas sobre o dito).
e porque é que isto é bom?
passo a explicar:
é uma pequena vitória pessoal, quer dizer que não estou tão senil como isso, e ainda me lembro da matéria de ciência política, dada no 2º ano da faculdade, aulas em que o prof. espada falava aos altos e baixos, porque a porcaria do microfone não funcionava bem, de todos os seus autores do coração (e eram uns poucos de autores... 2 ou 3 dos quais achei deveras interessantes, os restantes, marrei para fazer a cadeira, confesso).

além disso, também pensei que é outro título pouco conseguido... e alvitrei, para com os meus botões, se os jornalistas não estarão a ser obrigados a frequentar acções de formação sobre como tornar os seus títulos verdadeiramente maus.

09/10/06

certos títulos, definitivamente, nunca deviam ser escritos, e cá está um belo exemplo: Cavaco «sem rabos de palha».
ele há imagens que eu preferia que nunca me passassem pela cabeça.
os jornalistas, cada vez mostram menos respeito, não só pelos alvos das notícias, como pelos leitores, é a conclusão a que chego.

08/10/06

abílio era uma pessoa pacata, perto dos 40 anos, cumpria com zelo os seus deveres profissionais, como escriturário numa fábrica de peluches, mantinha sempre uma aparência aprumada e não lhe eram conhecidos devaneios, para além da ida, todas as sextas-feiras à noite, ao bingo, precisamente entre as 9 e as 10 horas da noite, na companhia de cilinha, a filha da sua senhoria que, desde que se apercebeu que para gritar "linha" ou "bingo" não precisava de pronunciar nenhum "r" (letra que, apesar de muita terapia de fala, nunca tinha dito), era a verdadeira aficionada do jogo.

ninguém quis acreditar quando, subitamente, fugiu com vanessa sofia, estudante do 12º ano, de 19 anos, sobrinha do padre da paróquia, e com fundos cuidadosamente desviados da fábrica ao longo de muitos anos, juntamente com a colecta para a troca do telhado da casa paroquial.
cilinha, acima de tudo, nunca lhe perdoou, meses depois, ter-lhe enviado um postal do rio de janeiro, com os "r's" sublinhados e com o seguinte texto: BINGO.

06/10/06

pedacinho de informação inútil para começo de fim-de-semana:

Chá ajuda a reduzir hormônio do estresse, diz estudo

e, já agora, recomenda-se chá da gorreana ou do porto formoso (não que eu garanta que qualquer um deles ajude a reduzir o estresse, mas sempre dá uma ajudinha à economia regional).

05/10/06

neste feriado:

- o céu acordou cinzento
- chuva
- humidade
- o supermercado a abarrotar de gente
- cinzento
- ainda bem que o carro tem faróis de nevoeiro
- mais cinzento ainda
- conversa séria com amiga
- chá
- esperança que amanhã não seja tão cinzento

03/10/06

reencontrei o bloco de notas das minhas férias e, entre algumas constatações sem qualquer importância para a continuação de vida no mundo, consta a comparação que fiz entre s. miguel e a ilha da madeira (que, como é bom de ver, está longe de ser uma verificação profunda):

s. miguel tem vacas, pastos verdes, hortênsias nas beiras das estradas, bolo lêvedo, kima de maracujá, algumas praias de areia bem preta, chicharrinhos fritos e tem, também, muito menos comércio, muito menos túneis e estradas, e muito menos sítios dignos de uma boa saída nocturna.

a madeira tem bananeiras, uma bandeira do psd e outra da região casa-sim-casa-não (sem querer faltar com a verdade, também há bandeiras nacionais, mas estão mais espaçadas), uma sede do psd com um grande sinal em néon em todas as freguesias, além do comércio, dos túneis e estradas, da poncha de maracujá (da tradicional não gostei, apesar da opinião que me foi apresentada que era tal e qual chá com mel), brisas de vários sabores e do bolo do caco.

ilha por ilha, prefiro a minha, mas na madeira passam-se umas belas férias, ah pois passam...

