12/02/06



como a pessoa não pode ir a lisboa, num pulinho, só para ver/ouvir os moços a cantar ao vivo... resta-me a compensação de ouvir o cd.

10/02/06

a pessoa chega cansada a casa, olha para a televisão, assim pelo cantinho do olho, vê uma imagem da assembleia de todos nós, e pensa:
"olá!... além da mítica heloísa apolónia, será que o partido ecologista - os verdes tem mais algum deputado?"

já sabendo que não ia conseguir dormir descansada, depois desta nova crise existencial, fui à página da dita assembleia, e descobri que, afinal, o Francisco Miguel Baudoin Madeira Lopes (ilustre colega advogado estagiário, ao que consta) também é deputado pelo pev, eleito por lisboa, e apresenta uma simpática fotografia, com óculinhos redondos e cabelo apanhado em rabo de cavalo.

posto isto, não só fiquei mais descansada por saber que o pev conseguiu 2 deputados, como descobri que parece que chegar a deputado, via pev, é mais uma saída profissional para quem tira direito.

09/02/06

se um desconhecido lhe oferecer flores, por favor, não faça queixa dele por assédio na polícia.
com a sorte com que ando, era mais uma extraordinária defesa oficiosa para me calhar na sina.

... e é só o que se me oferece dizer depois de um dia de corridas no meio da rua (literalmente).

08/02/06

cá vai o título, e o esboço, do meu primeiro romance (que futuramente será, adaptado - por mim própria - como guião de cinema, para ser produzido na índia, com muita cantoria e dança pelo meio):
Ladrão do cachecol ataca sempre ao fim da tarde

um charmoso jovem da classe alta (embora muito estouvado e com pouca noção da realidade da vida) será forçado, pela mãe (viúva, cruel, e demasiado condicionada pelas convenções sociais vigentes), a sair de casa por se ter apaixonado pela filha da copeira e do jardineiro (simpática e bonita moçoila, a estudar, com grandes sacrifícios para toda a família, para se tornar educadora de infância).
a partir desse momento (e porque a mãe, na sua perfídia vingança, conseguiu manipular todos os seus contactos de modo a que o nosso herói não conseguisse uma colocação vantajosa e desadequada à sua ausência de habilitações literárias), o nosso herói tem de lançar mão a todos os expedientes à mão de semear, com o objectivo de comprar um simpático duplex na zona chique da cidade, para onde se irá mudar no dia do casamento com a sua amada (coincidentemente, o dia da conclusão do seu curso de educadora de infância).
não é de estranhar, portanto, que esporadicamente, quando ia a pé (para poupar na gasolina do seu peugeot 206 descapotável, que o avô lhe tinha oferecido aquando o seu 18º aniversário) do clube de ténis, onde dava as aulas privadas a senhoras de sociedade, até a casa da "secretária/preferida" do avô (que tinha sido despojada de todos os bens que tinha conseguido amealhar no decurso da sua relação com o dito avô, após uma partilha judicial particularmente disputada pelos vários herdeiros), sua mais fiel amiga que lhe preparava, carinhosamente, uma sopita, torradas e chá para o jantar...
como ia dizendo, não é de estranhar que neste percurso, quando ele ia agasalhadito por um simpático cachecol de caxemira azul marinho, assaltasse (educadamente) a loja da bomba de gasolina, para arranjar, mais rapidamente, uns trocos para os alfinetes da sua amada (ou, até, para pagar as fotocópias necessárias para o curso).

ainda é um esboço muito incipiente (embora, modestamente, o considere assaz prometedor), quem quiser uma versão diferente, sempre pode clicar na ligação para o jornal de notícias, e descobrir o que se anda a passar em gaia.

07/02/06

exemplo das pequenas coisas que, às vezes, animam o dia:

a pessoa repara, de repente e contrariada, que tem de ir pagar a conta de telefone ao multibanco, apesar disso, não só consegue acertar num intervalo da chuva (que insiste em cair desde sábado), como, quando chega a casa, o chá que estava na chávena ainda estava quente.

06/02/06

desiludidas com as tristes opções dos homens (e mulheres) deste mundo, e com o modo como se criam mais conflitos (em vez de se resolver - com jeitinho - os problemas que já existem), todas as fadinhas do mundo resolveram reunir-se, em convenção, na zona da antiga atlântida (actuais ilhas dos açores, para aqueles mais distraídos) e chorar muito, numa tentativa de chamar a atenção dos humanos.

é uma das explicações lógicas para a chuva que cai copiosamente desde sábado.

05/02/06

estava a preparar um trabalho que me encomendaram e cheguei à página da rádio lumena (de s. jorge).
esta é a lista com os 5 temas mais pedidos:

1. Bob Sinclair - Love Generation
2. Gutto - 1 Dia de Cada Vez
3. Ménito Ramos - A Noite Grita por Mim
4. Gentleman - Intoxication
5. Usher & Alicia Keys - My Boo
apercebo-me que ando demasiado ocupada ,e desligada do mundo que me rodeia além-ilha, quando preciso de fazer buscas na internet para descobrir quem é o gutto (membro dos black company e escorpião), o ménito ramos (nasceu no luxemburgo e faz músicas que passam nas novelas da tvi) e o gentleman (neste último caso, não percebo se cheguei ao próprio que passa nas ondas hertzianas do grupo central, mas encontrei um canadiano que não canta nada mal).
ou isso, ou a rádio lumena tem uma playlist completamente independente das restantes rádios - o que só lhes fica bem.
(e foi a primeira vez que escrevi "ondas hertzianas" por aqui, uma das minhas expressões preferidas... para fechar bem o fim-de-semana)

03/02/06

finalmente!
o lote de electrodomésticos da minha casa ficou completo: desde ontem, sou a feliz proprietária de um torradeira junex (uma marca que é um autêntico clássico), daquelas em inox, que têm uma resistência ao meio e duas portinhas (em vez de uma só abertura ao meio com uma mola que nunca funciona).
e teve de vir de lisboa e tudo... em s. miguel nunca consegui encontrar nenhuma destas.

se já tivesse aprimorado a passagem de fotografias do telemóvel para o computador, até era mulher para pôr uma fotografia da dita... assim sendo, fica só a descrição.

01/02/06

a raquel (boa amiga e vizinha neste blogue: http://estadoliquido.blogspot.com/) fez uma descoberta fantástica, o meu anjo cabalístico:

4 de Dezembro
Anjo:HAHAHEL
Sobre o anjo Hahahel:
Categoria: Virtudes
Príncipe: Raphael
Protege os dias:29/04 - 11/07 - 22/09 - 04/12 - 15/02
Número de sorte: 10
Mês de mudança: outubro
Carta do tarô: A roda da fortuna
Está presente na Terra:de 13:20 às 13:40
Salmo: 119
O Anjo: Este anjo é invocado contra os inimigos da religião e os caluniadores. Protege a palavra verdadeira de Jesus, os seus missionários e as pessoas ligadas ao sacerdócio a obterem a paz.
Influência: Quem nasce sob esta influência ama a verdade, é cumpridor de seus deveres e obrigações. Tem forte poder de concentração e sabedoria para discernir e julgar. Enfrenta os problemas com maturidade e em seu íntimo, sente que Deus reservou-lhe uma grande missão. Mas quando começar? Provavelmente ao encontrar o parceiro ideal, digno de idéias e nobreza de caráter, pois o cumprimento desta missão deverá ser acompanhada pela pessoa amada. Terá vontade de ter filhos, para que estes continuem os ensinamentos da verdade. Este anjo concede o dom da comunicação, o carisma e a facilidade para o aprendizado dos mais diversos assuntos, principalmente na área esotérica. Provavelmente começará a trabalhar muito cedo, tendo tendência para trabalhos ligados à espiritualidade. Buscará a verdade da palavra de Jesus nos verdadeiros livros apócrifos e se consagrará ao serviço de Deus. Agirá sempre em harmonia com as leis do Universo e ensinará as pessoas a conviverem com uma religião nova, aquela que transcende do templo, a que vem do coração. Terá muitos amigos e adeptos de suas idéias e colocará sua imensa energia a serviço do bem comum. Poderá ter pontos de vista que entrarão em conflito com outras religiões. Especialista em dialetos religiosos, estudados de forma racional e por muita pesquisa, será um expert em decifrar escritos sagrados. Grande transformador do mundo, terá sempre muita sorte e uma vida esplêndida - será muito feliz.
Profissionalmente: Poderá fazer sucesso como professor, médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, sociólogo ou em qualquer atividade ligada ao esoterismo. Sua vocação será provavelmente encontrada dentro das áreas ligadas à religião, à espiritualidade, ao esoterismo e à metafísica. Poderá ser um grande missionário, dentro ou fora de alguma ordem religiosa.

estou radiante:
descobri mais uma possibilidade de missão para a minha vida, será um cruzamento entre criar uma nova religião e abrir uma banca de adivinhação de futuros (e venda de amuletos vários, para rentabilizar a coisa).
pensando bem, até acho possível aproveitar a toga para esta nova carreira, não me apetece desaproveitar o investimento que já fiz...

tudo se conjuga: rumo ao sucesso no campo da adivinhação!

31/01/06

dúvidas do dia:

qual é o limite de azar que uma pessoa pode aguentar?
como será que consigo integrar as equipa que escrevem os textos das novelas da tvi? (não é para me gabar, mas eu já consigo adivinhar quase todos os desenvolvimentos nos enredos)
durante quanto tempo se prolongam as crises azaradas?
porque é que a página do ministério das finanças, para as declarações de impostos electrónicas, é tão difícil de perceber? (aqui o defeito pode ser só meu, nesse caso, podia haver uma versão para ritas, se faz favor?)
haverá uma associação de azarados anónimos?
quem é que disse que o malato é um bom apresentador de concursos? (ou mesmo o jorge gabriel, ou a júlia pinheiro?)

29/01/06

cai neve no continente...
por s. miguel, não está muito sol, não chove, e, definitivamente, não há um floquinho de neve que seja...

conclusão: não posso aproveitar o meu domingo a brincar na neve!
em compensação, está tempo capaz para se fazer uma simpática marcha.
não se perde tudo...

27/01/06

mais um dia de jackpot...

mais uma véspera de fim-de-semana...

mais um dia em que alguns estagiários são (neste caso, injustamente) lembrados da sua vil condição...

ainda bem que amanhã posso dormir mais um bocadinho de manhã e ler alguma coisa que não tem nada a ver com trabalho e ir ao cinema.

e vivó fim-de-semana.

