o prodígio desafiou-me para dizer:
7 coisas que faço bem
i. rir
ii. gargalhar
iii. chorar a ver filmes tristes
iv. estragar músicas que eram óptimas, só por tentar cantá-las
v. não melgar os amigos em excesso (só um bocadinho pode ser, para isso é que são amigos)
vi. contar as minhas desgraças (espera-se que com alguma graça)
vii. ler
7 coisas que não faço ou não sei fazer
i. tocar em borboletas
ii. comer rins
iii. comer língua de vaca
iv. comer folhados
v. cantar
vi. tocar piano
vii. falar espanhol
7 coisas que me atraem no sexo oposto
i. cabelo louro
ii. cabelo castanho
iii. cabelo bem escuro quase preto
iv. altura para lá do 1,75 mt
v. um total de 20 dedos correctamente distribuidos pelas mãos e pés
vi. ir ao ginásio não faz mal nenhum
vii. e outras coisitas mais que a muito pouca gente dizem respeito
7 coisas que eu digo
i. humm...
ii. ahn?
iii. enfim...
iv. ui, ui!
v. alô!
vi. báguete! (crédito a: A Janela (Maryalva Mix) (2001))
vii. humm...
7 actores/actrizes
i. Johnny Depp
ii. Audrey Hepburn
iii. Johnny Depp
iv. Swedish Chef
v. Johnny Depp
vi. Miss Piggy
vii. Gregory Peck
escusado será dizer que a ordem de todos estes factores é arbitrária.
além disso, decidi não passar o desafio a ninguém, quem quiser pode fazer a sua própria autoanálise e, depois, eventualmente, partilhar resultados (se estiver para aí virado).
o mundo é redondo e nunca acaba. 80 dias não são suficientes para o contornar, em menos de um fósforo já nos deu ele a volta.
28/02/07
27/02/07
16ª versão da morte de j.*
j. ajoelhou-se, passou a mão, lentamente, pelo relvado, e chorou da mais pura felicidade, tinha sido contratado pelo benfica!
as câmaras dos jornalistas apanharam este seu momento de emoção, fizeram-lhe as perguntas da praxe (sim, sempre tinha sonhado jogar pelo benfica; havia que ter humildade e trabalhar muito para conseguir a titularidade; ainda não pensava em idas para o estrangeiro, estava concentrado em dar o seu melhor pelo glorioso) e quase todos os noticiários e jornais foram unânimes em vaticinar-lhe os melhores sucessos.
a sua namorada soraia encarregou-se de fazer os recortes de todas estas noticias enquanto sonhava em ir às compras com as mulheres dos outros craques, finalmente era o fim das idas à Zara… Louis Vuitton, Gucci, Prada, haviam de ser as suas marcas de eleição, e já tinha marcado cabeleireiro para começar uma mudança de visual, talvez umas madeixas louras trouxessem mais luz ao seu cabelo castanho. também havia que procurar um novo apartamento em telheiras, numa primeira fase (morar nos olivais é que não podia continuar a ser), e depois arranjar uma casa no estoril, pelo menos.
no entanto, enquanto ainda moravam nos olivais, j. aproveitava para continuar a ir aos campo de jogos do prior velho, encontrava-se com os antigos amigos que continuavam nas suas futeboladas de fim-de-semana e ainda incentivava os miúdos à boa prática desportiva.
até ao dia em que estava a falar com os amigos sobre como o bairro andava muito mais calmo, com menos criminalidade, quando, de repente, surgiram 2 carros em grande velocidade, com os ocupantes a trocarem tiros. todos se baixaram rapidamente, devia ser um ajuste de contas entre traficantes de droga, esperam que passasse rápido. mas, quando passou, j. não se levantou, tinha sido apanhado por uma bala perdida na cabeça e teve morte instantânea.
voltou a fazer notícia e os governantes aproveitaram para apresentar novas medidas para tentar aumentar a segurança e de combate ao banditismo e ao tráfico de droga.
soraia teve de continuar a trabalhar como caixa no continente do vasco da gama.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
as câmaras dos jornalistas apanharam este seu momento de emoção, fizeram-lhe as perguntas da praxe (sim, sempre tinha sonhado jogar pelo benfica; havia que ter humildade e trabalhar muito para conseguir a titularidade; ainda não pensava em idas para o estrangeiro, estava concentrado em dar o seu melhor pelo glorioso) e quase todos os noticiários e jornais foram unânimes em vaticinar-lhe os melhores sucessos.
