28/02/06

estou por aqui, à espera que recomece a série perdidos, a passar de um canal para o outro... eis senão quando me veio à lembrança uma coisa deliciosa do tempo em que só havia o canal 1 e o 2 (e eu era mais uma criança que tinha de usar bibe amarelo para ir para o colégio - motivo pelo qual passei anos sem ter uma única peça de roupa amarela): quem se lembra daquele fantástico serviço de utilidade pública que era piscar 1 estrelinha (ou 2, consoante o canal) a avisar que estava a começar um programa no outro canal?

e a televisão passava anúncios das canetas bic (continuam a ser as minhas preferidas; perdi de vista foi as bic laranja - escrita normal), do boca-doce (é bom, é bom é...); e clássicos da animação infanto-juvenil como o "topo gigio" (era tão lindo quando olhava envergonhadito para o pé), "os amigos do gaspar" (música do sérgio godinho, salvo erro), o "dartacão" (era uma vez os 3, os famosos moscãoteiros...), e o "duarte e companhia" (tinha uma velha fantástica, que tinha um tijolo dentro da mala e não hesitava em bater fosse lá em quem fosse).

ainda não havia os "morangos com açucar", nem telemóveis...
parece que foi há 39 mil anos.
a pessoa distrai-se do passar do tempo, é o que é.

27/02/06

nunca fui grande apreciadora dos festejos carnavalescos, mas, este ano, tive uma desilusão enorme: o presidente do arquipélago do lado não desfilou com o seu tambor e camisa de lantejoulas.

os mitos desfazem-se aos poucos...

26/02/06

"se não houvesse esse dia magnífico, eu não podia estar aqui, a dizer disparates na televisão do estado", diz o malato a propósito do 25 de abril.

não há bela sem senão, é o que é...

24/02/06

informação de utilidade pública:

Chave do Euromilhões
Sorteio ditou os números 01, 11, 18, 19, 47 e as estrelas 03 e 07

gosto sempre de saber os resultados finais do jogo, mesmo quando não me lembro de apostar (o que acontece a esmagadora maioria das semanas do ano).

23/02/06

li um livro em que a personagem (empregada numa grande empresa em tóquio, cujas instalações eram num arranha-céus), no meio das suas desventuras com a cultura empresarial nipónica, inventa um jogo chamado defenestração: punha-se à janela, e imaginava as diversas sensações que sentiria numa queda até ao chão - não o esborrachamento final, apenas a sensação de queda livre.


22/02/06

e para variar um dia sem constatações...
a vida em piloto automático: funções vitais garantidas e algum cuidado a evitar embates violentos.

21/02/06

mais um dia, mais uma constatação:

uso óculos há uns bons 26 anos e, para celebrar o 1/4 de século de armações no nariz (como qualquer artista importante que se preze), mudei do astigmatismo para a miopia.
só para variar um bocadinho.

20/02/06

constatação do dia:
não é para me gabar, mas...
  • desastrada como eu sou,
  • com a (falta de) sorte tão própria que me caracteriza,
  • e, por último, considerando que, a maior parte do tempo, me parece que a minha vida não passa de um filme de animação (de um mau realizador, ainda por cima)...
acho que conseguia, sem grande dificuldade, um papel (pelo menos como figurante) no fantástico: "a noiva fantasma".


18/02/06

e o que se faz depois de se andar a pé 12 km, entre a lagoa das furnas e a ribeira quente, por caminhos pedestres?

toma-se um duche, veste-se uma roupinha gira, e vai-se assistir a uma representação de romeu e julieta.

17/02/06

francisco jogava, todas as semanas, no totoloto e no euromilhões, mas era tão azarado que era raro, sequer, ganhar um prémio que lhe permitisse pagar a aposta.

por seu lado, ana já ficava satisfeita se conseguisse convencer o marido a combater a sua tendência para repetir "entretanto" em todas as frases que dizia.

combinaram reservar o fim-de-semana para irem levar a mãe de ana de volta à trofa. já tinha prolongado demasiado a sua estadia em lisboa, precisava de voltar a casa porque se aproximava a data em que tinha de apresentar o seu parecer sobre as candidaturas apresentadas aos jogos florais da escola secundária. este ano, o tema era "a idade da beleza" - ideia sua. estava confiante na qualidade dos trabalhos apresentados.

