31/07/08

o presidente da república declarou ao país as suas dúvidas sobre o (novo) estatuto político-administrativo da região autónoma dos açores*.
parafraseando a sabedoria popular: chegou e disse, tirou o chapéu e foi-se...
mas estava muito jeitoso na sua versão veraneante com gravata rosada, isso ninguém pode negar.

*safa, corisco, que isto ainda vai dar pano para mangas.

28/07/08

o melhor-amigo-de-todos-os-tempos faz anos.
como ele é mesmo um querido, além da prenda que teve de ir levantar aos ctt, fica aqui mais um miminho.

27/07/08

manel percebeu que fazia um casal perfeito com maria no dia em que reparou que ela, de todas as vezes que ia ao supermercado, comprava leite. era uma pequena compulsão que se ajustava muito bem com a dele, que em todas as idas às compras trazia cereais.
sentiu-se enternecido ao perceber que teria uma casa onde nunca faltaria o pequeno-almoço.

26/07/08

uma funcionária dos ctt com vocação para mestre de obras:

(a olhar para um turista à volta dos 30 anos que acabava de sair, depois de ter mandado uns postais)
"ai... qu'isto é mesmo como ter uma sobremesa à mão de semear e não lhe poder tocar..."

24/07/08

depois de ver este nome que foi dado a uma menina: Talula Does The Hula From Hawaii (Talula Dança a Hula do Havaí), que, por sorte, um juiz abençoado decidiu que deve ser mudado, prometo que nunca mais faço comentários pouco caridosos a propósito de conjugações como tatiana vanessa ou fábio adérito.

(mais uma pérola com o alto pratrocínio da bbc brasil)

23/07/08

"Pode parecer bobagem, mas meu traseiro não é igual ao dos outros", disse Butterfield. "Tenho uma sensibilidade especial na região das nádegas e posso literalmente sentir a diferença de materiais e preenchimentos apenas sentando neles."
diz o testador de colchões que fez um seguro do próprio rabo no valor de 1 milhão de libras, e informa a bbc brasil.

como é bom de ver, não vou fazer qualquer comentário sobre as opções das companhias de seguros britânicas, mas confesso a minha terrível ignorância: nunca me tinha passado pela cabeça que existiria o trabalho de testador de colchões.

22/07/08

(e agora para algo ligeiramente diferente e absolutamente inútil)

a questão de não saber o nome do cão de pavlov andava a atormentar-me. é uma questão de respeito básico, o pobre do bicho teve os reflexos tão provocados e nem merece o reconhecimento da posteridade.

este artigo da wikipédia refere que foram vários cães, e não apenas um - o que faz sentido.
entretanto, mão amiga fez-me chegar este outro link que se lê que havia canitos com nomes como boy (ou o equivalente em russo), zolotisty, druzhok (pequeno amigo), sultan, zhuchka, tygan (cigano).
se não é verdade, é bem achado, e fica mais uma dúvida acalmada.

21/07/08

eu até costumo esforçar-me para escrever sem erros de português particularmente graves, tarefa que, tendo em conta que não estudei de modo aprofundado a língua portuguesa e vivo numa região pejadinha de arcaísmos e expressões próprias, confesso que me dá algum trabalho.
além disso, apesar de ser miúda engraçada e desembaraçada, não estou imune ao erro (lá está, também sou humana...).
acresce que nunca me arroguei nenhum estatuto especial de grande escritora ou exemplo de opinião a seguir. muito pelo contrário, isto é um blog sem particular importância, onde não se usam maiúsculas, cuja divulgação é mínima e, definitivamente, não é uma fonte a citar sequer em trabalhos da 4ª classe.
assim sendo, agradeço que, sempre que sejam detectados erros, eles me sejam apontados (por esse motivo mantenho uma caixa de comentários livre a quem a quiser frequentar e indico um mail aqui na coluna do lado), mas também agradeço coerência, isto é, se me apontam erros, não o façam com erros.

posto isto, lá em cima, no subtítulo, havia uma gralha lia-se "que às vezes me que vencer", onde se devia ler (como já está corrigido): "que às vezes me quer vencer".
escrevi "subtítulo", e não "sub-título", porque como esclarece o ciberdúvidas da língua portuguesa (espero que com autoridade e fundamento suficiente para os mais conhecedores):
SUB
Prefixo sujeito ao hífen antes de b, h (só se o segundo elemento não tiver vida autónoma - subastar e não "sub-hastar") ou r [sub-reptício] Cf. HÍFEN.

na minha opinião, que vale muito pouco, como é bom de ver, deve exigir-se rigor demonstrando essa coisa mágica que é... o rigor, senão, é só implicação. e implicação é deveras desagradável.

20/07/08

conheci um mimo cujo espectáculo era um autêntico mimo.
garantiu-me que a chave para o sucesso na preparação dos seus números era a observação da sua criação de bichos de seda. “tudo faz sentido a partir do momento que se aprende a acompanhar o desenvolvimento de uma minhoca até ser borboleta”, disse-me uma vez, “claro que há que ter consciência que o que importa mesmo é o casulo com a seda. mas não se consegue a seda sem o bicho”.