26/01/06

francisco comia, todos os dias ao pequeno-almoço, uma bola de berlim.

ana gostava de ir sozinha ao cinema, especialmente quando tinha a sogra de visita. eram duas horas de paz e tranquilidade de que não prescindia.

entretanto, o baixote foi atropelado e morreu.

25/01/06

confusões da vida moderna: quando uma pessoa aceita a proposta para traficar droga, julgando que se trata de cocaína e, afinal, vai-se a ver, e é heroína...

mal comparando, é como pedir uma mousse de chocolate caseira e sair uma mousse instantânea da alsa.
é chato e, ainda por cima, quando se descobre a verdade, já é tarde demais.
mais uma ida ao nordeste... fui e voltei pela estrada do sul, o que quer dizer que não atravessei a ponte sobre a ribeira despe-te que suas.

aprecio quando os pontos geográficos têm nomes apropriados: se a pessoa chega, à dita ribeira, toda mal cheirosa, nada mais apropriado do que lembrar que o melhor que tem a fazer é tirar a roupa e dar um belo mergulho.
e depois correr de volta para um duche quente (para tentar recuperar o corpo da crise de hipotermia).

23/01/06

Eleição de Morales dá força a campanha pró-coca.
ou seja, o senhor morales foi eleito presidente da bolívia, e agora estão a aproveitar para intensificar a campanha a favor do comércio de produtos derivados da cocaína.

estou em pulgas para saber se o novo presidente português também irá apoiar alguma campanha simpática como esta.

21/01/06

e na véspera de eleições, há sempre uma mesma questão existencial que me atormenta:
onde pára o meu cartão de eleitora?!

20/01/06

146 milhões de euros no euromilhões...
era uma volta ao mundo a parar em todas as estações e apeadeiros...

19/01/06

fiz uma descoberta completamente inútil:
além de ser sagitário e ter como signo chinês o dragão;
como signo asteca sou água (aparentemente, existem 20 signos astecas);
no horóscopo cigano sou o machado;
no horóscopo druídico sou seringueira (uma árvore que parece que é símbolo de sabedoria superior - como sabiam das coisas estes druidas...);
no horóscopo egípcio calhou-me hátor, a deusa da alegria (cujos nativos parece que, às vezes, pecam pelo exagero, o que eu acho que é um autêntico disparate, nunca ninguém me viu ou ouviu em nenhum exagero);
no horóscopo xamânico saiu-me a coruja na rifa.

conclusão: isto é muito signo para uma mulher só... e eu nem sabia que metade destes horóscopos existiam (e não é exagero nenhum, só sabia dos 2 primeiros).

18/01/06

estava eu a contar as minhas aventuras de ontem pelos tribunais da ilha, eis senão quando, de repente, há alguém que diz "o tribunal do nordeste é onde acontece a verdadeira justiça de proximidade, não é?".
resposta: "é sim senhora, a sala de audiências é do tamanho da minha cozinha" (a minha cozinha, embora simpática, não é grande).

eu sei que já repeti isto umas 389 vezes, mas não há limite para a emoção na vida de uma advogada estagiária: fazer 75 km para lá, pedir justiça (entre outras coisas...) numa sala mínima, onde o problema da colocação de voz era falar baixinho para todos ouvirem bem, fazer 85 km de volta e, ainda, voltar a fazer este bonito percurso todo de novo para voltar lá, na próxima semana, para a leitura de sentença... não é para todos!

17/01/06



cá vai o percurso de hoje:

saí de ponta delgada, abiquei para a ribeira grande depois fui pela estrada da costa norte até à vila do nordeste e, no regresso, resolvi vir antes pela estrada do sul (passando pela povoação, furnas, vila franca do campo e lagoa).

quando sai eram 10.30 da manhã, só voltei a ponta delgada já eram 16.30.

se não fosse inverno, não escurecesse mais cedo e se eu não estivesse cheia de trabalho em ponta delgada, ainda tinha aproveitado para ir dar uma volta até aos mosteiros.

pensando bem, nunca corri a ilha toda num dia só, e hoje faltou-me só um bocadinho...

16/01/06

adelino maltez (que foi meu professor de ciência política na altura em que eu constava da lista de alunos do iscsp) está num debate na rtp1, a dizer que se devia transformar a política em algo mais ridículo.
acho que é boa ideia, mas também acho que os políticos que temos conseguiram antecipar a esta visão do professor e brindar a população com vários momentos de animação diária: o tempo de antena, o telejornal, os vários debates que existem à volta de todas as eleições que vão acontecendo.

e, de repente, deu-me um ataque de saudades do tempo de estudante.

15/01/06

o fim da tarde de domingo era sempre uma altura um tanto triste para joão.
o perdiz e a julinha iam jantar a casa dos pais dela, não costumava haver avarias repentinas nas máquinas de karaoke e, a partir das 7 da noite, fechava o café que costumava frequentar (no rés-do-chão do prédio ao lado).
a maior parte das vezes, acabava por ir ao cinema, assistir a filmes sozinho era melhor que ficar em casa a falar com as plantas do perdiz.

nessa tarde, acabou por assistir a uma comédia romântica, não era o seu género preferido mas, quando chegou à bilheteira, era o filme que ia começar a seguir, portanto resolveu que o ia ver.
quando se sentou no seu lugar, reparou que a cadeira ao lado já estava ocupada por uma mulher e sentiu-se um bocado contrariado, já não se podia esticar à vontade durante o filme.
sentou-se e deu por si a pensar que a solidão já estava tão entranhada nele que nem gostava de ter uma estranha ao lado quando ia ao cinema.

13/01/06

Cientistas de Taiwan criam porco verde que brilha no escuro

esta é uma questão que me levanta algumas dúvidas pertinentes:
  1. o que andam as associações protectoras dos animais a fazer?
  2. onde cabem estes novos porcos na hierarquia d' o triunfo dos porcos?
  3. já agora, para quando as vacas voadoras? (havia de beneficiar o turismo açoriano)
  4. e, por último, serão os cientistas de taiwan capazes de prever a chave vencedora do euromilhões? (e, por favor, de a mandar para a minha morada com a antecedência necessária para eu poder fazer a aposta? davam-me jeito uns trocos para os alfinetes)

11/01/06

e é com toda a isenção e seriedade que relato que a candidatura de jerónimo de sousa ganhou a corrida à minha caixa de correio e lá deixou, não um, mas dois papelitos de propaganda.

estou à espera para ver se as restantes candidaturas também conseguem alcançar a minha caixa de correio, ou se acham que o tempo de antena, os noticiários e os debates são suficientes para me esclarecer.

10/01/06

encontrei uma notícia que ultrapassa os meus humildes devaneios de escrita criativa:

Big Brother com gorilas é sucesso na TV tcheca.

acho que vamos cheios de sorte enquanto nenhuma das televisões nacionais se lembrar de adaptar o modelo a portugal...
mas, por mero zelo de patrocínio, e garantia de futuros direitos de autor, cá vai a minha ideia para a adaptação lusa do projecto (até parece que já estou a ver): um programa com a amália e o eusébio e a pequenina maré a fazerem gracinhas para a câmara, a comerem os ouriços do mar em cima das barriguitas, e a mergulharem amuadas quando forem votadas para serem expulsas do programa (embora não expulsas do oceanário, espero bem).

09/01/06

francisco queria investir num sofá novo - daqueles em pele, todos reclináveis - e numa subscrição completa da tvcabo - para deixar de ir assistir aos jogos de futebol ao café.

ana queria ir passar uma semana a londres. há bastante tempo que ansiava por ir assistir aos musicais mais famosos e por passear em oxford street.

mas, não havia maneira de o baixote melhorar da paralisia e, como um mal nunca vem só, as respectivas mães resolveram ir passar uns tempos com eles nos olivais norte.

06/01/06

os primeiros dias de alexis em paris foram cheios de precalços.
escreveu no seu diário que, assim que regressasse aos estados unidos, ia processar a professora de francês que, durante 4 anos, lhe garantiu que lhe estava a ensinar "francês tal como se fala, com algum calão e tudo" (altura em que dava uma risadinha envergonhada). vendo bem as coisas, a parte dos ensinamentos que melhor aproveitava era a da risadinha envergonhada, sempre que chegava a mais um impasse na comunicação.
no parágrafo seguinte escreveu que, antes desse retorno a casa, tinha de aproveitar para visitar algumas outras capitais da europa.
só ainda não sabia como ia ganhar dinheiro para conseguir realizar esse sonho, mas decidiu que, primeiro, ia tentar dominar o francês e tentar que os 3 miúdos que tinha à sua guarda não a matassem (lentamente e com requintes de malvadez que só uma criança francesa é capaz), depois ia procurar um emprego mais bem pago.

05/01/06

o apartamento que joão divide com o perdiz está sempre um aprumo de limpeza e organização.

por sorte, o perdiz tem uma obsessão por limpeza que faz dele o talhante mais asseado do intendente (e, talvez, até de lisboa inteira), e o companheiro de casa ideal (especialmente para pessoas desleixadas como o joão).

o sucesso na divisão de casa, que já dura há alguns anos, deve-se, em muito, ao facto de o perdiz ser surdo, e desligar o aparelho assim que entra em casa (evitando-se, por exemplo, as discussões normais sobre diferentes gostos musicais), bem como ao facto de joão sempre se ter mostrado muito respeitador da namorada do perdiz - julinha, funcionária da paróquia e míope - e nunca ter feito qualquer trocadilho menos simpático sobre o nome de ave do amigo.

03/01/06

pois que estas crónicas estão em fase de balanço (tal como algumas lojas da baixa de ponta delgada, é sempre simpático ir comprar um novelo de lã e dar de caras com a retrosaria fechada em pleno horário de expediente).

por um lado, está prestes a começar a campanha presidencial propriamente dita (até agora foi só propaganda, não foi bem campanha - mal comparando, é como a diferença entre promoções e saldos), e recomeçam as visitas dos candidatos a todos os pontos do país (e, sim! estas humildes ilhas estão incluídas nos roteiros dos partidos, e até, dos candidatos apartidários, ou sem apoio de partidos, ou lá como é que os próprios se definem), o que quer dizer que recomeçam as aventuras mais que comentáveis por toda a população portuguesa.

por outro lado, comecei a inventar umas novas aventuras que têm pouca ligação com a realidade e que me divertem a escrever.

qual o caminho a seguir?... ou será que vou alternando?
decisões, decisões...
amanhã, logo vejo.