16/02/06

tenho andada distraída dos meus amigos imaginários: o joão - mais o perdiz e a julinha - , o francisco e a ana - e respectivas mães, sendo que já matei o baixote -, e alexis - a rapariga que foi de paris-texas, para paris-frança... portanto, cá vai um acrescento:

joão não gostava de frases feitas. ou, pelo menos, não gostava que se usassem certas frases de uma maneira repetitiva e comum, de modo a tirar-lhes o sentido e a desaproveitar-se a ideia que lhe deu origem.

por isso, volta e meia, quando tinha umas folgas maiores, aproveitava para ir comprar caramelos a badajoz. mesmo depois de ter aberto o el corte inglès em lisboa. dizia que não era a mesma coisa e, além disso, apreciava a viagem.
também tinha a secreta esperança de fazer o grande achado da sua vida perto da fronteira.
o problema, é que não fazia ideia sobre qual seria esse achado.
procurando prever todas as possibilidades, fazia a viagem sempre com muita atenção.

15/02/06

ora, se por um lado:
Cartoons de Maomé: Sócrates pede moderação Primeiro-ministro lembra que as Forças Armadas estão envolvidas em missões de paz em países islâmicos

por outro lado:
Governo protesta com embaixador do Irão Diplomata iraniano pôs em causa, em entrevista, a dimensão do número de vítimas do Holocausto

e ainda, se por um lado:
Gripe das Aves avança pela Europa

por outro:
Gripe das aves: "Não há razões para pânico" UE afirma que está a tomar todas as medidas necessárias

posto isto, fico sem saber se os jornalistas estão loucos (e um especial agradecimento ao jornal de notícias e à visão, onde fui buscar estes títulos), ou se é mesmo o país que está todo louco (e o resto do mundo também, que estas coisas da loucura não acontecem só em portugal)...
quer-me parecer é que qualquer piada que tentasse fazer com estes títulos seria estragá-los, só por si, são brilhantes.

14/02/06

constatação do dia:
estes dias de festividades generalizadas, em que todos os restaurantes estão cheios, e em que as floristas e lojas de relógios batem records de vendas, são os melhores para se ir ao ginásio.
nos restantes dias do ano, em que os restaurantes e as lojas de compras de última hora não estão cheios, e em que o ginásio não está tão vazio, a pessoa pode ir alternando as várias actividades.

12/02/06



como a pessoa não pode ir a lisboa, num pulinho, só para ver/ouvir os moços a cantar ao vivo... resta-me a compensação de ouvir o cd.

10/02/06

a pessoa chega cansada a casa, olha para a televisão, assim pelo cantinho do olho, vê uma imagem da assembleia de todos nós, e pensa:
"olá!... além da mítica heloísa apolónia, será que o partido ecologista - os verdes tem mais algum deputado?"

já sabendo que não ia conseguir dormir descansada, depois desta nova crise existencial, fui à página da dita assembleia, e descobri que, afinal, o Francisco Miguel Baudoin Madeira Lopes (ilustre colega advogado estagiário, ao que consta) também é deputado pelo pev, eleito por lisboa, e apresenta uma simpática fotografia, com óculinhos redondos e cabelo apanhado em rabo de cavalo.

posto isto, não só fiquei mais descansada por saber que o pev conseguiu 2 deputados, como descobri que parece que chegar a deputado, via pev, é mais uma saída profissional para quem tira direito.

09/02/06

se um desconhecido lhe oferecer flores, por favor, não faça queixa dele por assédio na polícia.
com a sorte com que ando, era mais uma extraordinária defesa oficiosa para me calhar na sina.

... e é só o que se me oferece dizer depois de um dia de corridas no meio da rua (literalmente).