a sua namorada soraia encarregou-se de fazer os recortes de todas estas noticias enquanto sonhava em ir às compras com as mulheres dos outros craques, finalmente era o fim das idas à Zara… Louis Vuitton, Gucci, Prada, haviam de ser as suas marcas de eleição, e já tinha marcado cabeleireiro para começar uma mudança de visual, talvez umas madeixas louras trouxessem mais luz ao seu cabelo castanho. também havia que procurar um novo apartamento em telheiras, numa primeira fase (morar nos olivais é que não podia continuar a ser), e depois arranjar uma casa no estoril, pelo menos.
no entanto, enquanto ainda moravam nos olivais, j. aproveitava para continuar a ir aos campo de jogos do prior velho, encontrava-se com os antigos amigos que continuavam nas suas futeboladas de fim-de-semana e ainda incentivava os miúdos à boa prática desportiva.
até ao dia em que estava a falar com os amigos sobre como o bairro andava muito mais calmo, com menos criminalidade, quando, de repente, surgiram 2 carros em grande velocidade, com os ocupantes a trocarem tiros. todos se baixaram rapidamente, devia ser um ajuste de contas entre traficantes de droga, esperam que passasse rápido. mas, quando passou, j. não se levantou, tinha sido apanhado por uma bala perdida na cabeça e teve morte instantânea.
voltou a fazer notícia e os governantes aproveitaram para apresentar novas medidas para tentar aumentar a segurança e de combate ao banditismo e ao tráfico de droga.
soraia teve de continuar a trabalhar como caixa no continente do vasco da gama.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
26/02/07
cá vai, mais uma publicidadezinha aos produtos locais:
Carne com indicação geográfica começa a ser vendida 5ªfeira ao Continente
e parece que é carne viajada, pelos vistos os primeiros bovinos de identificação geográfica protegida (igp) são da ilha do faial, foram ao matadouro na terceira, e só depois é que partem para o continente.
a parte irónica é que, de acordo com a notícia, no arquipélago ainda não se vende carne igp porque não há talhos certificados para vender este tipo de carne. mas, como acho que a carne à venda deve ser das vacas primas das que têm igp, não me vou preocupar muito com esse detalhe.
Carne com indicação geográfica começa a ser vendida 5ªfeira ao Continente
e parece que é carne viajada, pelos vistos os primeiros bovinos de identificação geográfica protegida (igp) são da ilha do faial, foram ao matadouro na terceira, e só depois é que partem para o continente.
a parte irónica é que, de acordo com a notícia, no arquipélago ainda não se vende carne igp porque não há talhos certificados para vender este tipo de carne. mas, como acho que a carne à venda deve ser das vacas primas das que têm igp, não me vou preocupar muito com esse detalhe.
25/02/07
Monty Python - Always Look on the Bright Side of Life
uma palavrinha de ânimo, para esta semana de trabalho que se avizinha.
24/02/07
o que faz a pessoa quando tem umas poucas de coisas (sérias) para estudar, relatórios para fazer, e uma pilha de livros por ler?
logicamente, vai até a uma feira do livro, comprar umas aventuras de Corto Maltese, e outras da saga do pato herbert (que não tem coração e é um bocado covarde, mas eu gosto dele à mesma) em Donjon (bande dessinée).
shame on me...
logicamente, vai até a uma feira do livro, comprar umas aventuras de Corto Maltese, e outras da saga do pato herbert (que não tem coração e é um bocado covarde, mas eu gosto dele à mesma) em Donjon (bande dessinée).
shame on me...
23/02/07
hoje, no ginásio, consegui ocupar, mais uma vez, uma passadeira com televisão incorporada e na hora em que estava a passar a minha série-preferida-do-momento: Prison Break.
isto quer dizer que, em vez dos habituais 20 minutos, fiz 40 minutos de passadeira (num total de 224 calorias perdidas em mais de 3 km e meio, a passo acelerado - porque não consigo correr e ler legendas ao mesmo tempo), mas, mesmo assim, não deu para um episódio inteiro... tive de ver o fim numa televisão instalada na parede, com o pescoço todo esticado para cima, e com os meus olhos míopes semi-cerrados (como toda a gente bem sabe, os míopes vêm muito melhor quando têm os olhos semi-cerrados, é um facto da vida).
são as tristes figuras que faço em nome da minha série-preferida-do-momento.
isto quer dizer que, em vez dos habituais 20 minutos, fiz 40 minutos de passadeira (num total de 224 calorias perdidas em mais de 3 km e meio, a passo acelerado - porque não consigo correr e ler legendas ao mesmo tempo), mas, mesmo assim, não deu para um episódio inteiro... tive de ver o fim numa televisão instalada na parede, com o pescoço todo esticado para cima, e com os meus olhos míopes semi-cerrados (como toda a gente bem sabe, os míopes vêm muito melhor quando têm os olhos semi-cerrados, é um facto da vida).
são as tristes figuras que faço em nome da minha série-preferida-do-momento.