02/10/06

hoje, enquanto esperava pela minha vez na dentista, estava a infeliz a tentar tratar uma criança particularmente difícil que lhe tinha chegado de urgência. o miúdo gritava, dava pontapés e, de repente, a mãe vira-se com esta brilhante ameaça:

"se não te portas bem, vamos embora e, no dia em que me disseres que tens dores de dentes, vais dormir com os cães!"

e teve de repetir duas vezes até que o rapaz parasse quieto.

por mais que eu faça por exercitar a minha imaginação, o país real consegue sempre superar-me... no entanto, dormir com os cães parece-me pouco eficaz para o tratamento dentário, eu acharia mais adequado ameaçar mandá-lo a um serralheiro, e dizer que ele nunca arranjaria uma namorada gira se não tivesse os dentes em condições.

01/10/06

neste início de outono, a natureza à minha volta ganhou uma nova clareza:
o formato das árvores está particularmente nítido contra o horizonte,
as manchinhas das vacas estão notavelmente perceptíveis,
as flores na beira das estradas ganharam uma nova tonalidade...

tudo isto porque fui ao oftalmologista e estou com a nova (e reforçada) graduação para a minha miopia.

29/09/06

de acordo com a bbc brasil, Livro editado nos EUA analisa 'plágios' de Machado de Assis.

por falar em coisas, é de elogiar a academia brasileira de letras que, nesta página http://www.machadodeassis.org.br/, tem toda a informação sobre este belíssimo autor, incluindo a sua obra digitalizada que, plagiada ou não, é uma delícia (porque é que não encontro páginas destas com autores e obras portuguesas?).
e, como eu gosto, cá vai o princípio das "memórias póstumas de brás cubas":

Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas

Ao leitor
Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará, é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinqüenta, nem vinte, e quando muito, dez.. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.Mas eu ainda espero angariar as simpatias da opinião, e o primeiro remédio é fugir a um prólogo explícito e longo. O melhor prólogo é o que contém menos coisas, ou o que as diz de um jeito obscuro e truncado. Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias, trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente extenso, aliás desnecessário ao entendimento da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.
Brás Cubas

28/09/06

Um homem armado sequestrou, esta quarta-feira, duas alunas de um liceu em Bailey, no Colorado, matando uma delas com gravidade, antes de se suicidar

não desmerecendo no drama das pessoas (certamente terrível), é péssimo quando as pessoas são mortas com gravidade...
não que me pareça muito pior do que ser simplesmente morto, mas deve ser muito desagradável e de se evitar.
disto tudo, sobra-me uma dúvida existencial: o que é que aconteceu aos revisores de texto?

27/09/06

conclusão a que cheguei a falar ao telefone com o amigo zé:

do pior na vida é ter de dar apertos de mão àquelas pessoas cuja mão mais parece um polvo morto.
conclusão a que cheguei a falar ao telefone com o amigo zé:

do pior na vida é ter de dar apertos de mão àquelas pessoas cuja mão mais parece um polvo morto.

26/09/06

mais uma notícia extraordinária: Saiba o que o seu filho não pode vestir

aparentemente: "até aos 17 anos, é proibida, segundo a directiva aplicada pela UE, a utilização de cordões fixos e deslizantes nas costas das peças de roupa. Está também definida a limitação do comprimento dos cordões fixos e deslizantes, de acordo com a sua localização na peça.
Está proibido todo o tipo de cordões (funcionais ou decorativos) na zona no pescoço e carapuço, para vestuário destinado a crianças com menos de 7 anos, tal como cordões elásticos (funcionais ou decorativos) na zona no pescoço e carapuço, para vestuário destinado a crianças com mais de 7 anos."


não vou discutir a medida (embora me pareça excessivo alargá-la até aos 17 anos, altura em que os adolescentes já sabem lindamente como podem provocar lesões em si e no próximo de outras maneiras que não pelo recurso à blusinha da moda...), vou antes lembrar, com saudade, o lindo blusão kispo azul clarinho que usei no princípio da minha primária, que tinha um capuchinho com cordão que fazia toda a diferença.