30/12/05

o grande desgosto de francisco era nunca ter conduzido um porsche. passar todas as semanas pelo stand para admirar os modelos reluzentes, ou estacionar ao lado de um no parque de estacionamento não era suficiente para ele.
por seu lado, ana lamentava nunca ter aprendido a andar de patins em linha.

decidiram, como novidade para o ano novo, comprar duas bicicletas para poderem passear no parque das nações todos os fins de semana.

29/12/05

o avião vindo de nova iorque estava prestes a aterrar no aeroporto charles de gaulle, em paris.
no lugar 10A, alexis respirou fundo, sorriu e deu por si a trautear a marselhesa. a realização do seu sonho estava a umas horas de distância: depois de 22 anos de vida passados em paris (texas), e de ter tido aulas de francês durante 4 anos, tinha conseguido um emprego como au pair em paris (frança), despediu-se da loja de conveniência, da mãe e do padrasto e, finalmente, apanhou o avião.
depois de ver a torre eiffel (a verdadeira e não a cópia americana), tinha de arranjar uma nova lista de objectivos para os próximos anos da sua vida. era a altura ideal para o fazer: só faltavam 2 dias para o ano novo.

28/12/05

joão era o rapaz mais educado e estudioso da sua escola, além disso, tinha sido abençoado com uma voz de anjo, motivo pelo qual era o solista principal do coro infantil da sua igreja paroquial.

a sua mãe fazia muito gosto em que seguisse a carreira eclesiástica, de batina e bíblia em punho, sempre pronto a ajudar o próximo e a dar o sermão mais adequado.
o seu pai sonhava vê-lo como juiz, com uma beca bem engomada, a praticar a justiça e a ser respeitado por toda a comunidade.
a professora achava-o talhado para uma carreira musical, como cantor lírico, ou mesmo como maestro, a reger as mais famosas orquestras do mundo.

aos 34 anos, joão veste sempre de preto, é técnico de manutenção de aparelhos de karaoke e mora em lisboa, na zona do intendente, onde é muito popular e tem sempre uma palavra amiga para todos os frequentadores habituais, especialmente para as senhoras da vida, que lhe apreciam os modos galanteadores e lhe fazem simpáticos descontos nos serviços prestados.

26/12/05

francisco tem o sonho de passar o natal na neve.
ana tem o sonho de passar o natal num país tropical.
este ano, passaram as festas a tomar conta de um baixote com uma paralisia nas patas traseiras e a assistir a documentários da national geographic, no seu apartamento nos olivais norte, mesmo ao lado da pista do aeroporto da portela.

planeiam, a partir de setembro de 2006, recomeçar a discussão sobre onde vão passar o próximo natal.

25/12/05

natália kaufmann da silva nasceu a 25 de dezembro de 1901, em porto alegre, rio grande do sul.
seu pai (gabriel da silva), era professor de piano e de religião e moral no colégio de santa joana, donzela de orléans, e sua mãe (ingrid kaufmann da silva) fazia docinhos miúdos para fora (eram os mais gabados de toda a cidade).
aos 4 anos de idade, seu pai descobriu a sua habilidade para tocar a caixinha chinesa.
aos 7 anos, sua mãe, reparou na sua enorme habilidade para fazer brigadeiros em forma de figurinhas de presépio.
repentinamente, aos 11 anos de idade, natália decidiu que não mais se dedicaria apenas ao natal, estava farta de comer as figurinhas do presépio depois das festas, sentia que perdia amigos.
também já não achava graça à caixinha chinesa, preferia passar horas a ouvir as grandes orquestras, ali mesmo, à mão de semear, no gramofone que a avó mimi kaufmann havia enviado de nuremberga.
aos 29 anos de idade, natália kaufmann da silva tornou-se na primeira mulher a abrir uma clínica veterinária em porto alegre (mesmo junto à margem do rio jacuí) e durante os 35 anos seguintes cuidou de todos os animais da cidade, aliás, a sua fama de boa profissional espalhou-se por todo o sul do brasil e não só… chegou a ter clientes que vinham do uruguai, de propósito, para uma sua opinião sobre a saúde dos seus animais de estimação.
em 25 de dezembro de 1965, natália resolveu anunciar ao seu marido robert resendes e aos seus quatro filhos (anita, bibiana, claus e domingos) que se iria retirar da actividade na clínica veterinária e iria, a partir daquela altura, dedicar-se inteiramente à recolha das tradições natalícias na américa do sul.
para celebrar o centenário do seu nascimento, e 2 anos após a sua morte, os seus filhos publicaram os 4 volumes que traduziam o resultado da investigação a que dedicou os últimos anos da sua vida: estudos sobre o natal, por natália.

natália, no seu assento na eternidade, assistiu a toda esta festa só com uma pequena contrariedade, havia mudado as suas intenções. pretendia, antes, publicar um livro sobre mil e uma maneiras de cozinhar cordeiro (que seria prefaciado por maria de lurdes modesto, sua amiga de longa data), mas morreu engasgada com uma das suas experiências culinárias antes de poder transmitir esta mudança de planos.
acabou por concluir que, se calhar, assim era melhor, cordeiro não era uma carne fácil de encontrar nos supermercados de porto alegre e, de qualquer dos modos, ver um livro (em 4 volumes) publicado com o seu nome, já era a realização de um dos seus sonhos mais antigos.
sorriu descansada, e deixou-se dormitar.

23/12/05

desde ontem, já tenho as ofertas todas preparadas e prontas para serem entregues aos seus destinatários.

hoje, o meu fiel c3 teve o seu tratamento de luxo, a revisão dos 10000 km (embora já tenha passado dos 11000 km, mas enfim...) e uma limpeza completa (por dentro e por fora), feita pelos senhores da oficina.

amanhã, há festa em casa de mamã e papá, com o resto da família mais próxima.

e, já agora:
FELIZ NATAL

22/12/05

e cá vai uma notícia da época:
Papai Noel enfrenta gangue com árvore de Natal na Escócia
ao que consta: O Papai Noel, conhecido fora de seu local de trabalho como Malky Watret, reagiu ao ser atacado no sábado por sete jovens com um carrinho de compras diante dos clientes horrorizados do shopping.Ele se levantou e conseguiu afastá-los empunhando uma árvore de natal artificial de 1,5 metro de altura até a chegada dos seguranças.

as citações também valem ouro (especialmente porque estão em versão português-brasileiro):
"Quem são os idiotas que querem atacar um Papai Noel?", questionou Watret. "Eles estavam me chamando de fraude e falso. Se isso tivesse acontecido na rua eu teria agido de forma diferente. Eu teria dito umas boas para eles, mas você não pode fazer isso vestido de Papai Noel."
"Meu saco serviu como um bom escudo. Eu balancei e apontei a árvore para mantê-los à distância. Tudo o que eu queria era manter a distância até estar seguro”, disse ele. “As pessoas ficam me perguntando se isso me desconcertou, mas não. Eu estarei de volta ao shopping no sábado."


enfim, o espírito do natal não anda lá grandes coisas pela escócia, mas não posso dizer que não compreendo os miúdos: um centro comercial cheio de gente a arrastar os pés, bichas intermináveis para conseguir chegar às caixas e crianças a fazer corridas e a gritar no meio dos corredores... é o suficiente para transformar qualquer um num agressor de velhos vestidos de encarnado, com barbas de faz-de-conta e a dizer "ohohoh".
o natal não é uma época fácil para os contactos sociais nas grandes superfícies.

20/12/05

o pior do fim da novela "ninguém como tu" nem foi o anticlímax de, finalmente, descobrir que quem matou o antónio foi a sofia aparício, foi mesmo a alexandra lencastre a morrer e a ser levada pelo fantasma da mãe (rosa lobato faria) para o sítio onde vão os fantasmas.

o melhor foi que, mais uma vez, confirmei a minha teoria que, para seguir os enredos das novelas da tvi, basta ver os resumos que eles passam nos intervalos, e ver do último episódio (não forçosamente o espisódio inteiro, mas os últimos 5 minutos, sem falta).

19/12/05



relativizar a própria importância parece-me saudável.

eu, pelo meu lado, daqui por uns anos, também planeio ser um personagem raro e reconhecido. para já, vou descansar, que preciso do meu soninho.

18/12/05

esta ideia italiana parece-me bem pensada: Itália cria imposto para a indústria do sexo explícito.

como, em portugal, nunca ouvi falar num imposto destes (com a falta de dinheiro que anda para aí, não acredito que houvesse um governo a desaproveitar esta oportunidade de conseguir mais uns trocos), só posso partir do princípio que não existe indústria de sexo explícito.
portanto, é mais uma área em ainda estamos na fase artesanal.

16/12/05

hoje começou a emissão experimental da primeira televisão portuguesa na internet, que é um projecto açoriano.
mais palpites só posso dar a partir da próxima segunda-feira às 11.50 (hora dos açores, 12.50 no resto do território nacional), altura em que retomam a emissão.
entretanto, cá deixo a morada, para aquelas almas mais curiosas (e ainda me deu algum trabalho encontrar, a lusa não se lembrou de incluir a morada no seu artigo sobre o assunto): http://www.tvnet.com.pt/

o isolamento geográfico é só um detalhe, especialmente quando há imaginação e os meios à mão de semear.

15/12/05



de acordo com a notícia, eram 3 (um com 61 anos, outro com 72 e outro com 80) e, quer-me parecer, que podemos culpar os centros de dia de barcelos por não proporcionarem uma actividade entusiasmante o suficiente para que os seus idosos ocupem os tempos livres dentro da legalidade, em vez de se entreterem a coleccionar: 23 pistolas de calibre 6.35mm, 12 armas de caça (12 mm) e 13 revólveres adaptados, além de vários punhais, 1500 munições cerca de 400 de calibre 7.65 mm e 9 mm referentes a armas de guerra proíbidas.
em compensação, eu nem tenho um canivete suiço...