22/02/07
21/02/07
já por algumas vezes tive de explicar que o facto de a chave do meu carro estar num porta-chaves com um coração NÃO é porque "um rapaz simpático me resolveu agradar", mas SIM porque as pessoas têm de reconhecer as suas limitações e, não tendo eu sido beneficiada com um coração romântico, tive de comprar um para tentar suprir essa lacuna.
ora, se eu não faço perguntas sobre os porta-chaves alheios, porque motivo é que se vêem no direito de fazer perguntas sobre os meus?
ora, se eu não faço perguntas sobre os porta-chaves alheios, porque motivo é que se vêem no direito de fazer perguntas sobre os meus?
20/02/07
15ª versão da morte de j.*
j. tinha acabado de aterrar no aeroporto da portela vindo da tailândia e era o fim do seu 1º turno como assistente de bordo. tudo tinha corrido bem: os colegas tinham-se revelado bastante cordiais, não tinha havido nenhuma situação de praxe mais desagradável, só tinha passado um dia em bangkok, mas iria ter muitas oportunidades para ver o que lhe faltava.
ia bastante satisfeito com este seu emprego, ele que sempre havia sido gozado pelos seus amigos que não tinham esta profissão em grande conta (já tinha perdido a conta à quantidade de vezes que lhe perguntavam "chá? café? laranjada?"), tinha conseguido realizado o seu sonho, com a sorte acrescida de ter começado logo nos voos internacionais. mal podia esperar para voltar para casa e fazer o relato de toda a viagem à sua concha, a grande responsável pelo seu actual domínio do castelhano.
no entanto, ao chegar a casa, percebeu que, afinal, o relato da viagem teria de ficar para outra altura, a concha recebeu-o com o recado que a mãe tinha ligado a lembrar que era o aniversário da avó gertrudes e que toda a família estava confirmada para o jantar desse dia. não podia faltar de modo nenhum, a avó gertrudes fazia 95 anos e tinha-lhe oferecido todos os cursos de línguas que tinha frequentado ao longo dos anos... não lhe podia fazer a desfeita de não lhe dar os parabéns.
trocou de roupa e meteu-se sozinho ao caminho, porque a concha tinha de ficar a acabar umas traduções que tinha de entregar no dia seguinte e não podia ir passar umas horas a castro verde.
apesar do cansaço, a viagem não correu mal, só teve mesmo um grande azar quando já estava a chegar perto de casa da avó, numa estrada secundária que era atravessada pela linha férrea o carro parou de repente. devia ser só um pneu furado, j. lembrou-se que lhe tinham dito que aquela linha já não era usada, portanto não se preocupou muito, tinha a música muito alta, baixou-se no banco do lado para ir buscar o telemóvel que, ao começar a vibrar com uma chamada, tinha escorregado do assento para o chão, e não se apercebeu do comboio de mercadorias que não teve tempo de abrandar, porque o maquinista estava a ter uma discussão conjugal ao telemóvel, e não viu o citroen saxo encarnado no meio da linha, do qual não sobrou nenhuma peça que se aproveitasse, sequer para ferro velho.
ao telefone era a mãe, a avisar que a avó gertrudes havia morrido naquela tarde, pacificamente e sem qualquer sofrimento, durante a sua sesta, pelo que já não havia muita pressa na sua ida a casa.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
ia bastante satisfeito com este seu emprego, ele que sempre havia sido gozado pelos seus amigos que não tinham esta profissão em grande conta (já tinha perdido a conta à quantidade de vezes que lhe perguntavam "chá? café? laranjada?"), tinha conseguido realizado o seu sonho, com a sorte acrescida de ter começado logo nos voos internacionais. mal podia esperar para voltar para casa e fazer o relato de toda a viagem à sua concha, a grande responsável pelo seu actual domínio do castelhano.
no entanto, ao chegar a casa, percebeu que, afinal, o relato da viagem teria de ficar para outra altura, a concha recebeu-o com o recado que a mãe tinha ligado a lembrar que era o aniversário da avó gertrudes e que toda a família estava confirmada para o jantar desse dia. não podia faltar de modo nenhum, a avó gertrudes fazia 95 anos e tinha-lhe oferecido todos os cursos de línguas que tinha frequentado ao longo dos anos... não lhe podia fazer a desfeita de não lhe dar os parabéns.
