31/01/06

dúvidas do dia:

qual é o limite de azar que uma pessoa pode aguentar?
como será que consigo integrar as equipa que escrevem os textos das novelas da tvi? (não é para me gabar, mas eu já consigo adivinhar quase todos os desenvolvimentos nos enredos)
durante quanto tempo se prolongam as crises azaradas?
porque é que a página do ministério das finanças, para as declarações de impostos electrónicas, é tão difícil de perceber? (aqui o defeito pode ser só meu, nesse caso, podia haver uma versão para ritas, se faz favor?)
haverá uma associação de azarados anónimos?
quem é que disse que o malato é um bom apresentador de concursos? (ou mesmo o jorge gabriel, ou a júlia pinheiro?)

29/01/06

cai neve no continente...
por s. miguel, não está muito sol, não chove, e, definitivamente, não há um floquinho de neve que seja...

conclusão: não posso aproveitar o meu domingo a brincar na neve!
em compensação, está tempo capaz para se fazer uma simpática marcha.
não se perde tudo...

27/01/06

mais um dia de jackpot...

mais uma véspera de fim-de-semana...

mais um dia em que alguns estagiários são (neste caso, injustamente) lembrados da sua vil condição...

ainda bem que amanhã posso dormir mais um bocadinho de manhã e ler alguma coisa que não tem nada a ver com trabalho e ir ao cinema.

e vivó fim-de-semana.

26/01/06

francisco comia, todos os dias ao pequeno-almoço, uma bola de berlim.

ana gostava de ir sozinha ao cinema, especialmente quando tinha a sogra de visita. eram duas horas de paz e tranquilidade de que não prescindia.

entretanto, o baixote foi atropelado e morreu.

25/01/06

confusões da vida moderna: quando uma pessoa aceita a proposta para traficar droga, julgando que se trata de cocaína e, afinal, vai-se a ver, e é heroína...

mal comparando, é como pedir uma mousse de chocolate caseira e sair uma mousse instantânea da alsa.
é chato e, ainda por cima, quando se descobre a verdade, já é tarde demais.
mais uma ida ao nordeste... fui e voltei pela estrada do sul, o que quer dizer que não atravessei a ponte sobre a ribeira despe-te que suas.

aprecio quando os pontos geográficos têm nomes apropriados: se a pessoa chega, à dita ribeira, toda mal cheirosa, nada mais apropriado do que lembrar que o melhor que tem a fazer é tirar a roupa e dar um belo mergulho.
e depois correr de volta para um duche quente (para tentar recuperar o corpo da crise de hipotermia).

23/01/06

Eleição de Morales dá força a campanha pró-coca.
ou seja, o senhor morales foi eleito presidente da bolívia, e agora estão a aproveitar para intensificar a campanha a favor do comércio de produtos derivados da cocaína.

estou em pulgas para saber se o novo presidente português também irá apoiar alguma campanha simpática como esta.

21/01/06

e na véspera de eleições, há sempre uma mesma questão existencial que me atormenta:
onde pára o meu cartão de eleitora?!

20/01/06

146 milhões de euros no euromilhões...
era uma volta ao mundo a parar em todas as estações e apeadeiros...

19/01/06

fiz uma descoberta completamente inútil:
além de ser sagitário e ter como signo chinês o dragão;
como signo asteca sou água (aparentemente, existem 20 signos astecas);
no horóscopo cigano sou o machado;
no horóscopo druídico sou seringueira (uma árvore que parece que é símbolo de sabedoria superior - como sabiam das coisas estes druidas...);
no horóscopo egípcio calhou-me hátor, a deusa da alegria (cujos nativos parece que, às vezes, pecam pelo exagero, o que eu acho que é um autêntico disparate, nunca ninguém me viu ou ouviu em nenhum exagero);
no horóscopo xamânico saiu-me a coruja na rifa.

conclusão: isto é muito signo para uma mulher só... e eu nem sabia que metade destes horóscopos existiam (e não é exagero nenhum, só sabia dos 2 primeiros).

18/01/06

estava eu a contar as minhas aventuras de ontem pelos tribunais da ilha, eis senão quando, de repente, há alguém que diz "o tribunal do nordeste é onde acontece a verdadeira justiça de proximidade, não é?".
resposta: "é sim senhora, a sala de audiências é do tamanho da minha cozinha" (a minha cozinha, embora simpática, não é grande).

eu sei que já repeti isto umas 389 vezes, mas não há limite para a emoção na vida de uma advogada estagiária: fazer 75 km para lá, pedir justiça (entre outras coisas...) numa sala mínima, onde o problema da colocação de voz era falar baixinho para todos ouvirem bem, fazer 85 km de volta e, ainda, voltar a fazer este bonito percurso todo de novo para voltar lá, na próxima semana, para a leitura de sentença... não é para todos!

17/01/06



cá vai o percurso de hoje:

saí de ponta delgada, abiquei para a ribeira grande depois fui pela estrada da costa norte até à vila do nordeste e, no regresso, resolvi vir antes pela estrada do sul (passando pela povoação, furnas, vila franca do campo e lagoa).

quando sai eram 10.30 da manhã, só voltei a ponta delgada já eram 16.30.

se não fosse inverno, não escurecesse mais cedo e se eu não estivesse cheia de trabalho em ponta delgada, ainda tinha aproveitado para ir dar uma volta até aos mosteiros.

pensando bem, nunca corri a ilha toda num dia só, e hoje faltou-me só um bocadinho...