14/12/05

em pleno horário nobre da rtp, está a passar um programa que me parece ser o natal dos hospitais.
só por si, assusta-me o facto de ainda existir este programa, julgava que, tal como a tv rural (daqui a devida vénia ao eng. sousa veloso), tivesse desaparecido.
mas, pior ainda que as imagens dos natais do hospital passados (alguém sabe o que aconteceu à dora que ganhou o festival da canção com o clássico "não sejas mau p'ra mim"?), são as mensagens dos artistas:

"hão-de vir dias melhores. o natal deste ano é o possível."
"pensem que vai ser melhor o ano que vem."
"de hoje para amanhã, as coisas vão melhorar."
"precisamos de gostar de nós para gostarmos dos outros."
"para as pessoas que estão internadas... é terem paciência."
"que saiam o mais depressa possível do hospital."

bem sei que sou pessoa de mau feitio, mas, se tivesse doente, de certeza que não me ia sentir melhor por ouvir isto.
antes o compacto da tv rural, seguido de um compacto dos terríveis desenhos animados do leste europeu, com a apresentação obrigatória, do vasco granja (em dia de bónus, até nos podia calhar um desenhito da pantera cor-de-rosa, isso é que era fixe).

13/12/05

Brasil: despedido do Real Madrid, Luxemburgo volta ao Santos
li este título e, à primeira vista, achei que isto era uma enorme confusão geográfica.

afinal, Vanderlei Luxemburgo vai regressar ao Santos, compromentendo-se com o clube brasileiro pouco depois de ter deixado o Real Madrid.

definitivamente, o mundo do jornalismo desportivo não está ao alcance de qualquer distraído.

12/12/05

Louçã demitiria João Jardim

também eu tenho os meus pequenos sonhos e aspirações...
para começar, demitiria o próprio louçã da vida pública (já para não falar da vida política) nacional.
depois, proibia a sempre estridente júlia pinheiro de fazer qualquer programa que não fosse mudo.
e, como sou uma rapariga que também deseja o bem da comunidade, queria que todas as falhas na calçada e crateras no asfalto desaparecessem miraculosamente.

10/12/05

e há dias como hoje, em que dava uma fatia (fininha) do meu dedo mindinho da mão esquerda para estar, toda encasacada, na praça de londres a comer castanhas assadas e, a seguir, ir ao king ver Broken Flowers - Flores Partidas.

o que me vale é que os filmes já não demoram anos para passarem nos cinemas micaelenses.
para as castanhas assadas na rua é que não há solução, é coisa que não existe mesmo por cá...

09/12/05

nota inicial: as janelas da minha casa dão para um terreno cujo dono, aparentemente, está a resistir à venda ou expropriação, de modo a que continuo a ter como vizinhos grilos e plantações de batata, em vez de alcatrão e carros.

a pessoa acorda, esfrega os olhos, roga uma praga rápida à injustiça que é ter de trabalhar de manhã, abre o estore na esperança que esteja um tempo aprazível... eis senão quando, dá de caras com uns misteriosos círculos na erva na horta ao lado (cresceu bastante desde que fizeram a última colheita), são umas marcas que, num espírito mal acordado, causam uma certa impressão (do género: "será que deixei a janela da cozinha fechada, para os extraterrestres não me entrarem em casa?").
até que... ouço um mugido e reparo em 5 vacas, cada uma delas tem uma corrente que está presa ao chão e que, portanto, comem a erva no raio permitido pela corrente.
não havendo invasão extraterrestre, fico sem desculpa para não me despachar a tempo.
é uma chatice.

07/12/05

hora para um breve somatório de boas notícias:
  1. amanhã não tenho de me levantar cedo para ir trabalhar;
  2. já tenho planeadas as ofertas de natal para todos os familiares mais chegados;
  3. ainda não me cruzei na rua com nenhum candidato presidencial, apesar de o candidato aníbal e o candidato jerónimo já terem agraciado estas ilhas com as suas visitas (mal posso esperar pela visita do candidato anacleto, já me deu um encontrão em plena av. almirante reis - em lisboa - com a minha sorte, agora falta-me a pontaria de levar com um encontrão do senhor no meio da rua machado dos santos - em ponta delgada);
  4. já avisei toda a família que é má ideia oferecerem-me "ao encontro das pessoas", o olhar de maria josé ritta sobre portugal nestes últimos 10 anos (antes me ofereçam panos de limpeza ou umas pantufas da loja dos 300);
  5. ainda não ouvi dizer que a maria cavaco silva se lembrou de lançar as suas próprias memórias (apesar de, assim de repente, o título "anos ao lado de um tabu, sem comprar bolo-rei e a ser perseguida pela péssima roupa levada ao casamento de d. duarte e sua isabel" me parecer um achado editorial, embora um pouco longo, com o grafismo certo, ia lá);
  6. e, melhor que isto tudo:
VIVÓ BENFICA!

06/12/05

por algum motivo, houve uma falha de energia durante a noite, que fez com que o meu despertador ficasse a piscar, perdesse o norte, e não tocasse à hora prevista.
posto isto, acordei uma hora depois do normal, comecei o dia todo atrasado e, para cúmulo, ainda me perguntaram se não queria ir ao jantar de apoio ao candidato aníbal que, pelos vistos, anda a recolher apoios pelas ilhas dos açores.

é cada afronta que é feita a uma pobre estagiária...

escusado será dizer que insultei o portador do convite e fui antes para o ginásio.
ainda por cima, atendendo à época que vivemos, acabava por me arriscar a assitir ao massacre de mais uma fatia de bolo rei.
safa, corisco!

05/12/05

ora bem... a tarte de alho francês e queijo feta estava uma delícia (para prová-lo, sobrou só uma fatia, a "da vergonha"), a de queijo, fiambre e chouriço que a minha mãe trouxe também estava muito saborosa.
os brigadeiros e o salame, na parte dos doces, também foram apreciados pelos convivas (que até tiveram reminiscências dos lanches de anos das respectivas infâncias), nesta parte, os meus agradecimentos à leo, que me ajudou a picar a bolacha e a mexer a massa dos brigadeiros.
pronto, e é este o resumo (sim, só um resumo, que hoje não me apetece gabar demais) da parte dos comes da minha festinha de ontem.
dizem os amiguinhos que vieram, com a generosidade e amizade que lhes é tão própria, que correu tudo bem. e até me trouxeram ofertas! foram muito delicados.

além disso, começaram os debates a 2, dos candidatos presidenciais, na televisão.
lamentavelmente, este género de situação televisiva nunca me conseguiu manter muito atenta e concentrada, portanto, sou obrigada a fazer um esforço reforçado para me manter actualizada sobre os senhores que querem ir morar para belém.
mesmo assim, pior que o próprio debate, só mesmo os comentários que os fantásticos analistas políticos da nossa praça fazem, logo depois do moderador de serviço dar o debate por encerrado.
gosto particularmente quando parece que não viram o mesmo debate que eu. quase que apetece tirar notas e depois descobrir as diferenças entre o que aconteceu e o que os senhores importantes gostavam que tivesse acontecido.

03/12/05

passo a descrever a minha pequena vitória de hoje: consegui fazer uma belíssima tarte de alho francês e queijo feta.
lamentavelmente, não sou feliz proprietária de nenhuma máquina fotográfica digital (ou sequer de uma descartável), nem de um telemóvel daqueles xpto que tiram fotografias, portanto, não posso provar a minha façanha com registo fotográfico...
além disso, também fiz 45 brigadeiros.

amanhã, depois de provar a dita tarte, hei-de dizer se sabe bem, ou não.
por hoje já posso dizer que os brigadeiros estão impecáveis (naturalmente, fui experimentando a massa enquanto fazia a bolinhas, o que quer dizer que, nesta altura, devia ter uns 50 brigadeiros - o que me traz a outra pequena vitória: mesmo assim, consegui resistir a comer a massa toda antes de fazer as bolinhas).

e fica aqui a nota mental de pedir ao pai natal uma máquina fotográfica.

02/12/05

finalmente, a salinha dos estagiários está ligada à rede do escritório!

e hoje não aconteceu nada de muito mais relevante... o resto do dia vai ser dedicado à preparação psicológica necessária para começar a fazer as compras de natal.
sinto-me atingida por uma terrível crise de falta de imaginação...
porque é que as pessoas deixaram de fazer listas ao pai natal? era muito mais fácil para quem oferece, e não se corria o risco de desagradar.
há dias em que queria ser pequenina outra vez, só para não ter destas canseiras desnecessárias de gente crescida.

01/12/05

ora, diz que a Organização Mundial de Saúde deixa de contratar fumadores.
muito bem... sempre gostava de saber se também vai deixar de contratar candidatos a funcionários que tenham, por exemplo, com relações especiais com o álcool e com drogas várias, e outras coisitas que fazem mal à saúde e que são socialmente aceites, ou mais facilmente encobertas... para não parecer demasiado discriminatório só em relação aos fumadores.

isto a mim parece-me que, fazer uma campanha para só ter funcionários saudáveis e sem qualquer vício, acaba é por ser uma boa maneira de reduzir o pessoal que tem a seu cargo.

30/11/05

foi um dia muito produtivo: fui de ponta delgada à vila da povoação (mais ou menos 60 km) e só me cruzei com 3 manadas de vacas no meio da estrada, em plena mudança de pastos.
à vinda (outros 60 km), não me cruzei com gado no meio da estrada, estavam os bichos todos disciplinados nos seus próprios pastos.
é tão bucólico o passeio entre as comarcas desta ilha...

e quanto ao que interessa: não me posso esquecer de apresentar a nota de despesas desta deslocação dentro do prazo.

29/11/05

diz que Mário Soares quer PS mais mobilizado na campanha.
eu, simples rapariga das ilhas, julgava, na minha ignorância política, que um partido que partilha com os eleitores portugueses dois candidatos já estaria suficientemente mobilizado... mas parece que não, os eleitores ainda podem contar com mais... que sorte a nossa!
e ainda falta um mês e meio (mais coisa menos coisa) para as eleições, portanto, estou confiante que ainda vão aparecer mais umas pérolas destas. é mesmo muita sorte...

27/11/05


a fazer zapping esta tarde, descobri que estava a acontecer o campeonato mundial de ginástica artística, em melbourne.

como sempre, fiquei fascinada com as coisas fantásticas que não sou capaz de fazer, e que estes atletas fantásticos fazem parecer simples.

e, já agora, este senhor da fotografia chama-se xiao quin, e é campeão do mundo no cavalo com arções.