25/09/06


sobre a minha fantástica falta de pontaria:

no porto, apanhei greve de autocarros, e em lisboa apanhei greve de metro...







que faria se não essa não tivesse sido a semana europeia da mobilidade (de 16 a 22 de setembro) e se os telejornais não tivessem passado bonitas reportagens sobre a vantagem dos transportes públicos?...

24/09/06

acabando as férias em grande, no aeroporto da portela:

um senhor (com um ar bem português, embora pouco saudável) velhote estava numa cadeira de rodas, com a família, para passar no controlo do raio-x do aeroporto, eis senão quando... aproxima-se uma eficiente senhora da securitas e lhe pergunta bruscamente: "então, não se pode levantar?".

c'um caneco! onde está um milagreiro quando é preciso? ou mesmo uma milagreira, que os tempos não estão para discriminações?
só porque o senhor está numa cadeira de rodas, e rodeado por netos, não é motivo para não concluirmos que se trata de um perigoso terrorista em trânsito, directamente de ponte de sor, para dakar! estas pessoas da securitas estão treinadas para não se deixarem enganar pelos ardilosos terroristas que por cá passam.

enfim, pois que o senhor não se levantou, e eu tive de avançar, porque havia mais gente na fila.
tive pena de não saber como a pressurosa senhora da securitas resolveu o problema da inspecção da cadeira de rodas e fiquei a torcer para aquele perigoso terrorista não ter lugar reservado no mesmo voo da sata que eu.

16/09/06

mesmo a meio das minhas férias, pois que estou instalada num muro do largo do pelourinho, na cidade vila baleira (que, no fundo, é só a vila do porto santo), a usufruir da rede wireless aqui instalada.

à minha volta tenho uns jovenzitos muito entusiasmados com os seus resultados da entrada para a faculdade. entre telemóveis e internet, é uma animação (na altura da minha entrada não foi nada assim, tenho uma valente dor de cotovelo).

as sombras das palmeiras dificultam-me um bocado este simples relato, portanto, acho que vou antes trabalhar mais um pedacinho para o meu bronze (o primeiro tom mais douradinho em anos, que me deixa muito satisfeita).

07/09/06

a partir de sábado, vou passear por aqui:
e depois vou à ilha do lado:


e depois vou meter o nariz aqui:



e, finalmente, hei-de ir, mais uma vez, tentar descortinar este tríptico:

entre outras actividades turísticas que incluem compras de recordações e estar com amigos de quem tenho imensas saudades.

por não estar a contar cruzar-me com muitos computadores ligados à grande rede mundial nestas próximas 2 semanas, peço, desde já, penhoradas desculpas, e deixo um sentido:

até ao meu regresso.

06/09/06

porque acho que nunca tinha falado de religião:

num arquipélago onde há tantos fenómenos naturais a por em causa a integridade física da população, sempre julguei que houvesse mais vocações religiosas, mas parece que Seminário nos Açores abre dia 18 com quatro novos alunos, média dos últimos anos.

a parte da notícia que mais me surpreendeu ainda foi o valor que os seminaristas têm de pagar por ano: 1000 €.
confesso que nunca tinha pensado no custo de um curso de formação sacerdotal básica, aliás, até há bem pouco tempo, apenas me preocupei com o valor das propinas (e foi em faculdade pública, para sair mais em conta), mas se este valor inclui matrícula, alojamento e alimentação, não me parece muito exagerado.
mas como não aceitam meninas, é questão que nunca se colocaria.
isso, e o facto de mamãe se lamentar que pôs no mundo uns filhos que são uns hereges (e eu estou incluída no lote...).

05/09/06

para quem julga que eu exagero nas descrições dos azares/situações improváveis que me acontecem no estágio:

qual será a probabilidade de eu estar de escala das 3 vezes (algures em março, junho e setembro tudo deste ano) em que o mesmo arguido tem de comparecer em diligências judiciais, necessitando da presença de defensor?!
é que há uns que são profissionais dos processos pendentes (profissionais do crime, portanto), mas este foi só responder 3 vezes, em 3 processos diferentes (é profissional da cofragem, embora me pareça estar a querer diversificar para a carreira do crime).