trocou de roupa e meteu-se sozinho ao caminho, porque a concha tinha de ficar a acabar umas traduções que tinha de entregar no dia seguinte e não podia ir passar umas horas a castro verde.
apesar do cansaço, a viagem não correu mal, só teve mesmo um grande azar quando já estava a chegar perto de casa da avó, numa estrada secundária que era atravessada pela linha férrea o carro parou de repente. devia ser só um pneu furado, j. lembrou-se que lhe tinham dito que aquela linha já não era usada, portanto não se preocupou muito, tinha a música muito alta, baixou-se no banco do lado para ir buscar o telemóvel que, ao começar a vibrar com uma chamada, tinha escorregado do assento para o chão, e não se apercebeu do comboio de mercadorias que não teve tempo de abrandar, porque o maquinista estava a ter uma discussão conjugal ao telemóvel, e não viu o citroen saxo encarnado no meio da linha, do qual não sobrou nenhuma peça que se aproveitasse, sequer para ferro velho.
ao telefone era a mãe, a avisar que a avó gertrudes havia morrido naquela tarde, pacificamente e sem qualquer sofrimento, durante a sua sesta, pelo que já não havia muita pressa na sua ida a casa.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
15/02/07
pois que, em se aproximando mais um fim-de-semana prolongado... a gerência aproveita para ir novamente a banhos noutra freguesia onde, provavelmente, não terá acesso à grande rede.
as perspectivas são de voltar na próxima terça (mesmo a tempo de matar o amigo j. - a gerência não descura as suas responsabilidades).
entretanto, boa folia :)
as perspectivas são de voltar na próxima terça (mesmo a tempo de matar o amigo j. - a gerência não descura as suas responsabilidades).
entretanto, boa folia :)
14/02/07
chovia quando vinha para casa, pelas 20.15, portanto, um ciclista que vinha na rua (e, escusado será dizê-lo, vinha sem qualquer tipo de elemento reflector que ajudasse os automobilistas a vê-lo, apesar da visibilidade reduzida pela chuva e pela noite) achou mais ajuizado vir no meio da rua, a segurar um enorme guarda chuva preto, e a desrespeitar todos os sinais vermelhos com que se cruzou.
como é óbvio:
1º- fiquei satisfeita por me ter apercebido da pessoa atempadamente (e ainda mais satisfeita quando o consegui ultrapassar)
2º- lamentei não ter uma máquina fotográfica com flash à mão de semear
como é óbvio:
1º- fiquei satisfeita por me ter apercebido da pessoa atempadamente (e ainda mais satisfeita quando o consegui ultrapassar)
2º- lamentei não ter uma máquina fotográfica com flash à mão de semear
13/02/07
14ª versão da morte de j.*
o inverno estava a ser rigoroso, com muito frio, chuva, nevoeiro, e não havia maneira de chegar a primavera. mesmo assim, j. estava confiante e bem disposto no seu novo emprego: era inspector de qualidade numa fábrica de iogurtes, e tinha uma fé renovada nos lacticínios nacionais.
o seu novo ambiente de trabalho era em tons de branco, a higiene imperava, e as pessoas eram estranhamente divertidas, aliás, j. desconfiava que a equipa de investigação de novos sabores andava a fazer mais experiências do que era suposto, mas lembrou-se que só tinha de averiguar da qualidade da elaboração dos iogurtes, se os ingredientes estavam todos em condições, as experiências eram lá com a equipa. além disso, trabalhava nessa equipa uma nutricionista que lhe estava a chamar a atenção, não convinha mesmo nada ser picuinhas logo de princípio.
depois de mais um dia de experiências animadas, em que ele insistiu que iogurte de alface não havia de ser uma boa aposta, mesmo que com um leve aroma a baunilha, reparou que não estava a chover, pelo que resolveu dar um passeio de bicicleta, que se revelou bastante atribulado, ainda havia umas poças de água que encobriam perigosas falhas de asfalto e chegou a cair e a arranhar uma perna e um braço.
voltou para casa contrariado, com a bicicleta pela mão, deixou-a na arrecadação, e descobriu que o elevador estava avariado, antes de amaldiçoar a sua má sorte, teve a presença de espírito de se lembrar que a arrecadação ficava no rés-do-chão e, ao menos, não tinha de subir até ao 6º andar, pelas escadas, com a bicicleta pela mão. pôs-se a subir as escadas, e, apesar das dores no corpo por causa da queda, deu por si a pensar se a nutricionista lhe atenderia o pedido de companhia para o jantar, era uma boa maneira de rentabilizar os arranhões.