16/01/06

adelino maltez (que foi meu professor de ciência política na altura em que eu constava da lista de alunos do iscsp) está num debate na rtp1, a dizer que se devia transformar a política em algo mais ridículo.
acho que é boa ideia, mas também acho que os políticos que temos conseguiram antecipar a esta visão do professor e brindar a população com vários momentos de animação diária: o tempo de antena, o telejornal, os vários debates que existem à volta de todas as eleições que vão acontecendo.

e, de repente, deu-me um ataque de saudades do tempo de estudante.

15/01/06

o fim da tarde de domingo era sempre uma altura um tanto triste para joão.
o perdiz e a julinha iam jantar a casa dos pais dela, não costumava haver avarias repentinas nas máquinas de karaoke e, a partir das 7 da noite, fechava o café que costumava frequentar (no rés-do-chão do prédio ao lado).
a maior parte das vezes, acabava por ir ao cinema, assistir a filmes sozinho era melhor que ficar em casa a falar com as plantas do perdiz.

nessa tarde, acabou por assistir a uma comédia romântica, não era o seu género preferido mas, quando chegou à bilheteira, era o filme que ia começar a seguir, portanto resolveu que o ia ver.
quando se sentou no seu lugar, reparou que a cadeira ao lado já estava ocupada por uma mulher e sentiu-se um bocado contrariado, já não se podia esticar à vontade durante o filme.
sentou-se e deu por si a pensar que a solidão já estava tão entranhada nele que nem gostava de ter uma estranha ao lado quando ia ao cinema.

13/01/06

Cientistas de Taiwan criam porco verde que brilha no escuro

esta é uma questão que me levanta algumas dúvidas pertinentes:
  1. o que andam as associações protectoras dos animais a fazer?
  2. onde cabem estes novos porcos na hierarquia d' o triunfo dos porcos?
  3. já agora, para quando as vacas voadoras? (havia de beneficiar o turismo açoriano)
  4. e, por último, serão os cientistas de taiwan capazes de prever a chave vencedora do euromilhões? (e, por favor, de a mandar para a minha morada com a antecedência necessária para eu poder fazer a aposta? davam-me jeito uns trocos para os alfinetes)

11/01/06

e é com toda a isenção e seriedade que relato que a candidatura de jerónimo de sousa ganhou a corrida à minha caixa de correio e lá deixou, não um, mas dois papelitos de propaganda.

estou à espera para ver se as restantes candidaturas também conseguem alcançar a minha caixa de correio, ou se acham que o tempo de antena, os noticiários e os debates são suficientes para me esclarecer.

10/01/06

encontrei uma notícia que ultrapassa os meus humildes devaneios de escrita criativa:

Big Brother com gorilas é sucesso na TV tcheca.

acho que vamos cheios de sorte enquanto nenhuma das televisões nacionais se lembrar de adaptar o modelo a portugal...
mas, por mero zelo de patrocínio, e garantia de futuros direitos de autor, cá vai a minha ideia para a adaptação lusa do projecto (até parece que já estou a ver): um programa com a amália e o eusébio e a pequenina maré a fazerem gracinhas para a câmara, a comerem os ouriços do mar em cima das barriguitas, e a mergulharem amuadas quando forem votadas para serem expulsas do programa (embora não expulsas do oceanário, espero bem).

09/01/06

francisco queria investir num sofá novo - daqueles em pele, todos reclináveis - e numa subscrição completa da tvcabo - para deixar de ir assistir aos jogos de futebol ao café.

ana queria ir passar uma semana a londres. há bastante tempo que ansiava por ir assistir aos musicais mais famosos e por passear em oxford street.

mas, não havia maneira de o baixote melhorar da paralisia e, como um mal nunca vem só, as respectivas mães resolveram ir passar uns tempos com eles nos olivais norte.

06/01/06

os primeiros dias de alexis em paris foram cheios de precalços.
escreveu no seu diário que, assim que regressasse aos estados unidos, ia processar a professora de francês que, durante 4 anos, lhe garantiu que lhe estava a ensinar "francês tal como se fala, com algum calão e tudo" (altura em que dava uma risadinha envergonhada). vendo bem as coisas, a parte dos ensinamentos que melhor aproveitava era a da risadinha envergonhada, sempre que chegava a mais um impasse na comunicação.
no parágrafo seguinte escreveu que, antes desse retorno a casa, tinha de aproveitar para visitar algumas outras capitais da europa.
só ainda não sabia como ia ganhar dinheiro para conseguir realizar esse sonho, mas decidiu que, primeiro, ia tentar dominar o francês e tentar que os 3 miúdos que tinha à sua guarda não a matassem (lentamente e com requintes de malvadez que só uma criança francesa é capaz), depois ia procurar um emprego mais bem pago.

05/01/06

o apartamento que joão divide com o perdiz está sempre um aprumo de limpeza e organização.

por sorte, o perdiz tem uma obsessão por limpeza que faz dele o talhante mais asseado do intendente (e, talvez, até de lisboa inteira), e o companheiro de casa ideal (especialmente para pessoas desleixadas como o joão).

o sucesso na divisão de casa, que já dura há alguns anos, deve-se, em muito, ao facto de o perdiz ser surdo, e desligar o aparelho assim que entra em casa (evitando-se, por exemplo, as discussões normais sobre diferentes gostos musicais), bem como ao facto de joão sempre se ter mostrado muito respeitador da namorada do perdiz - julinha, funcionária da paróquia e míope - e nunca ter feito qualquer trocadilho menos simpático sobre o nome de ave do amigo.