é uma pontaria que, lamentavelmente, não me dá para acertar nos números da lotaria...

04/09/06

de acordo com a Wikipédia, são eventos importantes de 4 de setembro os seguintes:

1842 - Casamento de Pedro II do Brasil com a princesa Teresa Cristina Maria de Bourbon
1865 - Inicio do governo de Joaquim António de Aguiar como Primeiro-Ministro de Portugal
1871 - É proclamada a República Francesa
1882 - Thomas Edison acende pela primeira vez, na central de eletricidade a iluminação elétrica comercial.
1911 - Inicio do governo de João Pinheiro Chagas como Primeiro-ministro de Portugal
1947 - Burkina Faso, país africano, é recriado com nome de Alto Volta.

1972 - Mark Spitz, nadador, tem o recorde de sete medalhas de ouro ganhas nas Olimpíadas de Munique
1976 - George W. Bush detido e multado por conduzir sob influênca de álcool


além disso, lá em casa, celebra-se o aniversário da revisora oficial deste blog - embora, por vezes, com um certo afastamento temporal entre a publicação do post e a constatação do erro, mas estamos a tentar melhorar a comunicação: mamãe.

(cada qual dá importância ao que lhe toca mais perto, é o que é.)

03/09/06

constatação de fim-de-semana, enquanto escolhia os adereços a usar no 3º (!) casamento deste verão:

calhou-me como brinde, no chocapic, um coração de borracha.

nesta sociedade de consumo, era divertido se a solução para os nossos problemas estivesse no fundo de uma caixa de cereais... mas os cereais não trazem como brinde coisas verdadeiramente úteis, como um coração que pudéssemos realmente usar, quando o nosso é partido em mil pedacinhos graças às brutalidades que nos rodeiam.

e ocorre-me a seguinte sequência dramática: depois de os brindes passarem a ser coisas úteis, os livros de auto-ajuda começavam a resultar, passávamos todos a andar na rua com o arzinho de paulo coelho, e era o fim da sociedade ocidental, tal como a conhecemos.
pensando bem, é preferível que os brindes dos cereais continuem a ser peças inúteis que só não vão para o lixo com o caixote, porque parece que não são recicláveis como o cartão.

31/08/06

Venda falhada por um euro provoca fecho de O Independente

bem sei que, desde há um bom par de anos a esta parte, não compro o independente mas, mesmo assim, é um fim inglório para o jornal que foi uma grande referência do fim da minha adolescência.
desde as turras com o governo cavaco, às crónicas na vida3, lia com vontade o jornal inteiro... pronto, também ainda não havia as 6 salas de cinema que agora existem em ponta delgada (e os filmes que chegavam anos depois de terem sido lançados em cassete); nem as 4 livrarias razoáveis que agora há; nem a internet de consumo generalizado; nem sequer os 4 canais nacionais, era a rtpaçores, e era para amigos... mas isso agora não interessa, o jornal era mesmo bom.

fica aqui lavrado o meu pesar por este fecho.

ADENDA: é claro que, se o jornal continuar em funcionamento, vou continuar a achar que decaiu bastante, que precisa de uma grande revisão, e vou continuar sem o comprar.

30/08/06

a uma semana e meia das tão ansiadas e merecidas férias, a questão existencial que se impõe:
- que livro (que seja ao mesmo tempo leve em peso, mas com conteúdo interessante) levar?

logo seguido daquela outra questão existencial que me atormenta desde há uns anos a esta parte:
- porque é que as editoras portuguesas não têm um catálogo decente de clássicos em edição de bolso?
o que me leva reduzir-me à minha insignificância e a preferir os clássicos da penguin (apesar de dar um bocadinho mais de trabalho ler em inglês).

por falar em coisas... tenho o moby dick guardado para uma emergência destas, se tudo o resto falhar, é o que vai para a madeira, e depois para o porto santo, e depois para lisboa e para o porto... se acabar de ser lido entretanto, tenho esperança de alcançar uma fnac e repor o meu stock de emergências.