quando chegou a casa já ia bem mais animado, resolveu, logo na entrada, acender uma vela perfumada com cheiro a jasmim, um resto da última visita que a irmã lhe fizera, mas que até era capaz de lhe melhorar o ânimo enquanto fazia os curativos e procurava o número da nutricionista, não deu pelo cheiro a gás que estava na casa, nem pela explosão que se seguiu e destruiu completamente o seu apartamento.
por sorte, os restantes vizinhos cujos apartamentos tiveram danos estavam em reunião de condóminos, e não se magoaram.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
o seu novo ambiente de trabalho era em tons de branco, a higiene imperava, e as pessoas eram estranhamente divertidas, aliás, j. desconfiava que a equipa de investigação de novos sabores andava a fazer mais experiências do que era suposto, mas lembrou-se que só tinha de averiguar da qualidade da elaboração dos iogurtes, se os ingredientes estavam todos em condições, as experiências eram lá com a equipa. além disso, trabalhava nessa equipa uma nutricionista que lhe estava a chamar a atenção, não convinha mesmo nada ser picuinhas logo de princípio.
depois de mais um dia de experiências animadas, em que ele insistiu que iogurte de alface não havia de ser uma boa aposta, mesmo que com um leve aroma a baunilha, reparou que não estava a chover, pelo que resolveu dar um passeio de bicicleta, que se revelou bastante atribulado, ainda havia umas poças de água que encobriam perigosas falhas de asfalto e chegou a cair e a arranhar uma perna e um braço.
voltou para casa contrariado, com a bicicleta pela mão, deixou-a na arrecadação, e descobriu que o elevador estava avariado, antes de amaldiçoar a sua má sorte, teve a presença de espírito de se lembrar que a arrecadação ficava no rés-do-chão e, ao menos, não tinha de subir até ao 6º andar, pelas escadas, com a bicicleta pela mão. pôs-se a subir as escadas, e, apesar das dores no corpo por causa da queda, deu por si a pensar se a nutricionista lhe atenderia o pedido de companhia para o jantar, era uma boa maneira de rentabilizar os arranhões.
quando chegou a casa já ia bem mais animado, resolveu, logo na entrada, acender uma vela perfumada com cheiro a jasmim, um resto da última visita que a irmã lhe fizera, mas que até era capaz de lhe melhorar o ânimo enquanto fazia os curativos e procurava o número da nutricionista, não deu pelo cheiro a gás que estava na casa, nem pela explosão que se seguiu e destruiu completamente o seu apartamento.
por sorte, os restantes vizinhos cujos apartamentos tiveram danos estavam em reunião de condóminos, e não se magoaram.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
12/02/07
11/02/07
a amiga pinguinha pediu-me para transmitir que está muito satisfeita com o seu cargo de recepcionista dos visitantes destas crónicas, e que só não o transmite ela própria, porque existe uma certa incompatibilidade entre o teclado e as barbatanas.
gosta principalmente quando cá vêm pela busca de "chamo-me dinis sou o rei dos botões", porque fica a cantarolar a música que, pelos vistos, foi das mais animadas a que fiz referência por aqui (embora só tenha deixado o refrão).
posto isto, e porque há que manter a pinguinha satisfeita, cá fica a letra desse clássico do luís portugal:
Esses teus olhos verde Benetton
Oh minha paixão vermelho Ferrari
O meu coração palpita ton-sur-ton
Ao ver-te sorrir Colgate anti-cárie
As tuas pernas-Dim, que sedução
Cobiço esse sexo Sloggi, sim
Ao teu Triumph(al) peito deito a mão
Mas levo um estalo e ainda te ris de mim
Chamo-me Dinis, sou o rei dos botões
Só as etiquetas me dão sensações
Deixa ver a marca da minha emoção
Não digas que não
Desejo esses teus lábios com Cibelle
Ah, delicados pulsos cartier
O cheiro do teu corpinho com Channel
Os teus bonitos ombros são Gaultier
As tuas pernas-Dim, que sedução
Cobiço esse sexo Sloggi, sim
Ao teu Triumph(al) peito deito a mão
Mas levo um estalo e ainda te ris de mim
Chamo-me Dinis, sou o rei dos botões
Só as etiquetas me dão sensações
Deixa ver a marca da minha emoção
Não digas que não
gosta principalmente quando cá vêm pela busca de "chamo-me dinis sou o rei dos botões", porque fica a cantarolar a música que, pelos vistos, foi das mais animadas a que fiz referência por aqui (embora só tenha deixado o refrão).