25/11/05

passei o dia todo a cantarolar a música da rua sésamo.

e, finalmente, chegou à minha sala o aparador que eu tinha encomendado em julho.
isto quer dizer que já tenho a casa muito mais compostinha, e espaço para arrumar a louça e os copos que ainda estavam guardados na despensa em casa dos meus pais.
e ainda, que só me falta arranjar a mesa perfeita para a televisão (que vai continuar no chão durante mais uns meses).

foi uma boa sexta-feira.

24/11/05

este é o título em destaque na página da agência de notícias lusa: Presidenciais: Durão Barroso admite que vai votar em Cavaco.

pergunto-me se não haverá uma única notícia mais interessante do que apontar o óbvio... pois se o senhor, que agora mora para bruxelas, fez parte do governo do outro senhor candidato à presidência; se continuam os dois, senão filiados, pelo menos apoiantes/apoiados pelo mesmo partido... estavam à espera que apoiasse quem? a eterna carmelinda pereira?

enfim, desde já, proponho os seguintes títulos:

  • "carlos carvalhas apoia jerónimo de sousa"
  • "maria barroso apoia mário soares"
  • "josé saramago apoia-se a si próprio para qualquer tipo de promoção"
  • "os intelectuais bem-pensantes-com-o-pézinho-a-puxar-lhes-para-o-esquerdoso apoiam manuel alegre"
  • "a rita (simples, simpática e modesta rapariga da ilha), nunca na sua vidinha inteira, que espera venha a ser razoavelmente longa e com bastante saúde, há-de apoiar o candidato anacleto louçã (antes a carmelinda pereira! - foi o desabafo ouvido por um transeunte)"

se calhar, o último título está um bocadinho comprido demais... mas qualquer uma destas propostas, certamente, faria boa figura em qualquer um dos jornais de grande distribuição neste país.

23/11/05


serviço de utilidade pública:

esta é a primeira página do diário catarinense (estado de santa catarina, logo a seguir ao do rio grande do sul, quem vai a caminho do estado do paraná) de hoje.

tenho a informar que indústria moveleira se refere a mobiliário.

que há um museu de bicicleta em joinville (uma cidade no estado de santa catarina).

que a danuza leão (uma jornalista brasileira) conta a sua vida em quase tudo.

os catarinenses são, ainda, brindados com um roteiro da muralha da china.

não que tenha nenhum bom motivo para o justificar, mas hoje estou a sentir-me no hemisfério errado...

22/11/05

gosto sempre de ouvir uma das frases preferidas dos meus oficiosos, um autêntico clássico:
"eh... ò senhora, isso é tudo mintiras!"

21/11/05

esta tarde, um bocado antes das 5 horas, fui chamada a um interrogatório na psp.
larguei o que estava a fazer, peguei no meu fiel c3, atirei-me ao trânsito do fim de tarde na bela cidade de ponta delgada (para aqueles que acham que a vida no meio do atlântico não tem engarrafamentos, tenho a dizer que eles existem), dei duas voltas ao quarteirão da esquadra, consegui estacionar, fui pôr moedas no parquímetro, dei uma corrida final na direcção da esquadra e, mesmo antes de entrar, lembrei-me de fechar o casaco quase até ao pescoço.

foi mesmo a tempo. estou em crer que aparecer com a minha t-shirt com ovelhas, por muito bem disposto que possa parecer, não é a melhor maneira de me mostrar uma defensora de respeito.
ah... pois é, também nesta ilha, mais do que ser, é preciso parecer...

20/11/05

estou indignada com o instituto de meteorologia.
eu precisava de saber em que nível anda a humidade nesta ilha, especialmente porque o meu cabelo está com um insistente caracol à super-homem (cuja origem é a humidade do ar, claro) e queria começar a fazer um estudo científico sobre a partir de que nível de humidade é que fico com o meu estiloso caracol. mas, lamentavelmente, só tenho a humidade no ar das seguintes cidades:

OBSERVAÇÕES METEO.:
20-11-2005 22h UTC
COIMBRA
16.6ºC69%0.0mm
FARO
17.7ºC89%0.0mm
FUNCHAL
14.5ºC65%0.0mm
LISBOA (G. COUTINHO)
13.3ºC95%4.1mm
PORTO
16.3ºC60%0.0mm

não me servem estes dados. o instituto de meteorologia está a sabotar o meu estudo científico, é o que é...

19/11/05

um bocado mais calma depois da reunião de condomínio de ontem, vejo-me obrigada a fazer um correcção: retiro a parte em que mandei as pessoas antipáticas para trás-os-montes, e acrescento que não queria, de todo, insultar os transmontanos, nem desejar-lhes a triste sina de ficarem com todos os carapaus de corrida que atacam neste país.

em alternativa, teria de mandar os ditos carapaus (talvez na companhia dos candidatos presidenciais, para aproveitarmos o desconto de grupo na viagem) passar férias para algum sítio embirrento, inóspito e, de preferência, bem longe. a escolha não é fácil, por exemplo, o deserto do kalahari tem os bosquímanos que, desde "os deuses devem estar loucos", são um povo que me inspira simpatia, logo, não lhes desejo má companhia; no deserto de gobi, além de alguns chineses e alguns mongóis que nunca me fizeram mal nenhum (e que, portanto, também não merecem castigo tão severo), também tem uns cavalos engraçados que, parece, estão em vias de extinção, logo, não lhes vou mandar carapaus antipáticos; na zona do polo norte não há gente nem bichinhos para incomodar... mas há grandes massas de gelo que os antipáticos podiam aproveitar para derreter para inundar o resto do mundo, na sua vingança pelo ostracismo a que foram votados...
isto não está nada fácil. vou deixar o assunto em banho maria durante uns tempos, pode ser que, quando menos espere, me venha uma solução brilhante.

para esta ligeira melhoria de disposição contribuiu o facto de ter decidido investir na nova promoção da tmn que me permite falar à borla, depois de pagar 0,19 cêntimos no primeiro minuto (e 7,5 € de subscrição), o que quer dizer que estive a falar durante bastante tempo com o meu transmontano preferido que, actualmente, explora tudo o que há para saber sobre a ilha do porto santo.
posto isto, cá vai um beijinho para o valter.

18/11/05

hoje contaram-me que havia uma guia turística que explicava aos seus turistas (em inglês) que o cachalote (sperm whale) é o macho da baleia (whale), donde se conclui que, para se ser guia, não é preciso prestar provas de conhecimentos básicos de biologia e desenvolvimento das espécies animais.

mas isto já foi a conversa entre a meia noite e a 1 da manhã... antes disso, na extraordinária reunião de condóminos:
  • disseram que as moradoras, quando estivessem em casa, tinham de calçar pantufas para não incomodarem os vizinhos com o barulho dos seus tacões;
  • mostraram-me diferentes tipos de borrachinhas autocolantes ("baratíssimas, façam favor de comprar") para colar em todos os meus móveis, para evitar o barulho terrível que os vizinhos têm de suportar de cada vez que fecho um armário ou uma gaveta ou, até, o tampo da sanita;
  • explicaram-me que só posso fazer barulho entre as 7 e as 18 horas e que, a partir daí, corro o risco de chamarem a polícia para me calarem;
  • fiquei com a impressão que também não posso dar festas na minha casa (pelo menos, sem a devida licença lavrada pela câmara municipal de ponta delgada);
  • entre outras pérolas que incluiram insultos às dondocas que estacionam mal o carro para irem à loja de decoração no rés-do-chão (estranhamente, não insultaram os utentes do notário no outro rés-do-chão, esses devem ser da classe trabalhadora...);
  • e insultos aos advogados das empresas de condomínios e de construção (essa máfia de porcos sem princípios, que só sabe prejudicar os inocentes e que ganha SEMPRE nas contendas contra o zé-povinho)...

no fim, ainda fiquei com a sensação de estar cheia de sorte por não me imporem recolher obrigatório, e por não me proibirem a ida à casa de banho a meio da noite (para não incomodar os vizinhos como o barulho horripilante do autocolismo - isto apesar, nos andares acima e abaixo, na zona da minha casa de banho só haver, pasme-se, casas de banho!).

além do que, a senhora que orientava a reunião era uma daquelas simpáticas pessoas do continente (lisboa, esse exemplo de civilização) que se mudam para as províncias ultramarinas ("gostas de viver nos açores?", "gosto, sei lá... é muito típico, e eles têm aquela maneira de falar, pronto, são um bocado brutos, e há imensas coisas que não há lá... mas temos imensa qualidade de vida... pronto, há umas coisas irritantes, uns quantos imbecis que insistem em parar em cima dos passeios..." - como se no resto do mundo não se parasse em cima dos passeios! não é preciso insultar os locais!), e que nos vêm trazer a luz do conhecimento.

obrigada, desculpe... não há pachorra! vão procurar qualidade de vida para trás-os-montes, zona que também tem ar puro, muita qualidade de vida, e podem ir comprar as mercearias a espanha que lhes sai muito mais barato.

posto isto, aqui fica lavrado, enquanto me lembrar desta triste cena, não volto a pôr os pés numa reunião destas!

NOTA: eu não tenho nada contra os continentais em geral, muito pelo contrário, há cá muitos continentais impecáveis, além do que, morei em lisboa durante metade da minha vida e sempre me dei bem com toda a gente.
no entanto, já tenho muito contra os continentais que se instalam cá armados em carapaus de corrida.
é gente que é embirrenta em qualquer sítio que escolha para viver, os carapaus de corrida são uma raça terrível!

17/11/05

ontem, nos ctt, a funcionária perguntou-me, toda sorridente, se eu não queria aproveitar e comprar postais de natal.
"não, muito obrigada", respondi educadamente, "ainda estamos no meio de novembro".

também aproveito para acrescentar que acho muito cedo para as ruas do centro da cidade já estarem todas iluminadas com enfeites natalícios, e que esta antecipação das festas lhes tira a maior parte do gozo.

e ainda acrescento que amanhã vou à minha primeira assembleia de condóminos. algo me diz que deve ser uma reunião onde o espírito natalício não vai imperar... mal posso esperar.

16/11/05

hoje fui chamada para acompanhar um arguido, num interrogatório, numa das esquadras da psp aqui da ilha, portanto, foram 20 minutos de viagem, mais 15 minutos de declarações e mais 20 minutos de viagem de volta.

por sorte, esta era uma esquadra de polícias sérios, cumpridores das suas funções e de quem não tenho qualquer razão de queixa, não me cruzei com nenhum Policial 'drag queen' se diz amante do deus Krishna na Índia, tal como o senhor Devendra Kumar Panda, que é inspetor-geral no Estado de Uttar Pradesh.

acho que os estágios na índia devem ser muito mais animados que os estágios que se arranjam em portugal... mesmo assim, não é o suficiente para me convencer a mudar o estágio para lá, prefiro os agentes da psp, ao menos não têm o hábito de nos reservar surpresas estranhas destas.