29/08/06









cá está um exemplo do abutre - humor negro para os seus dias cinzentos, de pedro.
está um bocadinho de banda, mas há tantos abutrinhos por aí...

28/08/06

Vacas mugem com sotaque regional, diz estudioso

ora cá está, acredito que sim. é muito lógico que, atendendo ao isolamento geográfico e à influência do falar dos tratadores, as vacas desta ilha tenham todas um "müüüüü" especialzinho só delas.
lamento que a universidade dos açores pareça estar sem disponibilidade para fazer interessantes estudos como este.

25/08/06

- eu conheço uma senhora que fez o exame de condução 25 vezes, e nunca desistiu, até que conseguiu.
- e eu, em 25 anos sem carta, nunca tinha sido apanhado...

eu cá, garanto que não inventei esta conversa, e aceito apostas sobre qual dos 2 será o maior perigo na estrada.

24/08/06

- já viste o que era a tecnologia ser responsável por um desamor?
- é a mesma tecnologia que é capaz de ser responsável por um amor... quem pode o mais, pode o menos.

cá está, a simples conclusão a que eu e a verinha - grande conselheira em atribulações jurídicas, e não só - chegámos hoje, no messenger (num curto intervalo para descansar dos prementes assuntos jurídicos que nos atribulam os dias, obviamente), a propósito do bom, ou mau, funcionamento do dito messenger.
e a propósito das estranhezas dos amores nestes tempos que correm.

depois voltamos aos respectivos trabalhos, ela em lisboa e eu em ponta delgada, que somos moças responsáveis.

23/08/06

visão simplista de um assunto sério:

os municípios são simpáticas divisões territoriais, que são geridos pelas câmaras municipais, encabeçadas pelos/as senhores/as presidentes.
estes senhores e senhoras chegam ao posto público através do voto da respectiva população, depois de animadas campanhas eleitorais, durante as quais se oferecem bonés, promessas, canetas, insultos e, por vezes, ferros de engomar e sacos de cimento - não forçosamente por esta ordem, e variando os mitos das ofertas consoante a zona do país.

parece-me que, geralmente (e eu não fujo a esta generalização), a população votante não vai cegamente por um ou outro partido, vota no candidato que apresenta melhores ideias para resolver os seus problemas imediatos: os buracos na rua, o saneamento básico, o arranjo dos jardins, coisas básicas que afectam a vida quotidiana, enfim, procura-se um bom gestor dos problemas correntes do município (pelo menos, gosto de pensar assim).

posto isto, se fosse residente em setúbal, sentir-me-ia bastante chateada com esta afirmação do presidente da câmara: «Abandono a autarquia a pedido do PCP».
porque já me basta os presidentes da câmara que fazem falcatruas e os que nada fazem, agora os partidos a mexerem nos presidentes, já é exagerar no negro de uma situação tradicionalmente negra...

22/08/06

lendo as notícias disponíveis na internet, descubro que: Bin Laden adorava Whitney Houston

e agora, a piada fácil: estando esta notícia próxima da verdade, de repente, houve tanto que ficou explicado.

21/08/06

- então, você percebeu o que o juiz lhe disse? que foi absolvido?
- .........
- pode-se ir embora, não se considerou provado que tivesse cometido um crime.
- .........
- pá! que sorte! (diz o outro, que sabe bem o que quer dizer "pagar pena de multa" e "inibição de conduzir durante 6 meses")

17/08/06

tudo anda nas ruas de ponta delgada, até um tamagotchi vi ao pescoço de uma rapariga que devia ter uns 15 anos.
eu julgava que era coisa que já tinha entrado em extinção, mas ainda andam por aí.

16/08/06

há uns cientistas que estão a querer actualizar o sistema solar, o que andava a ser ensinado desde há uns anos parece que está um bocadinho ultrapassado.
ah pois é... diz até que
Novo sistema solar pode revolucionar astronomia, e que querem acrescentar uns planetas novos ao sistema solar, e tudo.

esta notícia traz-me uma certa esperança: será desta que vamos descobrir a verdadeira origem dos extra-terrestres que andam aí à volta, a tentarem passar despercebidos?