posto isto, e porque há que manter a pinguinha satisfeita, cá fica a letra desse clássico do luís portugal:
Esses teus olhos verde Benetton
Oh minha paixão vermelho Ferrari
O meu coração palpita ton-sur-ton
Ao ver-te sorrir Colgate anti-cárie
As tuas pernas-Dim, que sedução
Cobiço esse sexo Sloggi, sim
Ao teu Triumph(al) peito deito a mão
Mas levo um estalo e ainda te ris de mim
Chamo-me Dinis, sou o rei dos botões
Só as etiquetas me dão sensações
Deixa ver a marca da minha emoção
Não digas que não
Desejo esses teus lábios com Cibelle
Ah, delicados pulsos cartier
O cheiro do teu corpinho com Channel
Os teus bonitos ombros são Gaultier
As tuas pernas-Dim, que sedução
Cobiço esse sexo Sloggi, sim
Ao teu Triumph(al) peito deito a mão
Mas levo um estalo e ainda te ris de mim
Chamo-me Dinis, sou o rei dos botões
Só as etiquetas me dão sensações
Deixa ver a marca da minha emoção
Não digas que não
09/02/07

e em pleno fevereiro, lembrei-me de mais uma decisão de ano novo: vou tentar conquistar o mundo!
até me parece que regia bem ali, entre o pinky e o brain: acho que não sou tão cabeçuda como o brain, nem devo ser tão alta como o pinky (comparativamente falando, de corisca para rato de laboratório...).
NOTA - imagem habilmente surripiada algures na grande rede.
07/02/07
momentos altos do dia:
8:30 - descobri que a #$%&%$# do esquentador não estava a funcionar.
8:31 - duche extra-rápido de água gelada
9:05 - ao telefone para a firma onde o esquentador foi comprado e que devia prestar assistência técnica:
- minha senhora, só podemos ir aí na 6ª, pelas 14 horas...
- então vou tomar duche gelado até 6ª?!
- pois... (diz a pessoa naquele tom "antes-tu-que-eu")
- deve haver outra firma que faça essa assistência nesta ilha, não há?
- sim! e pode ser que tenham tempo para ir aí mais rápido, telefone antes para os não-sei-quantos!
(entretanto, deixei queimar as minhas torradas)
9:10 - ao telefone para a segunda firma:
- podemos ir aí hoje, para o fim da tarde, diga o seu contacto, e nós telefonamos!
(as segundas torradas sairam bem, mas o leitinho tinha arrefecido)
11 - chamada para o telemóvel:
- afinal, com o mau tempo, não posso ir para a obra que estava programada, porque é ao ar livre... tem gente em sua casa?
- neste momento não está lá ninguém, mas estou lá em menos de 10 minutos!!!
11-20 - o especialista olha para as entranhas do meu esquentador e declara:
- estas máquinas são muito modernas... mas não estão preparadas para este clima... isto está é tudo molhado! a senhora tem aí um secador de cabelo?
pelo que, 10 minutos depois, já tinha:
- parte das peças secas com o secador, uma das peças foi seca no lume do fogão;
- uma explicação completa sobre os malefícios da humidade nas modernices dos esquentadores;
- uma valiosa dica para o futuro ("a próxima vez que isto acontecer, dê-lhe um calorzinho com o secador, pode ser que resulte");
- más-línguas a propósito das outras firmas que trabalham com esquentadores ("mas não vou aqui dizer nomes, que não vale a pena...").
(intervalo para trabalhar)
18:30 - finalmente: o duche quente do dia!
8:30 - descobri que a #$%&%$# do esquentador não estava a funcionar.
8:31 - duche extra-rápido de água gelada
9:05 - ao telefone para a firma onde o esquentador foi comprado e que devia prestar assistência técnica:
- minha senhora, só podemos ir aí na 6ª, pelas 14 horas...
- então vou tomar duche gelado até 6ª?!
- pois... (diz a pessoa naquele tom "antes-tu-que-eu")
- deve haver outra firma que faça essa assistência nesta ilha, não há?
- sim! e pode ser que tenham tempo para ir aí mais rápido, telefone antes para os não-sei-quantos!
(entretanto, deixei queimar as minhas torradas)
9:10 - ao telefone para a segunda firma:
- podemos ir aí hoje, para o fim da tarde, diga o seu contacto, e nós telefonamos!
(as segundas torradas sairam bem, mas o leitinho tinha arrefecido)
11 - chamada para o telemóvel:
- afinal, com o mau tempo, não posso ir para a obra que estava programada, porque é ao ar livre... tem gente em sua casa?
- neste momento não está lá ninguém, mas estou lá em menos de 10 minutos!!!