15/11/05

constatação do dia:
é sempre simpático ir ao ginásio na hora de um jogo de futebol: fica quase vazio, e posso seguir o meu programa na ordem suposta, sem ter de saltar máquinas à espera que fiquei vazias.
despacho-me mais depressa, e ainda tenho tempo para conversa de circunstância com os poucos resistentes que não se desistem do treino por causa de um jogo (até porque havia umas 5 televisões sintonizadas no canal que estava a passar o jogo, sempre dá para se ir seguindo, embora sem muita atenção).

14/11/05

o país está um bocado mais repetitivo que o habitual, nesta fase de pré-campanha para as eleições presidenciais, temos que:

1-o candidato cavaco silva apresenta-se como o salvador da pátria;
2-o candidato mário soares apresenta-se como o salvador da pátria;
3-o candidato manuel alegre apresenta-se como o salvador da pátria;
4-o candidato jerónimo de sousa apresenta-se como o salvador da pátria;
5-o candidato anacleto louçã apresenta-se como o salvador da pátria.

além disso, os candidatos n.ºs 2, 3, 4 e 5, também estão em competição para ver quem consegue arranjar os piores insultos na direcção do candidato n.º 1.

e os candidatos n.ºs 1 e 2 estão em competição para tentar convencer a população votante que foram os melhores governantes que este país teve desde 1974.

quer-me parecer que estes candidatos devem ter feito algum curso de preparação à presidência da república, engoliram todos as mesmas cassetes e agora, com um ou outro detalhe que os individualiza, dizem coisas quase iguais.
além disso, também acho que ainda não perceberam a que cargo é que estão a concorrer, mas, enquanto lhes forem apontando a câmara e o microfone, vão debitando os seus textinhos e fazem uns ares felizes.

é claro que aproveito para sublinhar que a numeração apresentada nos candidatos não é reflexo de qualquer preferência minha, foi uma mera questão de organização do texto.

13/11/05

chegou àquela época do ano em que agradeço não ter crianças pequenas na família: os anúncios na televisão a partir de novembro ficam absolutamente impossíveis, os brinquedos parecem-me cada vez mais esquisitos e, quase de certeza-certezinha, devem ser caríssimos e pouco resistentes ao primeiro ataque de fúria dos infantes (quando o action man vai ser atirado à cabeça da prima e o nenuco vai ser decapitado com a faca de sobremesa, mesmo na noite da consoada).

começo a sentir que a minha infância não teve metade da tecnologia que as infâncias actuais têm... que é que aconteceu aos "legos", aos "pin y pon" e aos "playmobil"?

11/11/05

pelos vistos, um Americano de 18 anos é eleito prefeito em Michigan.

por cá, se a memória não me atraiçoa, o famoso tino (de rans) também se tornou autarca com 18 anos.
depois:
  1. acharam-lhe graça,
  2. deram-lhe corda,
  3. acabaram por achar que se estava a tornar um incómodo,
  4. calaram-lhe o pio à frente de todos,
  5. reapareceu na quinta das celebridades,

e, agora, deve estar escondidito em rans, à espera da nova oportunidade para atacar as luzes da ribalta.

apesar desta minha lembrança pouco precisa da sequência dos acontecimentos, espero que o rapaz americano, de seu nome michael sessions, tenha muito sucesso, seja um excelente político, continue a estudar tudo direitinho, e se faça um senhor responsável, competente e boa pessoa.

(sinto-me um bocado como aquelas tias chatas que, quando sabem que há uma sobrinha grávida do primeiro filho, convidam-na para lanchar, descrevem os seus partos - cada um mais doloroso, complicado e, até, mais nojento que o anterior - e, no fim, declaram: "mas contigo não vai acontecer nada disto... tenho a certeza que vai ser uma maravilha... eu é que tive um grande azar.")

10/11/05

e o dia de hoje foi dedicado às subtilezas do contrato de arrendamento rural.

o que quer dizer que passei o tempo todo a fantasiar:
  • com o prémio do euromilhões (que nunca hei-de ganhar, especialmente porque nunca me lembro de jogar),
  • com a volta ao mundo que havia de dar,
  • com um brilhante c3 topo de gama (vermelho escuro) que havia de comprar - sem qualquer desprimor para o fiel c3 cinzentinho que me acompanha desde há 11 meses a esta parte e que celebrou, esta semana, os seus 10000 km,
  • e com todos os livros que havia de comprar - tantos que nem havia de ter tempo de os ler.

entretanto, e pese embora o pouco entusiasmo, acabei de fazer o contrato que me foi pedido.

09/11/05

maria josé nogueira pinto (pessoa por quem eu até tenho uma certa consideração, apesar do partido em que milita), num debate, na sicnotícias, sobre a discussão do orçamento, acabou de se sair com mais uma das suas brilhantes imagens:
isto é como um chão esburacado, que se pretende tapar com um tapete persa comprado a prestações.

parece-me uma imagem deveras assustadora, e que nos arriscamos a assistir ao lançamento de uma nova escola de oratória nacional, passo a exemplificar:
  • é como morar numa barraca, sem saneamento básico, e conduzir um bmw comprado a prestações
  • é como só ler revistas "de entretenimento para adultos", e estar a comprar a colecção dos grandes clássicos da literatura contemporânea (com encadernação de luxo) a prestações

diria, até, que os debates políticos haviam de ganhar uma nova dimensão, e uma estranha proximidade com a realidade. a ver vamos.

08/11/05

tive o meu primeiro arquivamento de um caso por desistência da queixa.
fiquei muito satisfeita, estava seriamente preocupada com este caso, uma vez que, o maior crime que eu conseguia encontrar na descrição dos factos, era a origem de toda a confusão, que passo a descrever: "A" estava a pintar as jantes do próprio carro com um resto de tinta vermelha, a partir daí, geraram-se todas as confusões normais que se geram entre vizinhos com gostos divergentes em relação às cores das jantes dos automóveis.

a pergunta (pertinente) que me atacou desde o primeiro momento é a seguinte:
como é que, nas inúmeras comissões de revisão do código da estrada, ou até mesmo do código penal, ninguém se lembrou de criminalizar a pintura das jantes de vermelho (ou mesmo de verde ou roxo ou laranja)?
eu acho que merecia, pelo menos, pena de multa até 4 meses.

07/11/05

tal como nunca li o jornal do sporting, nunca me tinha dedicado a ler o jornal "avante!".
confesso a minha falta de imaginação: nunca me tinha passado pela cabeça semelhante ideia.
mas, com esta febre de pré-campanha para as presidenciais, lembrei-me de procurar as páginas dos vários candidatos no google (para me informar melhor sobre as aspirações dos senhores). quando escrevi "candidatura jerónimo de sousa", a busca remeteu-me para o clássico jornal, portanto, resolvi-me a ir investigar, e cá deixo um dos títulos que fizeram capa da última edição:

Marinha Grande
Uma vitóriada população e dos trabalhadores
Em 9 de Outubro, os marinhenses mudaram a sério. Votaram numa equipa e num projecto, a CDU, que volta a dirigir os destinos do concelho após doze anos de gestão medíocre do PS, colocando de novo o concelho nos caminhos de um desenvolvimento integrado e sustentável.

é bonito de ver que, apesar de todas as transformações políticas que ocorreram nos últimos anos, se mantém a mesma linha de discurso e uma habilidade retórica extraordinária.
mesmo que tudo o resto nos falhe, a linha editorial do "avante!" não nos deixa mal.

mas basta uma revelação por dia, só amanhã é que me vou debruçar sobre os jornais desportivos.

05/11/05

e agora, o que faltava para compor o ramalhete das presidenciais:

Presidenciais: Gonçalo da Câmara Pereira admite canditar-se à Presidência

como é que ainda ninguém se tinha lembrado de candidatar o vice-presidente do ppm (neste caso, mas também podia ser o presidente: nuno da câmara pereira) à presidência da república?

eu achava que, para os monárquicos, a presidência da república era uma má ideia, mas, pelos vistos, é mais uma oportunidade de dar nas vistas.
é tentar esticar ao máximo os 15 minutos de fama, sem olhar a meios...

já agora, aceitam-se ideias para mandatários para a juventude.
pelo exemplo que lançaram as restantes candidaturas, convém ser músico, conhecido dos eleitores mais pequeninos e com o dom da oratória... portanto, assim de repente (e tendo em conta recentes programas de televisão), acho que se fazia a coisa entre a ana malhoa e a romana, mas é só uma primeira ideia sobre o assunto.

04/11/05



pois... nem todos podem der fofos como o nemo...

em compensação, tenho uns olhos muito grandes (para ver melhor o mundo à minha volta) e também tenho uma boca muito grande (para dar beijinhos a quem merece).

03/11/05


depois de 2 horas a ouvir música de câmara, cheguei à conclusão que a viola da gamba (este instrumento aqui ao lado), é uma vergonha no mundo dos instrumentos musicais. e passo a explicar:
  1. - não é pequena o suficiente para ter a graça de um violino;

- não é grande o suficiente para ser fixe como um violoncelo.

além disso, acho que nenhum miúdo, alguma vez, há-de ter entrado em conflito com os pais, fazendo vingar a sua ânsia de se tornar um exímio tocador de viola da gamba.

ou seja, enquanto instrumento é um bocado tiro na água, não é carne, nem peixe... aliás, aposto que é para a viola da gamba que mandam os músicos antes de os despedirem da filarmónica por furto continuado de cordas.

02/11/05

e agora, numa modesta homenagem à rubrica "flagrantes da vida real", daquele clássico (embora um bocado caído em qualidade, na minha modesta opinião) que é a revista "selecções do reader's digest":

sou advogada-estagiária e, recentemente, apercebi-me que a deformação profissional me começou a atacar: ao ouvir de um caso em que duas crianças de 13 anos são, simultaneamente, meios-irmãos e primos pensei "isto, daqui por uns anos, vão ser umas partilhas complicadas".

será que as selecções ainda pagam por este género de pérolas?
à velocidade com que pagam as intervenções oficiosas dos advogados nas polícias e nos tribunais, sempre era capaz de fazer mais dinheiro a vender as minhas aventuras a revistas.
e alcançava a fama e o reconhecimento internacional tão almejados.