14/08/06

há situações em que qualquer pessoa se altera, e mostra um lado de si completamente inesperado, bem sei, e hoje aconteceu-me mais uma dessas situações fantásticas.
fui ao hospital fazer uma visita, lá ia eu - em passo estugado por que a hora da visita é curtinha e as pessoas têm de se revezar, e tal - e, de repente, fui empurrada por uma freira, na sua corrida desenfreada ao longo do corredor, sendo que era impossível ela não me tivesse visto, eu dava duas da senhora.

não é que eu não sinta uma certa simpatia por freiras, que até sinto, mas já é a segunda vez que tal me acontece (o que é imenso, tendo em conta que s. miguel, apesar de ter uns conventos, não é roma, onde há religiosos de vários hábitos e feitios em cada esquina), e da primeira vez foi um pedaço mais doloroso: no aeroporto, uma freira manobrou o carrinho certo na direcção da minha perna.
que aconteceu aos bonitos princípios da calma, de sermos todos irmãos, de a força bruta não nos trazer vantagens? não me dizem?

13/08/06


este fim-de-semana tive de apanhar uns amores-perfeitos (com muito cuidado, e só os estritamente necessários, porque as plantas estão bem melhor na terra do que em jarras).

a dúvida que me ficou foi, terá a flor (ou quem a baptizou) ido buscar este nome ao mito ou à realidade?

10/08/06

pequenas alegrias na vida desta estagiária:
rejubilei quando entrei para a sala de audiências e vi os restantes intervenientes à paisana... só me restou deixar a minha toga toda amarrotada nas costas da cadeira.

(e para os amigos mais lembrados: continua escrito "abaixo os advogados" na parede ao lado da porta da sala de audiências.)

outra grande alegria:
Obikwelu de Ouro
a devida vénia ao grande atleta!

09/08/06



cá fica esta grande verdade, em versão haikai brasileiro e ilustrado (que descobri aqui: http://www.custodio.net/, entre muitas outras coisas engraçadas)

08/08/06

coisas que me contrariam:
a dificuldade em estar calada quando se deve falar, e em falar quando se deve estar calada (no meu caso, é mais esta segunda).
bem sei que esta dificuldade é um clássico da natureza humana, ou pelo menos das naturezas que têm o mau hábito de só se aperceberem das tontices depois de elas já fazerem parte do domínio público, mas constatar que caí, mais uma vez, na mesma asneira, não deixa de me estragar parte do dia...

já coisas que me animam, são estas boas notícias:
Campeonato da Europa: Nélson Évora é sexto na final do salto em comprimento
Europeus de Gotemburgo: João Vieira conquista bronze
Campeonatos da Europa: Francis Obikwelu medalha de ouro

e amanhã, há mais...

07/08/06

mais um lote de notícias que não têm nada a ver:
parece que Fidel Castro assumirá funções “dentro de uma semana”, portanto, ou o senhor não estava tão malzinho como isso, ou é mais uma acção de propaganda pelos milagres operados pela medicina cubana.

entretanto, na ilha terceira, a PJ deteve homem com mais de 50 mil doses de haxixe. fico satisfeita por constatar que, apesar desta apreensão, as festas da praia da vitória avançam com grande sucesso, como atesta este título: Felicidade depois do mito (embora seja obrigada a admitir que, muito provavelmente, as duas notícias não tenham qualquer tipo de relação entre si, mas tinha graça se tivessem).

e, apesar de, na notícia, não se fazer referência a apreensões de droga, diz que Em bar chinês, clientes pagam para bater nos garçons. aposto que, num sítio onde as pessoas vão ou para agredir ou para serem agredidas, também deve ter umas tantas substâncias ilegais a circular, mas admito que seja só preconceito meu, nesse caso, peço desculpa aos chineses que acham normal ir num instante bater num estranho, só para aliviar as frustações que têm em relação ao patrão...

por último, lamento não conseguir uma balda amanhã à tarde, para estar em frente à televisão a torcer por estes 2 senhores: Francis Obikwelu qualifica-se para as meias-finais dos 100 metros e
Nelson Évora apurado para a final do salto em comprimento. vou ter de encarregar um certo irmão de me passar relatório.