11-20 - o especialista olha para as entranhas do meu esquentador e declara:
- estas máquinas são muito modernas... mas não estão preparadas para este clima... isto está é tudo molhado! a senhora tem aí um secador de cabelo?
pelo que, 10 minutos depois, já tinha:
- parte das peças secas com o secador, uma das peças foi seca no lume do fogão;
- uma explicação completa sobre os malefícios da humidade nas modernices dos esquentadores;
- uma valiosa dica para o futuro ("a próxima vez que isto acontecer, dê-lhe um calorzinho com o secador, pode ser que resulte");
- más-línguas a propósito das outras firmas que trabalham com esquentadores ("mas não vou aqui dizer nomes, que não vale a pena...").
(intervalo para trabalhar)
18:30 - finalmente: o duche quente do dia!
06/02/07
13ª versão da morte de j. *
o dia começou com vários tons de cinzento e chuva torrencial, e ainda piorou durante o horário de expediente: j., por azar, não arranjou muitas desculpas para sair do gabinete onde trabalhava, e a d. luísa, que dividia o espaço com ele, estava muito indecisa sobre qual o sofá a iria comprar, mesmo assim, a escolha já estava reduzida a um kramfors e um lervik. aliás, desde que o ikea inaugurou em alfragide, todas as semanas havia o difícil processo de escolha de mais uma peça, que era discutido com todos os colegas do trabalho. ele não fazia ideia como ela conseguia guardar tanta coisa num t2 na baixa da banheira.
apesar disso, parecia que estava no bom caminho para melhorar, durante a tarde, a tatiana, a nova assistente social da instituição, foi-lhe pedir ajuda porque o portátil tinha “morrido” e ela estava desesperada a pensar em todos os documentos que teria perdido. é claro que j. se ofereceu logo para lhe tentar resolver o problema e, é claro, que a tatiana se ofereceu para lhe cozinhar o jantar enquanto ele lhe ressuscitava o portátil.
o serão correu muito bem, os documentos foram devidamente salvos, o jantar foram umas óptimas costeletas com batatas recheadas com brócolos, o gelado de chocolate para sobremesa também foi uma ideia simpática e ficaram a conversar durante umas horas. j. estava muito entusiasmado com esta nova colega, e ela também não lhe era indiferente. havia, definitivamente, um novo ânimo para ir trabalhar.
pelo caminho para casa, o mau tempo continuava e estava cada vez pior, ainda chovia, havia umas rajadas de vento muito fortes, e alguns relâmpagos e trovões, pôs o rádio mais alto, e deu por si a cantar “toda a gente sabe que te amo” do miguel ângelo a plenos pulmões… como detestava esta versão da música (de tal modo que defendia que o neil hannon devia ter processado o cançonetista de cascais pelo atrevimento), o entusiasmo estava a bater mesmo forte.
estava parado num sinal vermelho, a cantar alto de olhos fechados, quando caiu o semáforo em cima do seu renault 4l. a morte foi imediata, não se tendo percebido se foi do susto, do choque eléctrico provocado pelos cabos do semáforo e pela chuva ou de ter ficado espalmado na carroçaria do carro.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
apesar disso, parecia que estava no bom caminho para melhorar, durante a tarde, a tatiana, a nova assistente social da instituição, foi-lhe pedir ajuda porque o portátil tinha “morrido” e ela estava desesperada a pensar em todos os documentos que teria perdido. é claro que j. se ofereceu logo para lhe tentar resolver o problema e, é claro, que a tatiana se ofereceu para lhe cozinhar o jantar enquanto ele lhe ressuscitava o portátil.
o serão correu muito bem, os documentos foram devidamente salvos, o jantar foram umas óptimas costeletas com batatas recheadas com brócolos, o gelado de chocolate para sobremesa também foi uma ideia simpática e ficaram a conversar durante umas horas. j. estava muito entusiasmado com esta nova colega, e ela também não lhe era indiferente. havia, definitivamente, um novo ânimo para ir trabalhar.
pelo caminho para casa, o mau tempo continuava e estava cada vez pior, ainda chovia, havia umas rajadas de vento muito fortes, e alguns relâmpagos e trovões, pôs o rádio mais alto, e deu por si a cantar “toda a gente sabe que te amo” do miguel ângelo a plenos pulmões… como detestava esta versão da música (de tal modo que defendia que o neil hannon devia ter processado o cançonetista de cascais pelo atrevimento), o entusiasmo estava a bater mesmo forte.
estava parado num sinal vermelho, a cantar alto de olhos fechados, quando caiu o semáforo em cima do seu renault 4l. a morte foi imediata, não se tendo percebido se foi do susto, do choque eléctrico provocado pelos cabos do semáforo e pela chuva ou de ter ficado espalmado na carroçaria do carro.