18/07/08

após a condenação no apito dourado, os comentadores gastam-se a discutir detalhes processuais, o estado da justiça, o estado da bola em geral, o estado da câmara municipal de gondomar, a criação de bichos de seda na federação portuguesa de futebol...

neste âmbito, acho que se impõe sublinhar uma escandalizante constatação:
quando leva o copo de água à boca, o major valentim loureiro levanta o dedinho mindinho. eu vi.

17/07/08

ponta delgada está em plena fúria de desenvolvimento/construção/betão/apelo ao turismo/melhoria geral* e a visita virtual desta página vale a pena.

*escolher a opção que mais agradar... na minha opinião está com melhor ar do que estava há uns tempos e com opções muito mais agradáveis (e as obras ainda não acabaram... mas hão-de acabar), mas, como em tudo na vida, há quem não goste.

15/07/08

estas ilhas têm umas especificidades que confundem as pessoas. atente-se na inspirada escolha de nomes dos dois maiores hospitais do arquipélago:
- hospital do divino espírito santo (em ponta delgada);
- hospital do santo espírito de angra do heroísmo (em angra do heroísmo, como o próprio nome indica).
só o hospital da horta é que permanece exemplo de simplicidade na denominação. até mais ver.

(e como estou bem disposta, não vou apresentar o meu discurso sobre a extraordinária ideia de dar nome de papa a campos de futebol e ao aeroporto.)

14/07/08

"já viu como acabámos de o apanhar pelo rabo?" - perguntou a fátima campos ferreira ao bastonário marinho pinto, no prós e contras.

perante isto, 2 pensamentos:
- não estava a olhar para a televisão, portanto, resta-me fazer figas para que esta tenha sido uma força de expressão e que a senhora jornalista não tenha atentado contra o rabo do senhor;
- vou trocar rapidamente de canal, que este programa é demasiado hard core. aliás, prefiro mais um episódio de erva no canal 2, acompanhar as aventuras de nancy botwin parece-me mais interessante e adequado para todos os membros da família que uma sessão de prós e contras.

13/07/08

na audiência de julgamento, quando o juiz, após ler a acusação de homicídio, perguntou a artur se queria prestar declarações, este respondeu indignado que sim, que pretendia declarar-se inocente.
perante o pasmo de todos os presentes, explicou que, do que tinha lido na acusação, apenas se tinha apurado que laidinha tinha sido assassinada com 3 facadas no coração e que ele seria o autor dessas facadas. argumentou que a acusação não estava correcta, tinha de haver outra causa de morte porque laidinha não tinha coração, aliás, era a mulher mais cruel que alguma vez tinha conhecido, portanto, nunca ninguém poderia ser condenado nos termos da acusação. muito menos ele, que tinha investido tanto num curso de cozinha japonesa, para, eventualmente, a matar com algum pedacinho de sushi menos saudável.

12/07/08

parece que o ser humano tem seis maneiras de amar, a saber:
estilo romântico
estilo possessivo
estilo cooperativo
estilo pragmático
estilo lúdico
estilo altruísta

(mais um pedacinho de informação útil para conversas de café, embora eu ache que, daqui por uns tempos, outros psicólogos sociais hão-de apresentar números e estilos diferentes... que isto cada qual tem sentimentos de cada qual)

06/07/08

naquele verão, artur resolveu enfrentar o medo que tinha do mar. depois de passar dias a estudar vários manuais e a assistir a gravações de jogos olímpicos, pagou o bilhete para entrar na piscina municipal, respirou fundo, avançou para a prancha e mergulhou na baia natural.
fez um mortal simples encarpado que até mereceu aplausos do nadador salvador, que estava bastante receoso da aventura, convencido de que um homem de 40 anos que recusava a tirar braçadeiras não devia ser sequer autorizado a entrar no recinto da piscina.

04/07/08

não é bem quem não tem cão caça com gato*, mas esta notícia está lá perto: mulher seqüestra gatos para ter cachorro de volta.

*ou, qualquer desculpa esfarrapada para escrever uma palavra em português (ainda que do brasil) com trema me serve...

03/07/08

estou cá convencida que os meus problemas com objectos vão bem para lá dos vasos de cimento... o agrafador e o tira-agrafos também andam a demonstrar uma habilidade extraordinária para fugirem da minha vista e para se esconderem nos recantos mais estranhos da minha secretária.

posto isto, não sei que prefira: acreditar que os objectos ganharam uma vida própria ou que há fantasminhas sem mais que fazer do que trocar-me as voltas.

02/07/08

Verdade

A porta da verdade estava aberta,

mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,

porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.

Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.

Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

carlos drummond de andrade, surripiado de um buraco na sombra.

01/07/08

- então, conhece este outro senhor?
- não posso dizer que o conheço a 100%...

neste momento, teria sido engraçado perguntar se podia fazer uma estimativa do conhecimento que tinha da outra pessoa, se estaria mais próximo dos 92% ou dos 57%... enfim, uma tentativa de alcançar uma resposta que permitisse aferir dos reais conhecimentos matemáticos e pessoais que estes amigos tinham uns dos outros. mas só me lembrei tarde demais.