08/02/06

cá vai o título, e o esboço, do meu primeiro romance (que futuramente será, adaptado - por mim própria - como guião de cinema, para ser produzido na índia, com muita cantoria e dança pelo meio):
Ladrão do cachecol ataca sempre ao fim da tarde

um charmoso jovem da classe alta (embora muito estouvado e com pouca noção da realidade da vida) será forçado, pela mãe (viúva, cruel, e demasiado condicionada pelas convenções sociais vigentes), a sair de casa por se ter apaixonado pela filha da copeira e do jardineiro (simpática e bonita moçoila, a estudar, com grandes sacrifícios para toda a família, para se tornar educadora de infância).
a partir desse momento (e porque a mãe, na sua perfídia vingança, conseguiu manipular todos os seus contactos de modo a que o nosso herói não conseguisse uma colocação vantajosa e desadequada à sua ausência de habilitações literárias), o nosso herói tem de lançar mão a todos os expedientes à mão de semear, com o objectivo de comprar um simpático duplex na zona chique da cidade, para onde se irá mudar no dia do casamento com a sua amada (coincidentemente, o dia da conclusão do seu curso de educadora de infância).
não é de estranhar, portanto, que esporadicamente, quando ia a pé (para poupar na gasolina do seu peugeot 206 descapotável, que o avô lhe tinha oferecido aquando o seu 18º aniversário) do clube de ténis, onde dava as aulas privadas a senhoras de sociedade, até a casa da "secretária/preferida" do avô (que tinha sido despojada de todos os bens que tinha conseguido amealhar no decurso da sua relação com o dito avô, após uma partilha judicial particularmente disputada pelos vários herdeiros), sua mais fiel amiga que lhe preparava, carinhosamente, uma sopita, torradas e chá para o jantar...
como ia dizendo, não é de estranhar que neste percurso, quando ele ia agasalhadito por um simpático cachecol de caxemira azul marinho, assaltasse (educadamente) a loja da bomba de gasolina, para arranjar, mais rapidamente, uns trocos para os alfinetes da sua amada (ou, até, para pagar as fotocópias necessárias para o curso).

ainda é um esboço muito incipiente (embora, modestamente, o considere assaz prometedor), quem quiser uma versão diferente, sempre pode clicar na ligação para o jornal de notícias, e descobrir o que se anda a passar em gaia.

07/02/06

exemplo das pequenas coisas que, às vezes, animam o dia:

a pessoa repara, de repente e contrariada, que tem de ir pagar a conta de telefone ao multibanco, apesar disso, não só consegue acertar num intervalo da chuva (que insiste em cair desde sábado), como, quando chega a casa, o chá que estava na chávena ainda estava quente.

06/02/06

desiludidas com as tristes opções dos homens (e mulheres) deste mundo, e com o modo como se criam mais conflitos (em vez de se resolver - com jeitinho - os problemas que já existem), todas as fadinhas do mundo resolveram reunir-se, em convenção, na zona da antiga atlântida (actuais ilhas dos açores, para aqueles mais distraídos) e chorar muito, numa tentativa de chamar a atenção dos humanos.

é uma das explicações lógicas para a chuva que cai copiosamente desde sábado.

05/02/06

estava a preparar um trabalho que me encomendaram e cheguei à página da rádio lumena (de s. jorge).
esta é a lista com os 5 temas mais pedidos:

1. Bob Sinclair - Love Generation
2. Gutto - 1 Dia de Cada Vez
3. Ménito Ramos - A Noite Grita por Mim
4. Gentleman - Intoxication
5. Usher & Alicia Keys - My Boo
apercebo-me que ando demasiado ocupada ,e desligada do mundo que me rodeia além-ilha, quando preciso de fazer buscas na internet para descobrir quem é o gutto (membro dos black company e escorpião), o ménito ramos (nasceu no luxemburgo e faz músicas que passam nas novelas da tvi) e o gentleman (neste último caso, não percebo se cheguei ao próprio que passa nas ondas hertzianas do grupo central, mas encontrei um canadiano que não canta nada mal).
ou isso, ou a rádio lumena tem uma playlist completamente independente das restantes rádios - o que só lhes fica bem.
(e foi a primeira vez que escrevi "ondas hertzianas" por aqui, uma das minhas expressões preferidas... para fechar bem o fim-de-semana)