*eu posso ser contra a pena de morte, mas os acidentes acontecem…
05/02/07
Publicidad en los huevos de los supermercados japoneses
pois sim...
melhor que as notícias extraordinárias que se encontram pela grande rede, é encontrá-las em outras línguas, dá um ar de ficção acrescido à coisa.
de qualquer das maneiras, devo dizer aos senhores japoneses que, se não ligo aos autocolantes que põem na fruta, muito provavelmente, a publicidade nas cascas de ovos também não teria grande sucesso comigo.
já se fosse publicidade nos copinhos de iogurtes, era capaz de funcionar.
pois sim...
melhor que as notícias extraordinárias que se encontram pela grande rede, é encontrá-las em outras línguas, dá um ar de ficção acrescido à coisa.
de qualquer das maneiras, devo dizer aos senhores japoneses que, se não ligo aos autocolantes que põem na fruta, muito provavelmente, a publicidade nas cascas de ovos também não teria grande sucesso comigo.
já se fosse publicidade nos copinhos de iogurtes, era capaz de funcionar.
04/02/07
03/02/07
em feiras de livro o que mais me diverte é encontrar aquele livro que me emprestaram aqui há uns anos, e que nem sequer me lembro por que motivo me ficou na memória.
no caso, foi "e se tivesse a bondade de me dizer porquê?", uma novela em parceria de clara pinto correia e mário de carvalho, de 1986, em que cada capítulo é escrito por um deles. a folheá-lo, dei de caras com as 10 normas a que os autores se comprometeram a obedecer, entre as quais:
(...)
6. Proibido qualquer episódio em verso, em diagonal, em russo, em sualili, enfim...
7. As alusões à realidade portuguesa devem ser discretas (havendo-as). Caso a evitar com horror: « Cavaquisilov soergueu a sua figura esquálida e explicou, deitando muitos perdigotos...».
8. Inverosimilhanças do tipo:
«Essa medalha que trazes ao peito, quem te deu essa medalha? Oh, não quero acreditar... Afinal és tu... Vem a meus braços. Meu filho!»
Fazem sempre muito efeito mas deverão ser omitidos.
(...)
só estas normas - que deveriam ser seguidas por tantos escritores que por aí andam - já me valeram 1,95€.
no caso, foi "e se tivesse a bondade de me dizer porquê?", uma novela em parceria de clara pinto correia e mário de carvalho, de 1986, em que cada capítulo é escrito por um deles. a folheá-lo, dei de caras com as 10 normas a que os autores se comprometeram a obedecer, entre as quais:
(...)
6. Proibido qualquer episódio em verso, em diagonal, em russo, em sualili, enfim...
7. As alusões à realidade portuguesa devem ser discretas (havendo-as). Caso a evitar com horror: « Cavaquisilov soergueu a sua figura esquálida e explicou, deitando muitos perdigotos...».
8. Inverosimilhanças do tipo:
«Essa medalha que trazes ao peito, quem te deu essa medalha? Oh, não quero acreditar... Afinal és tu... Vem a meus braços. Meu filho!»
Fazem sempre muito efeito mas deverão ser omitidos.
(...)
só estas normas - que deveriam ser seguidas por tantos escritores que por aí andam - já me valeram 1,95€.
01/02/07
sobre as dificuldades de tentar fazer receitas de cor:
já tinha o chocolate em pó, o açucar, as gemas, a bolacha maria partida em bocadinhos e a manteiga, só não me conseguia lembrar se o salame de chocolate leva vinho do porto nesta mistura ou se é só na prata untada de manteiga onde os rolos são enrolados*.
perante o dilema, e as mãos já sujas para telefonar a quem tem a receita por escrito, só me resta optar pelo seguro:
- que se lixe, um bocadinho de álcool nunca matou ninguém!
se bem o disse, melhor o fiz.
e não ficou nada mau. se não fazia parte da receita, vai passar a fazer.
*pleonasmo culinário.
já tinha o chocolate em pó, o açucar, as gemas, a bolacha maria partida em bocadinhos e a manteiga, só não me conseguia lembrar se o salame de chocolate leva vinho do porto nesta mistura ou se é só na prata untada de manteiga onde os rolos são enrolados*.
perante o dilema, e as mãos já sujas para telefonar a quem tem a receita por escrito, só me resta optar pelo seguro:
- que se lixe, um bocadinho de álcool nunca matou ninguém!
se bem o disse, melhor o fiz.
e não ficou nada mau. se não fazia parte da receita, vai passar a fazer.
*pleonasmo culinário.
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