31/10/05

hoje choveu imenso, e fez uma ventania desgraçada.

especialmente enquanto eu tive de fazer quilómetros de carro e quando tive de andar a pé, sem qualquer hipótese de tentar abrir um guarda-chuva (coisa que, mesmo que tivesse a veleidade de tentar, não podia fazer porque acho que perdi mais um guarda-chuva...).
foi mais um daqueles dias de perseguição dos responsáveis do instituto de meteorologia contra as estagiárias desta ilha (eu não estava sozinha), só pode.

e agora, para acabar em beleza o dia, vou a uma festa de halloween.
já comprei um esqueletozinho para me sentir mais no espírito.

29/10/05

hoje acordei, tratei da minha higiene diária, e fiz uma receita de salame de chocolate.

fui ao supermercado comprar umas coisas que estavam em falta, na companhia da minha mãe.

voltamos a minha casa, minha mãe, a campeã da bricolage, armada com o seu fiel black and decker, fez uns furos que estavam em falta nas paredes bege da minha casa.

chegou o meu irmão, e almoçamos os três.

lavei a louça e a restante companhia saiu de casa.

entretanto, foram chegando amiguinhas estagiárias para um chá (que contou com o meu salame de chocolate, mas também com scones, queijadas, e até mini sandochas, que a ana, a leonor e a raquel não são mulheres de vir de mãos a abanar).

acabaram de sair, o que quer dizer que, agora, vou de corrida aqui à rua do lado, dar um beijinho à sílvia que fez aninhos, e que também deve ter bolo para eu comer.

depois disto tudo, obviamente, amanhã de manhã, vou ter de ir ao ginásio... já não vou ter uma manhã de domingo de preguiça.

ah... e o filme do peter jackson que fui ver ontem tinha os maiores esguichos de sangue que alguma vez vi num filme... mas a raça humana foi salva de ser transformada em fastfood para extraterrestres. é isso que interessa.

28/10/05

às vezes... uma vez por outra... lá quando alguém tem uma inspiração divina... esta ilha presenteia a sua população com actividades diferentes.
esta semana, está a acontecer a semana fantasporto 2005, no teatro micaelense, com uma selecção de filmes que têm passado nesse simpático festival da cidade do porto.

o que quer dizer, que acho que vou ter de fazer o salame de chocolate (para o lanche de amanhã) mesmo amanhã de manhã, porque agora (quer dizer, daqui a bocadinho) vou assistir ao filme "bad taste", desse grande neo-zelandês que é o peter jackson.

e hoje, para variar, não aconteceu nenhuma novidade extraordinária no meu estágio. até foi um dia razoavelmente pacato... não há queixas nem constatações extraordinárias. para a semana, espero novas aventuras.

27/10/05

hoje recebi o meu primeiro boletim da ordem dos advogados. estava lá no escritório, endereçado aqui, à bela da estagiária.
pela capa descobri que é um boletim bimestral, e que custa a módica quantia de 3€ (como não encomendei, e já abri o pacote, espero que não me venham pedir os 3€ daqui a tempos).

por dentro, deve estar cheiinho de artigos sérios e interessantes, que, eventualmente, hei-de ler. mas, como já se faz tarde, não vai ser hoje.
vou antes pôr-me a ouvir rufus wainwright e passar uma vista de olhos pela vogue.
hoje estou mais virada para a futilidade...

26/10/05

passei a tarde inteira numa esquadra da psp.
está provado que as aventuras do estágio aparecem quando menos se espera (e muitas vezes quando não dá jeito nenhum, mas enfim... estagiária não se pode fazer esquisita).

balanço da tarde: à parte as descrições dos actos delinquentes que não interessam ao público em geral (além de serem segredo...), existem as maravilhosas instalações, a cair de velhas, e resmas de polícias que se passeiam nos corredores apertados.
observei que se pode dividir os polícias em diferentes categorias: os que usam as algemas à vista, no bolso de tràs; os que usam o distintivo no bolso da frente; e os que usam a pistola presa nas calças, atràs, fazendo com que a calça descaia um bocadinho e mostrando o elástico da roupita interior, no caso, da marca "dim".
pronto, neste último caso havia um só polícia, mas achei que está a lançar a moda à qual os restantes agentes da autoridade hão-de aderir. embora, não forçosamente todos com roupa interior da "dim", podem usar marcas diferentes.

se não fosse por estes pequenos devaneios, a vida seria um drama impossível de aturar.

25/10/05

na novela "mundo meu", a personagem rita foi condenada por ofensas à integridade física (acho eu, se não foi isto, foram injúrias, ou uma dessas coisas com pouca importância mas que chegam a tribunal para ocupar os tristes dos estagiários).
pena aplicada: dez dias de multa à taxa diária de 1€!

ora, pergunto eu: quando é que um tribunal aplicava só uma pena de 10€?
qual é a utilidade punitiva de 10€, não me explicam?
para isso, a pessoa é considerada inocente, e escusa de ficar com registo criminal, digo eu...

os senhores que escrevem as novelas não se andam a informar sobre o que realmente se passa no país, é o que é. o herói da história não se pode safar a qualquer custo; se os escritores não querem que o herói sofra mazelas, não o meta em confusões demasiado drásticas.
depois, os telespectadores mais distraídos ainda podem julgar que o mundo funciona assim.

24/10/05

hoje, finalmente, vieram trazer-me o resto das prateleiras que estavam encomendadas desde julho (e um grande bem-haja para a minha mamã que veio cá a casa abrir a porta, e tomar conta, dos senhores que vieram montar as ditas).

isto quer dizer, que a pilha de livros e objectos vários que estava no chão há tempos, passaram para o seu espaço próprio, embora ainda não estejam na ordem devida (fica para o próximo fim-de-semana).
isto, também, quer dizer que reencontrei algumas coisas que não via desde a mudança de lisboa para cá, entre as quais, uma autêntica pérola, a cassete em mandarim que a simpática professora rute - do curso de língua e cultura chinesa - nos distribuiu (num lado tem tons e frases simples, no outro, tem exemplos do extraordinário pop chinês), lindo.

também encontrei "o deus das moscas", de william golding, que prometi emprestar a alguém, já não me lembro quem... se for um/a amigo/a leitor/a destes devaneios, faça o favor de avançar e de reclamar o empréstimo devido.

22/10/05

a canção "waterloo" foi votada, há pouco, como a melhor canção a ter ganho o eurofestival da canção.

fiquei um bocadinho contrariada... estava a torcer pelos brotherhood of man, e a canção "save your kisses for me" (que ficou em segundo lugar).
isto apesar de eu não perceber nada de música, mas, aqui há uns anos - na altura em que eu andava, loucamente, em lisboa num fiat cinquecento vermelho - um grande amigo gravou-me esta canção (entre outros clássicos deliciosos do eurofestival) para uma cassete que me fez companhia durante imensos quilómetros.

a canção é levezinha, como deve ser uma canção de festival, e acaba assim:
Kisses for me
Save all your kisses for me
Bye bye baby bye bye
Don't cry honey don't cry
Won't You save them for me
Even though you're only three...

21/10/05

há bocado, quando estava mesmo a chegar a casa, reparei que, em frente ao frescos, havia um lugar enorme, que dava para estacionar uns 3 carros (ou seja, dava para estacionar o meu fantástico c3 sem qualquer tipo de manobra complicada).

achei que tinha que aproveitar. estacionei, entrei no frescos, comprei uma lata de leite condensado e um pacote de cacau em pó, voltei para o carro, andei mais uns metros, meti o carro na garagem, vim para casa e fiz massa de brigadeiros, que está a arrefecer, para ser convenientemente devorada daqui a bocado.

amanhã, vou ter de ir, aplicadamente, passar a manhã para o ginásio, está-se mesmo a ver.

20/10/05

o país já pode respirar fundo! afinal, o nosso ex-primeiro ministro, o mais famoso apreciador de bolo-rei deste país, quebrou o tabu!

aliás, li (http://jn.sapo.pt/) que, no dia em que celebrou 42 anos de casado, o candidato presidencial disse agir por "um imperativo de consciência".

é muito bonito, quase comovente... escolhe uma data tão íntima para se partilhar com toda a população (partilhar-se com a sua maria não lhe é suficiente...), para, finalmente, se candidatar a servir a causa pública, como lhe dita a sua abnegada consciência.
por pouco que convencia os mais distraídos, depois, a pessoa olha com mais atenção, repara nos seguranças que o separam dos jornalistas, pensa nos batedores que lhe guiaram o caminho entre casa e o ccb, fazendo mais um esforço de memória, até se lembra de quando o casal silva mandava fechar a praia dos tomates para ir, calmamente, banhar os seus importantes corpos nas cálidas águas algarvias.
este senhor tão simpático, com tanto jeito para se relacionar com o povo em geral, até já cancelou a sua inscrição como militante do psd, para mais se aproximar de cada um de nós.

o que me preocupa é que, se calhar, o senhor acredita mesmo nas frases chave que desencantou, as bonitas 4 razões para se candidatar à presidência:
conhecimento da realidade portuguesa, conhecimento do quadro internacional em que Portugal se insere, experiência e conhecimento da vida política nacional e internacional, vontade e responsabilidade para criar aos jovens novas e mais janelas de oportunidades de progresso.

pretensiosos nós?... é só impressão dos espíritos mais cruéis...

19/10/05

há coisas fantásticas em portugal, que não variam nem com a humidade, nem com a altitude, nem com a temperatura... hoje passei 1 hora, em pé, na repartição de finanças da bela vila de lagoa (em s. miguel, não no algarve), para ver a minha dúvida respondida em 5 minutos (mais minuto, menos minuto).

donde se conclui que o atendimento nas repartições de finanças depende de uma extraordinária preparação dos seus funcionários, cursos específicos de formação sobre como lidar com o "sistema em baixo" e seminários sobre o melhor modo de responder aos utentes (em linguagem especial das finanças, não em português comum), não tem nada a ver com a localização geográfica, nem a origem dos funcionários ou dos utentes.

isto não é só falar mal. quando finalmente fui atendida, o funcionário foi muito eficaz na explicação (uma só explicação, não precisei de várias versões da mesma frase) e simpático.
tenho a séria esperança de continuar a manter a minha situação tributária dentro da legalidade, e de não ser obrigada a ir a inspecções manhosas e (lagarto, lagarto, lagarto/cruzes canhoto/o diabo seja surdo) a ter de pagar coimas.