06/08/06

de bom grado passo o serão de sábado (das 10 à meia noite, para ser mais precisa) a ajudar amigos a montarem uma tenda de campismo, quase às escuras, com instruções em inglês e com algum frio (que o sereno da noite no vale das furnas, afinal, é um griso que não se pode)...
de bom grado conduzo a toyota hilux do pai de um deles, por que fomos parados numa operação stop, e o primeiro que conduzia a dita se tinha esquecido dos documentos no parque de campismo...

o que já me contraria é que, na tenda ao lado do espaço onde estavam os meus amigos, as encantadoras criancinhas sabiam de cor TODAS as músicas da floribela, e os pais achavam graça, incentivavam e faziam coro.

deu-me cá uma saudade da ana faria e do seu brilhante "brincando aos clássicos".

02/08/06

tenho uma nova causa:
para quando uma acção de defesa de direitos dos macacos na índia?
sim, porque não me parece muito justo quando o
Metrô indiano "contrata" macaco como segurança, e na notícia não se faz referência a grandes vantagens para o macaco (além de aterrorizar os restantes macaquinhos e, até, utentes do dito metro), apenas referem o dinheiro pago ao dono do bicho.

por algum motivo estranho esta notícia faz-me lembrar uma cena no jardim zoológico de lisboa, em que um orangotango, depois de ter sido insultado por um homem extremamente embriagado (por que estava um homem naquelas condições a passear à tarde no jardim zoológico é, para mim, um autêntico mistério), mas mesmo muito insultado, se a memória não me falha, até vociferou "bochechas" e "soares"...
como ia dizendo, o dito orangotango, depois deste disparate todo, e sempre mantendo a calma e a compostura, olhou para o chão, pegou com cuidado num bocado do próprio excremento e atirou certeiro ao senhor.
como brinde, teve ainda direito a três crianças e um pai a rirem a bandeiras depregadas, e uma mãe, também ela muito composta, a tentar não rir e controlar as crianças.
(é claro que, nesta parte final do relato, existem versões divergentes sobre quem terá rido mais, ou quem terá ficado assustado com a cena, ou quem terá mantido a compostura, mas estou a fazer uso da minha liberdade criativa)

só espero que o macaco segurança também não tenha estas tendências...
pelos jornais deste país descubro que, no continente:
Quatro assaltantes limparam ourivesaria em dois minutos. só é de lamentar que não se dediquem à limpeza de casas, rápidos como são, podiam fazer bom dinheiro de uma maneira legal...

na madeira:
Alberto João Jardim diz que proibiu divulgação da lista de devedores ao Fisco na Região. eu até acho boa ideia proteger a privacidade das pessoas e cobrar o dinheiro pelos meios legais, o que estranho é que isto seja uma declaração feita na inauguração de uma zona balnear. mas não se pode ter tudo, o que é que aconteceria se eu, não só concordasse com o presidente do arquipélago do lado, como também com o modo como ele escolhe agir? seria muito estranho... é melhor concordar só com uma coisa de cada vez.

e nos açores, hoje ponho a ilha do pico em destaque:
por um lado, Açores confirmam caso de vaca com BSE na ilha do Pico, o que não é nada boa ideia, resta-me confiar que seja um caso isolado; por outro lado, parece que há Celebridades de férias no Pico, o título é um bocadinho enganador, já que a notícia só fala em antónio guterres e manuel alegre, mas enfim... daqui os meus cumprimentos aos restantes anónimos que escolhem o pico para veranear.

01/08/06

e não é que, mais uma vez, estou numa alegre minoria?
passo a explicar: parece que a Maioria das crianças nunca foi ao oftalmologista, e eu uso óculos desde os meus longínquos 3 anos...

por falar em coisas, ando a ver se me marcam consulta para o dito há um mês, e estou cá com uma sensação que vão ter pontaria para os meus tão ansiados dias de férias, que, se os planos correrem bem, serão passados algures no resto do mundo.