
como a pessoa não pode ir a lisboa, num pulinho, só para ver/ouvir os moços a cantar ao vivo... resta-me a compensação de ouvir o cd.
o mundo é redondo e nunca acaba. 80 dias não são suficientes para o contornar, em menos de um fósforo já nos deu ele a volta.

cá vai o percurso de hoje:
saí de ponta delgada, abiquei para a ribeira grande depois fui pela estrada da costa norte até à vila do nordeste e, no regresso, resolvi vir antes pela estrada do sul (passando pela povoação, furnas, vila franca do campo e lagoa).
quando sai eram 10.30 da manhã, só voltei a ponta delgada já eram 16.30.
se não fosse inverno, não escurecesse mais cedo e se eu não estivesse cheia de trabalho em ponta delgada, ainda tinha aproveitado para ir dar uma volta até aos mosteiros.
pensando bem, nunca corri a ilha toda num dia só, e hoje faltou-me só um bocadinho...

se calhar, o último título está um bocadinho comprido demais... mas qualquer uma destas propostas, certamente, faria boa figura em qualquer um dos jornais de grande distribuição neste país.

no fim, ainda fiquei com a sensação de estar cheia de sorte por não me imporem recolher obrigatório, e por não me proibirem a ida à casa de banho a meio da noite (para não incomodar os vizinhos como o barulho horripilante do autocolismo - isto apesar, nos andares acima e abaixo, na zona da minha casa de banho só haver, pasme-se, casas de banho!).
além do que, a senhora que orientava a reunião era uma daquelas simpáticas pessoas do continente (lisboa, esse exemplo de civilização) que se mudam para as províncias ultramarinas ("gostas de viver nos açores?", "gosto, sei lá... é muito típico, e eles têm aquela maneira de falar, pronto, são um bocado brutos, e há imensas coisas que não há lá... mas temos imensa qualidade de vida... pronto, há umas coisas irritantes, uns quantos imbecis que insistem em parar em cima dos passeios..." - como se no resto do mundo não se parasse em cima dos passeios! não é preciso insultar os locais!), e que nos vêm trazer a luz do conhecimento.
obrigada, desculpe... não há pachorra! vão procurar qualidade de vida para trás-os-montes, zona que também tem ar puro, muita qualidade de vida, e podem ir comprar as mercearias a espanha que lhes sai muito mais barato.
posto isto, aqui fica lavrado, enquanto me lembrar desta triste cena, não volto a pôr os pés numa reunião destas!e, agora, deve estar escondidito em rans, à espera da nova oportunidade para atacar as luzes da ribalta.
apesar desta minha lembrança pouco precisa da sequência dos acontecimentos, espero que o rapaz americano, de seu nome michael sessions, tenha muito sucesso, seja um excelente político, continue a estudar tudo direitinho, e se faça um senhor responsável, competente e boa pessoa.
(sinto-me um bocado como aquelas tias chatas que, quando sabem que há uma sobrinha grávida do primeiro filho, convidam-na para lanchar, descrevem os seus partos - cada um mais doloroso, complicado e, até, mais nojento que o anterior - e, no fim, declaram: "mas contigo não vai acontecer nada disto... tenho a certeza que vai ser uma maravilha... eu é que tive um grande azar.")
diria, até, que os debates políticos haviam de ganhar uma nova dimensão, e uma estranha proximidade com a realidade. a ver vamos.

- não é grande o suficiente para ser fixe como um violoncelo.
além disso, acho que nenhum miúdo, alguma vez, há-de ter entrado em conflito com os pais, fazendo vingar a sua ânsia de se tornar um exímio tocador de viola da gamba.
ou seja, enquanto instrumento é um bocado tiro na água, não é carne, nem peixe... aliás, aposto que é para a viola da gamba que mandam os músicos antes de os despedirem da filarmónica por furto continuado de cordas.
na encantadora ilha do corvo, dos 350 eleitores inscritos:
sinto-me muito mais preocupada com os 58 eleitores que se abstiveram no corvo, do que com os 248521 eleitores não foram depositar o voto em lisboa. que será que lhes aconteceu? será que os vizinhos se aperceberam? será que o domingo das eleições coincidiu com alguma excursão colectiva? e serão todos da mesma família, num protesto contra a política?
definitivamente, nas grandes cidades há coisas que passam muito mais despercebidas que nos pequenos meios.
a não ser que achem muita graça aos simpáticos lóris, e queiram levar um exemplar para o jardim zoológico local... até porque não incomodam muito na viagem, têm entre 10 a 20 centímetros, pesam à volta de 100 gramas, e são uns bichinhos com um ar muito engraçado.
e devem estorvar menos que os humanos.