entusiasmada pelo espírito da época, esta tarde tentei fazer uma lista de objectivos para este ano novo:
- continuar a matar o j. todas as semanas - mas só enquanto conseguir arranjar mortes sangrentas e diferentes
(desconcentrei a escolher uma gabardine com 50% de desconto na mango)
- deixar o cabelo crescer, pelo menos o suficiente para fazer um rabo-de-cavalo
(desconcentrei a ouvir a bonita frase-chave "quem casa quer comprar, ao a. machado vai falar", seguida de "era para ouvir o sr. jorge ferreira, aquela que diz que a filha é muito linda, não sei como se chama, e dedicar a canção à minha família, à minha prima sãozinha, à minha vizinha rosárinho, e aos senhores que 'tão aí na rádio")
- tentar não comprar mais livros do que os que consigo realmente ler
(desconcentrei com um telefonema para falar de conversas de miúdas)
- esforçar-me por ser mais paciente no trânsito
(desconcentrei a pensar na passagem de ano)
finalmente, achei que a minha lista estava demasiado tonta, e que estava a sofrer demasiadas interrupções.
além disso, lembrei-me que, até agora, geri bem a minha vida seguindo princípios básicos como tentar divertir-me enquanto faço o que tenho obrigação de fazer, não fazer mal ao próximo, rir mais um bocado nos intervalos seja lá do que for, e tentar não cantar em público...
dei por mim a concluir que não há grande necessidade de listas que só me vão atrapalhar os planos que estão por fazer, vou antes começar mais um ano preparada para as surpresas, venham elas!