18/10/05

no telejornal da sicnotícias, estava uma senhora (representante de algum organismo sério, espero) a assegurar à população que não há perigo de contágio da gripe das aves (das ditas para os humanos) através do consumo de carne e ovos.

uma vez que tenho como única especialidade culinária ovos mexidos com muita salsa (para prato principal, porque para sobremesa faço brigadeiros e salame de chocolate), respirei de alívio.
enquanto puder comer ovos, não tenho de aprender a cozinhar nada de mais complexo, é uma boa notícia.

quer dizer... salvo seja o exagero, também não como só ovos. existem muitos congelados simpáticos: basta por num recipiente apropriado e meter no forno, e está feita a festa.

17/10/05

e agora, para uma informação ainda mais inútil que o costume:



este actor inglês, daniel craig, é o novo james bond.
e, em mais de 20 filmes, ainda só vamos no sexto actor.

16/10/05

constatação do fim-de-semana: sempre que eu vou a uma casa que tem os canais lusomundo, e tenho a televisão à minha vontade, não passa nenhum filme que me apeteça ver...
é uma coisa que me contraria.

14/10/05

o meu pai tem um congresso (ou qualquer coisa para esse género) este fim-de-semana, algures no continente português, motivo pelo qual, num destes almoços, ouvi a seguinte conversa:
- então, e qual de vocês vem dormir cá a casa, para a eficaz gestora do lar não ficar sozinha um fim-de-semana inteiro?
- a rita! (ofereceu-me, rapidamente, o meu irmão do meio)

posto isto, já tenho o pijaminha e a caixa do scrabble preparados, e, para amanhã, já estou psicologicamente preparada para ir ver uma comédia romântica qualquer e fazer compras... vai ser um fim-de-semana menino-não-entra.

13/10/05

e agora, para um momento cultural (para compensar o destarelo que costuma andar por estas crónicas):

Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

pronto, gosto de ler Carlos Drummond de Andrade.

12/10/05

- sabe, é que eu faço as limpezas de sábado à sexta...
- então... não são limpezas de sábado, são limpezas de sexta, não é?
- não. são as minhas limpezas de sábado, mas eu faço à sexta, porque os rapazes não estão em casa.

e esta conversa aconteceu mesmo, não é só fruto da minha imaginação distorcida.
não há limite para a animação diária na vida de uma advogada estagiária.

11/10/05

o pedro quer sair de casa da luísa e faz as malas, de um modo muito decidido.
a luísa sai do quarto em lágrimas, porque não aguenta a ideia de o pedro ir para um hotel.
depois, a luísa vai para a sala, onde combina com a amiga guida para ela a avisar da chegada da irmã, dulce, para apanhar o pedro a sair lá de casa. o seu móbil secreto é estragar o casamento de dulce e pedro, e conquistar, finalmente, pedro para a sua vida/casa/cama.
guida avisa luísa que dulce chegou.
luísa chama a criada (deve ter um nome qualquer, mas é criada... e isto é só uma novela esteriotipada) e diz-lhe que, quando dulce chegar, ela a deve levar para o quarto onde pedro faz a mala e para onde luísa se encaminha com um sorriso maquiavélico.
"ai luísa, espero que saiba o que está a fazer, porque a terceira guerra mundial vai começar na sua casa..." diz a amiga guida, à porta de casa de luísa, enquanto dulce se dirige, alegremente, para a armadilha preparada pela própria irmã...

seguem-se algumas frases-chave, as que consegui ir digitando enquanto a acção se desenvolvia a alta velocidade:

"pedro, não tenho culpa de te amar... queria tanto que ficasses comigo, tens noção das saudades que vou sentir?..."

"pára, por favor, vou para o hotel...", "dulce?..."

"calma, vamos conversar, custa-me imenso ver-te assim..."

"não sejas cínica, luísa!"

"vou pedir à criada que te prepare um copo de água com açucar para te acalmares."

"dulce... dulce... não vais daqui para lado nenhum!"

"nem tenho palavras para descrever o nojo que tenho de ti."

"ó dulce, estás a ficar histérica..."

"tu para mim morreste, pedro!"

"dulce... dulce... eu não te quero perder!"

"a luísa conseguiu o que queria..."

e para amanhã, vamos saber se pedro vai ficar ao lado de luísa, ou se vai mesmo para um hotel.

conclusão:
de entre todas as coisas extraordinárias, que se vêm nestas novelas (não só nestas da tvi, também nas brasileiras), alguém me explica a ideia da água com açucar? aquilo tem mesmo algum efeito útil, ou é só "A" frase que tem de ser repetida em todas as novelas? fará parte da primeira aula dos cursos de guionismo?
não há dúvidas que as novelas levantam muitas questões existenciais, basta um espírito crítico (e desocupado de outros afazeres mais pertinentes...).

10/10/05

no dia a seguir às eleições, cá vai uma pequena observação (graças aos dados disponíveis nesta página: http://maisautarquicas2005.impresa.pt/homepage/):

em lisboa, dos 536450 eleitores inscritos:
  • houve 282443, que se deram ao trabalho de votar
  • desses, 7538 deixaram o boletim em branco
  • e 4733 anularam o boletim

na encantadora ilha do corvo, dos 350 eleitores inscritos:

  • 287 sairam de casa e foram votar
  • sendo que 5 deles, decidiram lavrar o seu protesto e deixar o boletim em branco

sinto-me muito mais preocupada com os 58 eleitores que se abstiveram no corvo, do que com os 248521 eleitores não foram depositar o voto em lisboa. que será que lhes aconteceu? será que os vizinhos se aperceberam? será que o domingo das eleições coincidiu com alguma excursão colectiva? e serão todos da mesma família, num protesto contra a política?

definitivamente, nas grandes cidades há coisas que passam muito mais despercebidas que nos pequenos meios.

09/10/05

Poema britânico é escolhido para ser lançado ao espaço, este é o primeiro verso de "human beings":

Olhe para suas mãos
Suas lindas e úteis mãos
Você não é um primata
Você não é um papagaio
Você não é um lóris lento
Ou um míssel inteligente
Você é humano
"Human Beings é um poema pela paz. É sobre a alegria de ser humano, mas isso não quer dizer que seja contra animais ou formas de vida alienígenas", disse o autor.
"Quando for para o espaço e for lido por alienígenas, eu odiaria que eles pensassem que é um poema contra formas alternativas de vida."
(pelo menos, é o que diz o artigo da bbc brasil)
isto é tudo muito bonito, mas, partindo do princípio que os extraterrestres conseguem ler a poesia do senhor adrian mitchell (aliás, que conseguem ler qualquer coisa, não lhes quero tirar mérito, podem ter muitas e extraordinárias capacidades, que não a da leitura, parece-me que os humanos estão, mais uma vez, a considerar o universo todo à sua imagem), eu cá acho que vão apontar as suas navezinhas para a direcção oposta, e rapidamente, abicar para o ponto oposto do universo.

a não ser que achem muita graça aos simpáticos lóris, e queiram levar um exemplar para o jardim zoológico local... até porque não incomodam muito na viagem, têm entre 10 a 20 centímetros, pesam à volta de 100 gramas, e são uns bichinhos com um ar muito engraçado.

e devem estorvar menos que os humanos.

08/10/05

e pronto... já estou de volta à ilha natal.
nesta última semana fiz quilómetros em autoestrada (as coisas de que uma pessoa sente falta...), andei quilómetros a pé sem nunca ver o mar, fui a museus, fui ao ccb, fui às compras na baixa, fui ao teatro...
cravei estadias a amigos do peito, que tiveram uma paciência infinita para me aturarem e mostraram como são boas pessoas.
estive com amigos que já não via há meses, e tive pena de não me cruzar com gentes que escolheram esta semana para ir para a madeira, para o alentejo e para não descerem do porto até lisboa... coriscos!
andei de autocarro, de metro, de táxi, de eléctrico e de combóio... e, finalmente, de avião (embora com 2 horas de atraso), de volta ao meio do atlântico.

cheguei cá, e descobri que os meus amigos, assim que se vêem sem mim, começam a usar mais a caixa dos comentários - afinal sabem...
(excepção feita ao amigo paulo, essa presença assídua e sempre simpática, que até esclarece os amigos insulares que os do continente me tratam bem... o que eu gostei do almoço de terça! beijinho para o paulo, antónio e ana, e para a outra ana, a do almoço de sexta)
a boa notícia é que (as gentes de cá) não aproveitaram a caixa de comentários para fazerem encomendas do continente, especialmente porque não acedi à internet enquanto estava em lisboa e, por isso, mesmo que quisesse, não lhes podia acudir...

e agora, vou reflectir sobre o voto de amanhã.
e descansar de tanta animação nestes últimos dias.

01/10/05

lembro-me que, quando era pequena havia um programa infantil, feito em portugal e com actores à séria, em que, se cantava a seguinte cantiga: "vou visitar a minha tia a marrocos, vou visitar a minha tia a marrocos, vou visitar a minha tia, visitar a minha tia, visitar a minha tia a marrocos..."

eu vou visitar as lembranças de 10 anos passados em lisboa.
parto, daqui a bocado, no avião das 8.45, e volto às 19 e qualquer coisa, no próximo sábado. não conto chegar a nenhum computador ligado à internet... mas, bem vistas as coisas, já me despedi dos meus 3 leitores em s. miguel (mamãe - que aprendeu a ligar o computador à internet para ler estes delírios -, papai e zé), devo encontrar-me com os meus 2 leitores do continente (os ilustres colegas antónio e paulo, e restantes representantes simpáticos do escritório, que não sei se lêem isto), com um bocadinho de sorte, o leitor do porto santo, também se deve cruzar comigo na capital (que saudades!).
quanto ao leitor de tóquio, se é que ainda lê isto, juntamente com os restantes amigos que me esqueci de mencionar (porque foi uma semana demasiado intensa e estou estafada), e os outros que cá vierem parar por engano, vão ter de esperar uma semana até ter novas notícias...

e o refrão da cantiga era mais ou menos "sindigai ai upi upi ai... sindigai ai upi upi ai... sindigai ai upi, upi ai ai upi, upi ai, ai upi, upi ai..."